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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

BALANÇO

Santander (SANB11): lucro do 4T23 vem bem abaixo do esperado e resultado em 2023 cai 27,7%; ações reagem em queda

Santander registrou lucro líquido de R$ 2,204 bilhões no quarto trimestre de 2023 e de R$ 9,383 bilhões no ano como um todo

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
31 de janeiro de 2024
8:02 - atualizado às 10:45
Sede do Santander Brasil (SANB11)
Sede do Santander Brasil (SANB11) - Imagem: Divulgação

O estrago do calote bilionário da Americanas ainda deixa marcas no Santander (SANB11). A unidade brasileira do banco espanhol registrou lucro líquido de R$ 2,204 bilhões no quarto trimestre de 2023 (4T23).

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O resultado foi 30% superior ao do mesmo período do ano anterior, o que à primeira vista pode soar positivo. Mas o crescimento vem justamente da base de comparação fraca em razão das provisões que o banco teve de fazer para cobrir perdas no crédito, incluindo o da varejista.

De todo modo, o lucro trimestral ficou bem abaixo das estimativas do mercado, que apontavam para R$ 2,926 bilhões no quarto trimestre, de acordo com as projeções que o Seu Dinheiro compilou.

Em 2023 como um todo, o lucro do Santander foi de R$ 9,383 bilhões, uma queda de 27,3% na comparação com o ano anterior.

Enquanto isso, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) ficou em 12,3% no quarto trimestre. Trata-se de um patamar bem inferior aos 21% que o próprio banco alcançou na melhor fase. Mas pelo menos foi melhor que os 8,3% dos últimos três meses de 2022.

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A reação inicial do mercado aos números é negativa. Por volta das 10h40, os papéis do Santander (SANB11) recuavam 2,74%, a maior queda do Ibovespa.* Acompanhe também nossa cobertura de mercados.

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Santander (SANB11): Provisões (ainda) altas

Ainda na comparação com o mesmo período de 2022, os números do Santander mostraram alguma evolução no quarto trimestre de 2023.

É o caso, por exemplo, da margem financeira. O resultado que inclui as receitas com crédito menos os custos de captação aumentou 12%, para R$ 14 bilhões.

As despesas com provisões para calotes (PDD) diminuíram 7% em relação aos últimos três meses de 2022, mas seguem em patamar alto e atingiram R$ 6,8 bilhões.

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O número sofreu o impacto "de um caso específico no atacado". O banco não revela o nome do cliente em atraso, mas ainda pode ser a Americanas.

Aliás, o Santander era o único dos grandes bancos que ainda não havia provisionado 100% da exposição à varejista, de acordo com os analistas do Bank of America (BofA).

PODCAST TOUROS E URSOS - O ano das guerras, Trump rumo à Casa Branca e China mais fraca: o impacto nos mercados

Carteira de crédito, tarifas e despesas

O Santander encerrou o ano com uma carteira de crédito ampliada de R$ 643 bilhões, um avanço de 2,8% no trimestre e de 9% em relação ao fim de 2022.

O índice de inadimplência acima de 90 dias na carteira do banco subiu 0,1 ponto percentual no trimestre e atingiu 3,1%, mesmo patamar de dezembro de 2022.

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As receitas do Santander com a cobrança de tarifas e prestação de serviços aumentaram 8% em relação ao quarto trimestre de 2022, para R$ 5,5 bilhões.

Mas as despesas administrativas e de pessoal avançaram em um ritmo um pouco maior, de 8,7%, e somaram R$ 6,6 bilhões.

*Matéria atualizada para incluir a cotação das ações do Santander

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