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Segundo relatório da agência de classificação de risco, o acréscimo nas provisões não deve impactar os indicadores como liquidez e fluxo de caixa livre (FCF)
Em um dia morno para a bolsa brasileira, a Braskem (BRKM5) conseguiu escapar do marasmo e passou a liderar a ponta positiva do Ibovespa nesta terça-feira (4).
Por volta de 17h25, as ações BRKM5 subiam 5,26%, a R$ 13,80. No acumulado de 12 meses, porém, os ativos ainda marcam perdas da ordem de 21%.
O desempenho positivo dos papéis nesta tarde acompanha a expectativa do mercado de que o aumento de provisões relacionadas ao evento geológico de Alagoas não impacte o balanço da Braskem, que será divulgado em 26 de fevereiro.
Vale lembrar que a petroquímica se manteve no vermelho no terceiro trimestre, com prejuízo líquido e queima de caixa em patamares ainda robustos.
Segundo relatório da agência de classificação de risco Fitch Ratings, o acréscimo nas provisões dos danos em bairros de Maceió (AL) atribuídos à extração de sal-gema não deve impactar os indicadores da Braskem, incluindo a liquidez e o fluxo de caixa livre (FCF).
Na semana passada, a empresa anunciou que aumentaria a cobertura para desembolsos ligados ao evento geológico que levou ao afundamento do solo e rachaduras em bairros em Alagoas.
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O aumento foi estimado em aproximadamente R$ 1,3 bilhão, após estudos realizados por uma consultoria técnica especializada contratada.
A maior parte do montante, de R$ 1,2 bilhão, é relativo a "medidas de preenchimento das cavidades pressurizadas" que, se forem necessárias, serão iniciadas a partir de 2027, "com execução ao longo de vários anos ou décadas", de acordo com a Braskem.
“Os desembolsos previstos ao longo de mais de uma década permitirão absorver custos mais facilmente, principalmente devido à expectativa de melhora das margens de produtos químicos de baixo ciclo até 2027”, disseram os analistas da Fitch.
Vale lembrar que a exploração do minério pela Braskem na capital de Alagoas aconteceu de 1976 a 2019 e resultou em uma grave instabilidade no solo de bairros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e áreas próximas.
A região se tornou inabitável, uma vez que trouxe riscos de desmoronamento de casas, ruas e fechamento do comércio, levando mais de 60 mil pessoas a terem que deixar os bairros.
Além disso, a Fitch considera que o ajuste no provisionamento da Braskem (BRKM5) reflete a proatividade da petroquímica em não incorrer em custos inesperados, gerenciando assim os riscos.
A agência ainda afirma que as métricas projetadas para a Braskem em 2025 e 2026 e a “robusta” flexibilidade financeira da companhia sustentam a nota de crédito atual, com melhorias nas margens, geração positiva de FCF e manutenção da alavancagem durante o período.
Nas contas de Fitch, a petroquímica deve manter a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), em 4,5 vezes neste ano e em 3 vezes em 2026.
A Braskem tem classificação (rating) nacional AAA, com perspectiva estável, no longo prazo, que é o grau de investimento mais elevado da Fitch.
Já em relação ao Ratings de Inadimplência do Emissor (IDRs, na sigla em inglês), que se refere à capacidade da empresa em não dar calote em nível internacional, a classificação é de BB+, grau especulativo, com perspectiva negativa.
*Com informações do Estadão Conteúdo e do Money Times.
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