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O Citi deixou de recomendar a compra dos papéis e também cortou o preço-alvo dos ativos negociados em Nova York para US$ 6; entenda o movimento
O Inter tem bom impulso operacional, acelerou a carteira de empréstimos, melhorou a rentabilidade (ROE) e as ações se recuperaram, mas mesmo assim o Citi não vê motivos para o investidor colocar os papéis INTR, cotados em Nova York, na carteira.
O banco norte-americano rebaixou a recomendação do Inter de compra para neutra e cortou o preço-alvo dos papéis de US$ 6,30 para US$ 6,00 — o que representa um potencial de valorização de 10,5% em relação ao fechamento desta quinta-feira (15).
Hoje, as ações INTR encerraram o dia com queda de 0,73% em Nova York, cotadas a US$ 5,43. Já os BDRs INBR32 terminaram o pregão na B3 com baixa de 0,96%, a US$ 26,89.
“Uma nova reclassificação exige melhoria contínua na rentabilidade para 2025, o que embora vejamos como provável, só deve ficar mais claro ao longo do ano, justificando a classificação neutra por enquanto”, diz o Citi em relatório.

De uma perda em 2022 para um ROE de 5% em 2023 — e 8,5% no quarto trimestre de 2023 —, Citi espera que o Inter continue a trajetória positiva.
A rentabilidade deve chegar a 13% em 2024, ainda se beneficiando de uma reprecificação na carteira de crédito, de acordo com a projeção do Citi.
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“Acreditamos que a principal questão que permanece é até onde esta melhoria pode ir depois disso”, diz o Citi em relatório.
Segundo o banco norte-americano, a melhoria ainda tem raízes, principalmente por uma utilização mais adequada da elevada base de capital do banco — impulsionada pela recente oferta de ações.
“O Citi projeta um ROE de 17% para 2025 e, se bem executado, potencialmente superior depois disso, embora pareça ainda cedo para apostar nisso”, diz o Citi.
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