O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Ricardo Miguel de Moura, diretor de relações com investidores, fusões e aquisições e estratégia do Banco ABC, concedeu entrevista ao Seu Dinheiro após os resultados
Os investidores têm acompanhado com bastante atenção a temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre deste ano. Em especial os bancos brasileiros ainda recolhem os cacos da crise gerada pelas Lojas Americanas —, mas algumas linhas do balanço do Banco ABC mostram que esses problemas são coisas do passado.
Nos resultados publicados pelo banco na manhã desta quinta-feira (7), o ABC mostrou que tem motivos para comemorar. Os analistas que acompanham o banco descreveram os números como “sólidos” e “em um bom caminho.”
“A estratégia é continuar entregando resultados, mantendo o ritmo do que estamos fazendo e tem dado certo”, diz Ricardo Miguel de Moura, diretor de Relações com Investidores, Fusões e Aquisições e Estratégia do Banco ABC, em entrevista ao Seu Dinheiro.
Vale destacar que o banco é conhecido por ter uma expansão de crédito mais conservadora. Ainda assim, houve um crescimento da concessão de quase 15% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Perguntado sobre isso, o executivo do ABC confirmou que a instituição pretende seguir o grande plano de reestruturação dos negócios iniciado em 2018. “A gente tem uma infraestrutura instalada preparada para um número de clientes maior”, diz.
Segundo o balanço deste trimestre, o Banco ABC atingiu a marca de cinco mil clientes corporativos.
Leia Também
| Indicador | 3T24 | Var%(t/t) | Var%(a/a) |
| Lucro líquido recorrente | R$ 255,1 milhões | 2,00% | 11,80% |
| Margem Financeira Gerencial pós-provisão | R$ 621,8 milhões | 4,10% | 5,20% |
| ROE Recorrente | 16,20% | 0,06 p.p. | -0,28 p.p. |
| Carteira de Crédito Expandida | R$ 50,010 bilhões | 3,60% | 14,50% |
| Despesas com Provisões | R$ 68,1 milhões | -5,3% | -22,0% |
| Valor de Mercado (R$ milhões) | R$ 5,234 bilhões | -1,60% | 18,60% |
Com um lucro maior e uma rentabilidade crescente, os investidores ficam no aguardo do anúncio de novos dividendos. Em junho deste ano, o ABC distribuiu R$ 188,5 milhões em proventos na forma de juros sobre capital próprio (JCP) — e a expectativa é de que, no segundo semestre, eles voltem a encher os bolsos dos investidores.
Isso porque o banco trabalha com uma política de distribuição de algo próximo a 40% do lucro projetado para o ano. Uma parte desse montante é distribuída no primeiro semestre e o restante na segunda metade do ano.
O executivo destaca que 60% do lucro será convertido em crescimento das operações e o restante deve ser revertido aos acionistas. “Não pretendemos mudar essa política”, comenta.
Vale relembrar que o Banco ABC tem ações na bolsa brasileira, que acumulam alta de mais de 12% em 12 meses. Nesta quinta-feira (7), os papéis ABCB4 caíam 1,24%, cotados a R$ 20,61 por volta das 16h20.
Para os analistas do JP Morgan, o banco ABC é negociado a uma relação de 0,8x preço sobre o valor do banco — o que significa que as ações estão baratas em relação ao seu valor patrimonial — e a 5,1x preço/lucro — isto é, pagando um múltiplo moderado em relação às projeções de lucros.
A instituição norte-americana, que tem recomendação neutra para as ações, destaca que houve uma positiva queda na inadimplência geral, puxada pelos descumprimentos do setor corporativo. Parte dessa melhora se deve ao caso Americanas.
“Quando ocorreu [a crise com a varejista], o banco provisionou 70% do crédito, ou seja, pensávamos em receber 30% do valor e foi isso que aconteceu”, comenta Miguel de Moura, do ABC.
Já o Itaú BBA também manteve a avaliação de market perform — o equivalente a neutro — para os papéis do banco ABC.
“No final, receitas menores que o esperado foram compensadas por provisões menores, resultando em uma surpresa positiva no caixa”, dizem os analistas, que celebram o fato de o banco ABC continuar entregando resultados decentes, mas preferem “ficar de fora, dada a perspectiva de um crédito corporativo desafiador no atual ambiente macroeconômico.”
Por fim, os analistas do BB Investimentos — que recomendam a compra das ações ABCB4 — destacam como ponto positivo o crescimento do banco no segmento middle (pequenas e médias empresas).
A inadimplência desse segmento preocupa, mas a taxa com que o banco vem trabalhando é um destaque positivo, o que garante relativa segurança no crescimento dessa fatia.
“Devemos, ao longo dos próximos trimestres, ver o ABC impactado positivamente pela diluição dos investimentos efetuados, incluindo continuidade da maturação das iniciativas estruturantes mais recentes, enquanto manobra um ciclo de crédito potencialmente mais restritivo, tendo como atenuante o fato de sua margem financeira responder de forma mais benigna a altas de juros dado o perfil exclusivamente PJ da carteira de crédito."
Candidata a abrir capital na próxima janela de IPOs, a empresa de saneamento Aegea reportou lucro líquido proforma de R$ 856 milhões em 2025, queda de 31%
O GPA informou a negativa do Tribunal Arbitral ao seu pedido de tutela cautelar para bloqueio das ações que pertencem ao acionista Casino, ex-controlador. A solicitação buscava travar as participação do francês em meio a uma disputa tributária bilionária
A greve na JBS representou um golpe na capacidade de processamento dos EUA, depois que a Tyson Foods fechou uma fábrica de carne bovina
Enquanto o Starship redefine o padrão dos lançamentos espaciais, a SpaceX avança rumo a um IPO histórico; confira
RD Saúde (RADL3), Smart Fit (SMFT3), Petz (AUAU3) estão entre as varejistas que devem registrar desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, segundo o BTG Pactual
Investidores precisam estar posicionados no dia 20 de abril para receber o provento; pagamento está previsto para maio e faz parte dos dividendos obrigatórios de 2026
Companhia cai 7,26% na semana e destoa do clima positivo na bolsa brasileira. Entenda o impacto do dólar, do corte do BofA e da pressão no mercado de celulose
Depois de comprar os naming rights, o banco brasileiro tem vários planos para a arena, mas o verde não vai sair
Mesmo sem a Estátua da Liberdade, abertura da nova unidade está prevista para o começo de maio
Banco revisa projeções, cita forte geração de caixa e vê espaço para novos pagamentos ao acionista, mas mantém cautela com o papel
Banco amplia ofensiva no esporte e assume o lugar da Allianz como detentor do naming rights do estádio. O resultado da votação será divulgado em 4 de maio
Oferta será 100% primária, com recursos destinados à redução de dívida, reforço de caixa e investimentos operacionais; operação também prevê aumento do free float e da liquidez das ações na bolsa
A empresa informou que a aliança abre “um ciclo de crescimento” e cria receitas recorrentes de gestão de ativos e fundos
A empresa vem passando por um momento de reestruturação, decorrente de uma pressão financeira que levou a companhia de tratamentos oncológicos a recalcular a rota e buscar retomar o seu core business
Companhia promete “tomada de decisão cada vez mais eficaz” enquanto enfrenta pressão de acionistas por melhoria na governança
A Panobianco possui 400 academias pelo país e está crescendo de maneira acelerada com uma parceria com o Wellhub
Estatal cita guerra no Oriente Médio e pressão de órgãos reguladores ao anunciar correção nos valores do GLP; entenda o imbróglio
Mudança segue o rodízio entre os grandes bancos privados e mantém o comando da entidade nas mãos do Itaú até 2029
Em 2025, a empresa investiu R$ 15,2 bilhões. Já para 2026, os planos são mais ambiciosos, de R$ 20 bilhões em capex
Em uma apresentação institucional, o Digimais afirma ser um banco focado em crédito com forte ênfase em financiamento de automóveis