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A Weg (WEGE3) vem anunciando uma série de investimentos no Brasil e no mercado internacional; as iniciativas anunciadas nesta quarta-feira (18) serão direcionadas para projetos em Santa Catarina e em Atotonilco de Tula, no México
A chamada “fábrica de bilionários” está a todo vapor: a Weg (WEGE3) vem anunciando uma série de investimentos para a ampliação do portfólio global e, nesta quarta-feira (18), a empresa deu mais um passo em direção à expansão.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Weg informou nesta manhã novos investimentos no Brasil e no México de R$ 670 milhões, ao longo dos próximos cinco anos.
As aplicações serão voltadas para a ampliação da capacidade de verticalização dos negócios de transformadores e motores elétricos nos dois países.
No México, a Weg planeja construir um novo prédio na cidade de Atotonilco de Tula, com um investimento de R$ 336 milhões, para atender a demanda atual e a projetada para o mercado da América do Norte.
Enquanto, no Brasil, será destinado um total de R$ 334 milhões aos parques fabris de Itajaí e de Guaramirim, ambos no Estado de Santa Catarina.
Segundo o comunicado, o objetivo da companhia é expandir a fábrica de fios localizada em Itajaí para atender a demanda atual. O investimento previsto para o projeto é de R$ 169 milhões.
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Já em Guaramirim, a Weg planeja a expansão de um dos prédios de fundição, além da modernização do maquinário. A empresa projeta investimento no valor de R$ 165 milhões.
“Esta iniciativa reforça a estratégia e o compromisso da companhia com o desenvolvimento sustentável de seus negócios, investindo na verticalização dos processos industriais”, afirmou a empresa em comunicado.
O banco norte-americano JP Morgan projeta resultados marginais positivos para a companhia apelidada de “fábrica de bilionários” com os novos investimentos no Brasil e no México.
Isso porque a instituição projeta que a integração dos mercados aumente a lucratividade nas regiões. Além disso, o banco enxerga que o mercado de transformadores, no qual a Weg se concentra, está em expansão atualmente.
O JP Morgan avalia ainda que as operações estão de acordo com a estratégia da Weg voltada para o crescimento sem impactar negativamente na lucratividade.
O banco norte-americano também afirma que os investimentos reforçam o otimismo da empresa em relação ao crescimento do mercado no Brasil e no mundo.
De acordo com relatório divulgado pela instituição, os investimentos representam 5% das estimativas de capex agregado para o período entre 2025 e 2029, considerando que as iniciativas sejam realizadas a partir do ano que vem.
O JP Morgan prevê que a Weg seja negociada a 21,5x EV/EBITDA 2025E (valor da empresa sobre o Ebitda estimado para 2025), um prêmio de aproximadamente 40% em relação aos principais pares globais no setor.
Por volta das 11h45 desta quarta-feira, as ações da companhia apresentavam queda de 0,13%.
Esta não é a primeira expansão de investimentos da Weg. Somente em 2024, a “fábrica de bilionários” já anunciou quatro operações de expansão, que incluem tanto o mercado brasileiro quanto o internacional.
Há menos de uma semana, a empresa revelou um acordo para a compra da Volt Eletric Motors, fabricante turca de motores elétricos, por quase R$ 500 milhões.
Em comunicado, a Weg destacou que a companhia conta com uma "forte presença" no mercado da Turquia e exporta produtos para outros países, especialmente para Europa, Oriente Médio e Ásia Central.
Além disso, em maio, a Weg anunciou a participação no mercado de geração de energia eólica dos Estados Unidos, mas avaliou o montante como “irrelevante”.
Já em março deste ano, a companhia havia divulgado um investimento de R$ 100 milhões para a construção de uma fábrica de tintas líquidas no México.
Em relação ao mercado nacional, a Weg realizou um contrato de R$ 630 milhões para o fornecimento de equipamentos para a Kroma Energia. O investimento tem como objetivo a construção de complexo solar no Ceará.
Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
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