A ação da Vale (VALE3) está barata? Papel está descontado em relação a gigantes gringas; saiba se é hora de aproveitar
O Itaú BBA calcula um preço-alvo de US$ 14 para os ADRs da mineradora, o que representa um potencial de valorização de 24,8% sobre o fechamento de quarta-feira (17)

Os papéis da Vale cotados em Nova York — os chamados American Depositary Receipts (ADRs) — acumulam uma queda de 27% em 2024, um desempenho entre 5 e 17 pontos percentuais (pp) inferior ao de outras gigantes da mineração, como as australianas Rio Tinto e BHP. Será que chegou a hora de comprar?
Segundo o Itaú BBA, sim. O banco reiterou a recomendação outperform (equivalente a compra) para VALE. O preço-alvo de US$ 14 representa um potencial de valorização de 24,8% sobre o fechamento de quarta-feira (17).
Na avaliação do BBA, os ADRs estão com um desconto em termos de valuation de 29% que "parece excessivo em comparação a níveis históricos".
O desconto atual da Vale foi calculado considerando a média do valuation das mineradoras australianas, de 5,2 vezes o valor da empresa por Ebitda (EV/Ebitda) esperado para daqui um ano.
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Vale supera gringas
A Vale divulgou o relatório de produção e vendas do segundo trimestre nesta semana. O Seu Dinheiro detalhou os dados e você pode conferi-los aqui.
O BBA considera que, em termos de volume, a Vale superou os produtores australianos no segundo trimestre de 2024.
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Enquanto os volumes de minério de ferro da Vale aumentaram cerca de 8% na comparação anual entre maio e junho, Rio Tinto registrou avanço anual de 2% e BHP, de 7%. A Fortescue Metals divulgará relatório de produção na próxima semana.
Ruídos afetam negócios
O BBA, no entanto, reconhece que houve ruídos específicos envolvendo a Vale, relacionados ao processo de sucessão do CEO, às renegociações das responsabilidades da Samarco e à renovação das concessões ferroviárias.
O mais recente deles voltou à tona ontem (17), depois que o presidente do conselho de administração, Daniel Stieler, precisou vir à público reiterar a lisura do processo de escolha do novo presidente da companhia, afirmando que o procedimento "segue estritamente as regras de governança".
O posicionamento aconteceu depois que Lauro Jardim, colunista de O Globo, noticiou uma guerra na Vale. Segundo ele, um racha entre os conselheiros coloca o processo de sucessão mais uma vez em xeque. Entenda todos os detalhes dessa história.
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