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Santander registrou lucro líquido de R$ 2,204 bilhões no quarto trimestre de 2023 e de R$ 9,383 bilhões no ano como um todo
O estrago do calote bilionário da Americanas ainda deixa marcas no Santander (SANB11). A unidade brasileira do banco espanhol registrou lucro líquido de R$ 2,204 bilhões no quarto trimestre de 2023 (4T23).
O resultado foi 30% superior ao do mesmo período do ano anterior, o que à primeira vista pode soar positivo. Mas o crescimento vem justamente da base de comparação fraca em razão das provisões que o banco teve de fazer para cobrir perdas no crédito, incluindo o da varejista.
De todo modo, o lucro trimestral ficou bem abaixo das estimativas do mercado, que apontavam para R$ 2,926 bilhões no quarto trimestre, de acordo com as projeções que o Seu Dinheiro compilou.
Em 2023 como um todo, o lucro do Santander foi de R$ 9,383 bilhões, uma queda de 27,3% na comparação com o ano anterior.
Enquanto isso, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) ficou em 12,3% no quarto trimestre. Trata-se de um patamar bem inferior aos 21% que o próprio banco alcançou na melhor fase. Mas pelo menos foi melhor que os 8,3% dos últimos três meses de 2022.
A reação inicial do mercado aos números é negativa. Por volta das 10h40, os papéis do Santander (SANB11) recuavam 2,74%, a maior queda do Ibovespa.* Acompanhe também nossa cobertura de mercados.
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Ainda na comparação com o mesmo período de 2022, os números do Santander mostraram alguma evolução no quarto trimestre de 2023.
É o caso, por exemplo, da margem financeira. O resultado que inclui as receitas com crédito menos os custos de captação aumentou 12%, para R$ 14 bilhões.
As despesas com provisões para calotes (PDD) diminuíram 7% em relação aos últimos três meses de 2022, mas seguem em patamar alto e atingiram R$ 6,8 bilhões.
O número sofreu o impacto "de um caso específico no atacado". O banco não revela o nome do cliente em atraso, mas ainda pode ser a Americanas.
Aliás, o Santander era o único dos grandes bancos que ainda não havia provisionado 100% da exposição à varejista, de acordo com os analistas do Bank of America (BofA).
O Santander encerrou o ano com uma carteira de crédito ampliada de R$ 643 bilhões, um avanço de 2,8% no trimestre e de 9% em relação ao fim de 2022.
O índice de inadimplência acima de 90 dias na carteira do banco subiu 0,1 ponto percentual no trimestre e atingiu 3,1%, mesmo patamar de dezembro de 2022.
As receitas do Santander com a cobrança de tarifas e prestação de serviços aumentaram 8% em relação ao quarto trimestre de 2022, para R$ 5,5 bilhões.
Mas as despesas administrativas e de pessoal avançaram em um ritmo um pouco maior, de 8,7%, e somaram R$ 6,6 bilhões.
*Matéria atualizada para incluir a cotação das ações do Santander
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