🔴 TRÊS AÇÕES DE IA E O INVESTIMENTO QUE PODE MULTIPLICAR POR 42X EM 12 MESES – VEJA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

MERCADOS HOJE

Bolsas renovam recordes em Nova York, Ibovespa vai aos 147 mil pontos e dólar perde força — o motivo é a inflação aqui e lá fora. Mas e os juros?

O IPCA-15 de outubro no Brasil e o CPI de setembro nos EUA deram confiança aos investidores de que a taxa de juros deve cair — mais rápido lá fora do que aqui

Imagem: Shutterstock/Helena Aymee

Se a inflação costuma ser a vilã dos mercados, nesta sexta-feira (24) não foi. Os esfriamentos de preços nos EUA em setembro e por aqui em outubro patrocinaram recordes nas bolsas de Nova York, levando o Ibovespa de volta ao patamar do final de setembro — 147 mil pontos — e ainda fez o dólar perder força. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de setembro — que foi adiado devido à paralisação do governo norte-americano — subiu 0,3% no mês, elevando a taxa de inflação anual para 3%, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. As previsões eram de alta de 0,4% e 3,1%, respectivamente.

Excluindo alimentos e energia, o núcleo do CPI teve alta de 0,2% em setembro e de 3% em 12 meses, também abaixo das projeções de 0,3% e 3,1%, respectivamente.

Com os dados na mão, os investidores correram para ajustar as apostas na queda dos juros nos EUA. De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, a probabilidade de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) corte a taxa em dezembro saltou de 91% antes dos dados para 98,5%. A chance de um corte na próxima semana permaneceu em torno de 98%-99%. 

Em Wall Street, a reação ao CPI também foi imediata: o Dow Jones deu uma arrancada de 400 pontos para um novo recorde. O Dow subiu 1,01%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq tiveram alta de 0,79% e 1,15%, respectivamente. Na renda fixa, o yield (rendimento) dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos chegaram a cair abaixo de 4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por aqui, o CPI e o índice nacional de preços ao consumidor amplo 15 (IPCA-15)  também ajudaram o Ibovespa a renovar recordes. O principal índice da bolsa brasileira chegou aos 147.239,79 pontos no pico da sessão. No fechamento, o Ibovespa subiu 0,31%, aos 146.172,21 pontos. 

Leia Também

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

GARE11 vende portfólio de imóveis por R$ 792 milhões para reduzir dependência do Carrefour

FII DO MÊS

A Selic estacionou, e este é o fundo imobiliário mais indicado por analistas para surfar a pausa

No mercado de câmbio, o dólar à vista perdeu força ao longo da sessão, acompanhando o comportamento da moeda norte-americana no exterior após os dados de inflação, mas acabou terminando com ganhos de 0,12%, a R$ 5,3926.

A alta de 0,18% do IPCA-15 é a mais branda para outubro desde 2022, quando subiu 0,16%. Em outubro de 2024, o índice avançou 0,54%. Em setembro de 2025, apresentou elevação de 0,48%.

O resultado de outubro de 2025 fez a taxa acumulada em 12 meses arrefecer, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã de hoje. O IPCA-15 acumulado em 12 meses passou de 5,32% em setembro para 4,94% em outubro — a mais baixa desde janeiro deste ano, quando estava em 4,50%. No acumulado de 2025 até outubro, o IPCA-15 tem alta de 3,94%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A inflação no Brasil até o fim do ano e queda de juros por aqui

O resultado do IPCA-15 de outubro reafirmou a tendência recente de desinflação da economia brasileira, com uma leitura quantitativa e qualitativa positiva, segundo o economista sênior do Inter, André Valério.

Para os últimos meses do ano, ele espera manutenção dessa tendência de desinflação, com menores pressões nos combustíveis e energia, enquanto a política monetária restritiva deve contribuir para manter a inflação de serviços e núcleos em queda.

 O Inter projeta alta de 4,7% para o IPCA de 2025 e início do processo de flexibilização monetária em janeiro. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. 

Para a economista Luciana Rabelo, do Itaú BBA, o IPCA-15 veio com um aspecto qualitativo melhor do que o previsto. Segundo ela, houve surpresa de baixa tanto em serviços subjacentes — seguro e conserto de automóveis — como em industriais subjacentes — higiene pessoal e aparelho telefônico. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para 2025, o BBA espera que o IPCA feche em 4,6%, de 4,7% anteriormente.

Na avaliação do Bradesco BBI, a desaceleração do IPCA-15 em outubro para 0,18% ocorreu de maneira ampla e generalizada, "indicando que não é apenas o câmbio que está contribuindo para a redução da inflação". 

"Esperamos que esse movimento prossiga e o IPCA termine o ano em 4,5%", diz o time do BBI em relatório.

O banco apontou que os preços dos alimentos consumidos no domicílio continuaram a cair, embora em um ritmo mais lento do que nos meses anteriores. Em um ano, essa categoria acumulou alta de 5,5%, uma redução de 1,1 ponto porcentual em relação ao mês anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o BBI, a apreciação cambial recente foi um dos fatores que ajudou na queda dos preços dos bens industriais, que tiveram uma leve redução de 0,02% em outubro e acumularam alta de 3,4% nos últimos 12 meses.

Bolsas compram corte de juros nos EUA, mas ele virá mesmo?

As bolsas subiram e os investidores correram para aumentar a aposta na queda de juros nos EUA após o CPI de setembro. O Fed tem reunião marcada para a próxima quarta-feira (29) e o afrouxamento neste encontro é dado como certo. Atualmente a taxa por lá está na faixa entre 4,00 e 4,25% ao ano. 

Para o CIBC, os dados de setembro do CPI vieram abaixo do esperado, mas números mais altos provavelmente não fariam diferença para a trajetória de queda dos juros básicos norte-americanos.

"A exigência para convencer o Fed a não cortar juros em outubro era muito alta, e os dados de hoje certamente não atendem a esse padrão, tornando o corte das taxas da próxima semana praticamente certo", diz o CIBC, em nota a clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CIBC pondera ainda que dois cortes de juros adicionais até o fim do ano, totalizando 50 pontos-base, tornaram-se a dosagem preferida dos dirigentes do Fed para garantir alívio à economia, "em grande parte porque a sensibilidade da economia a cortes de juros diminuiu ao longo do tempo."

Thomas Feltmate, diretor e economista sênior da TD Economics, avalia que o relatório de inflação de setembro veio um pouco mais fraco do que o esperado, graças a uma forte queda nos custos primários de moradia. 

Em outros setores, segundo ele, há muitos sinais sugerindo que as pressões inflacionárias elevadas provavelmente persistirão nos próximos meses — o repasse tarifário continuou a aumentar, com 75% das categorias de bens apresentando ganhos de preços no mês passado (acima dos 67% em agosto). 

“Com a desaceleração do mercado de trabalho norte-americano se tornando uma preocupação mais urgente para as autoridades, não acreditamos que as elevadas pressões inflacionárias atuais impeçam o Fed de realizar outro corte de juros de 0,25 ponto percentual na próxima semana”, diz Feltmate.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele, no entanto, chama atenção para o fato de que leituras mais elevadas em relatórios de inflação subsequentes podem ter implicações para decisões futuras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Dinheiro Salva Vidas - Proteção - Segurança - Emergência 5 de novembro de 2026 - 11:57
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma miniatura de shopping center dentro de um shopping. ao redor, há caixas com notas de reais, simbolizando dinheiro guardado em caixa, investimentos ou aquisições 5 de novembro de 2026 - 9:15
Logo do Itaú (ITUB4) 4 de novembro de 2026 - 16:23
Urna eleitoral com cédulas espalhadas em frente ao Capitólio dos Estados Unidos, com símbolos partidários em vermelho e azul 4 de novembro de 2026 - 14:01
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 4 de novembro de 2026 - 13:15
Gráfico de ações e bandeira do Brasil para representar a bolsa brasileira 3 de novembro de 2026 - 14:02
CSN Cimentos IPO CSNA3 CMIN3 recompra de ações 3 de novembro de 2026 - 12:49
Ilustração do Pacman comendo imóveis 3 de novembro de 2026 - 9:39
No campo petrolífero, ao entardecer, as bombas de petróleo estão em funcionamento. O reflexo das bombas e do belo pôr do sol na água cria a silhueta da unidade de bombeio ao entardecer 2 de novembro de 2026 - 16:19
Luiz Inácio Lula Da Silva vota no segundo turno da eleição 2026, em São Bernardo do Campo 2 de novembro de 2026 - 13:05
mulheres-B3-bolsa-de-valores-mercado 31 de outubro de 2026 - 18:07
Raios e nuvens escuras de uma tempestade emolduram o logo do Banco do Brasil (BBAS3) 31 de outubro de 2026 - 13:15
Touro da B3 triste 31 de outubro de 2026 - 9:15
Imagem traz a palavra Ibovespa em dourado, com tinta vermelha escorrendo pelas letras. Ao fundo, um gráfico em vermelho e azul 30 de outubro de 2026 - 18:23
coca-cola 30 de outubro de 2026 - 11:52
Montagem com Baianinho, mascote da Casas Bahia (BHIA3) 30 de outubro de 2026 - 10:19
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar