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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DESTAQUES DA BOLSA

Ações da AES Brasil (AESB3) desabam mais de 20% na B3 antes da incorporação pela Auren. O que está por trás da queda?

O tombo das ações acontece na semana de fechamento da combinação de negócios entre a AES e a Auren — que resultará no fim da negociação dos papéis AESB3 na bolsa

Camille Lima
Camille Lima
28 de outubro de 2024
16:46 - atualizado às 17:51
AES Brasil (AESB3)
AES Brasil (AESB3) - Imagem: Divulgação

Antes das luzes oficialmente se apagarem para a AES Brasil na B3 com a incorporação pela Auren (AURE3), as ações AESB3 atraíram os holofotes dos investidores na tarde desta segunda-feira (28) — e não por um motivo lá muito positivo.

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Pelo contrário, aliás. Os papéis da companhia de geração de energias renováveis desabaram 23,54% na sessão para as mínimas históricas, a R$ 8,80, e lideraram as quedas da bolsa brasileira hoje.

O tombo das ações acontece na semana de fechamento da combinação de negócios entre a AES e a Auren — que resultará no fim das negociações dos papéis AESB3 na bolsa a partir de quinta-feira (31).

Pelo calendário, os acionistas da AESB3 terão até esta terça-feira (29) para escolher uma opção de troca de ações em meio à fusão. 

Entre as possibilidades, os investidores podem optar por receber a quantia totalmente em dinheiro ou ainda uma parcela em caixa e outra parte em ações da Auren (AURE3) ao fim da operação. 

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Confira as opções:

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  • Opção 1: R$ 1,18438832610 e 0,67498865568 novas ações Auren;
  • Opção 2: R$ 5,92194163050 e 0,37499369760 novas ações Auren; ou 
  • Opção 3: R$ 11,84388326100 em moeda corrente nacional.

No entanto, aqueles investidores que não se manifestarem até amanhã automaticamente acabarão com a Opção 1 — considerada a opção padrão.

Segundo fontes de mercado, a queda das ações da AES Brasil (AESB3) nesta segunda-feira sinaliza uma convergência dos papéis para a cifra implícita na Opção 1. 

Considerando as cotações das ações da Auren (AURE3) hoje, esta opção corresponderia a algo próximo de R$ 8,30 — isto é, apenas 5,6% abaixo das cotações de tela de AESB3 nesta tarde.

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Portanto, quem já é acionista da AES Brasil em tese não deveria se preocupar com a queda de hoje, já que pode ainda pode optar por vender os papéis para a Auren a R$ 11,84 (opção 3). O único risco seria o de uma reviravolta que levasse a um eventual cancelamento do negócio.

Além da fusão entre a AES Brasil (AESB3) e a Auren

Além da fusão com a Auren, o mercado ainda aguarda a divulgação do balanço da AES Brasil (AESB3) no terceiro trimestre nesta quarta-feira (30), após o fechamento dos mercados. Você confere a agenda completa de resultados do 3T24 aqui.

É importante lembrar que há alguns trimestres a empresa sente pressão sobre as finanças — especialmente devido à volatilidade da geração das energias renováveis.

Se por um lado a receita manteve ritmo de crescimento, por outro, a empresa continuou a registrar prejuízo no segundo trimestre de 2024. As perdas foram de R$ 108,7 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 35,9 milhões apurado no mesmo intervalo do ano passado.

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O custo da AES Brasil com energia, que considera encargos setoriais e de transmissão, também piorou 26,7% no comparativo ano a ano, somando gastos da ordem de R$ 313,8 milhões.

Enquanto isso, a geração total de energia caiu 17,9% em base anual, para 3,2 mil gigawatts-hora no segundo trimestre de 2024. 

Em meio a fortes secas e a condições climáticas cada vez mais adversas no país, a geração de energia hídrica da AES despencou 37% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a solar caiu 4,8%. 

O desempenho negativo mais do que compensou o avanço da geração eólica, de 32,2% entre julho e setembro na base anual.

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