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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

MAIS RESTRIÇÕES

Trump ou Biden? Não importa quem vença as eleições nos EUA, a guerra fria contra a China continua — e Nvidia e outras ações de gigantes dos chips sofrem hoje

O desempenho negativo acompanha temores de que, independente de quem vença as eleições presidenciais, os EUA devem anunciar restrições mais rígidas a exportações para o gigante asiático

Camille Lima
Camille Lima
17 de julho de 2024
10:28
Guerra comercial entre China e Estados Unidos
Imagem: Shutterstock

A manhã desta quarta-feira (17) começou gélida para as ações das gigantes dos chips de inteligência artificial como a Nvidia e a TSMC — e tudo por causa da “guerra fria” comercial entre a China e os Estados Unidos.

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O desempenho negativo dos papéis acompanha temores de que, independente de quem vença as eleições presidenciais norte-americanas em novembro, os EUA devem anunciar restrições mais rígidas a exportações para o gigante asiático.

Em Wall Street, a Nvidia amarga perdas na casa dos 4% antes da abertura dos negócios em Nova York.

Por sua vez, as ações da TSMC listadas em Taiwan fecharam em baixa de 2,4%. A ASML recuou cerca de 8% na Euronext. Já a Tokyo Electron fechou em queda de quase 7,5% no Japão. 

A possibilidade de novas restrições ainda pressiona o ETF SMH (VanEck Semiconductor ETF), que é composto pelas 25 principais empresas do setor, como Nvidia, TSM, AMD e Intel. O fundo de índice recua cerca de 3,7% no pré-mercado em Wall Street.

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Em um timing para lá de imperfeito, a performance negativa ainda deve impactar o CHIP11, o primeiro ETF de semicondutores que estreia hoje na bolsa brasileira e pretende replicar o desempenho do SMH.

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Com Trump ou Biden, as perspectivas são mais duras

Em entrevista à Bloomberg Businessweek publicada ontem, Donald Trump afirmou que Taiwan deveria pagar a Washington pela defesa de seu território — elevando as dúvidas sobre o comprometimento dos EUA em defender Taipé de um possível ataque chinês caso o ex-presidente retorne à Casa Branca.

Mas além de comentários mais duros por parte de Donald Trump, o governo de Joe Biden também deixou claro que considera uma ampla repressão para empresas que exportam equipamentos essenciais para a fabricação de chips para Pequim, de acordo com a Bloomberg.

Atualmente, os EUA utilizam uma medida abrangente chamada “Regra de Produto Direto Estrangeiro” (FDPR, na sigla em inglês).

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Basicamente, a FDPR diz que, se um produto foi fabricado com tecnologia norte-americana, o governo dos EUA tem o poder de impedir a sua venda — ainda que sejam fabricados num país estrangeiro e que usem a menor quantidade possível de tecnologia americana. 

Novas restrições dos EUA às gigantes dos chips 

Os Estados Unidos estão apresentando a ideia a autoridades no Japão e na Holanda como um resultado cada vez mais provável se os países não endurecerem suas próprias medidas contra a China, informou a Bloomberg.

O objetivo seria aumentar o número de aliados na “guerra comercial” para limitar a capacidade de suas empresas de fazer manutenção e consertar equipamentos restritos que já estão na China — o que as empresas dos EUA estão proibidas de fazer.

A medida avaliada por Biden seria usada para reprimir os negócios na China pela fabricante japonesa de chips Tokyo Electron e pela holandesa ASML, que fornece sistemas para a indústria de semicondutores.

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Nesta quarta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse que os “países relevantes” devem “resistir firmemente à coerção e defender conjuntamente uma ordem comercial internacional justa e aberta para proteger seus próprios interesses de longo prazo”.

Em 2022, a maior economia do mundo decidiu impor restrições abrangentes à venda de chips avançados e equipamentos de fabricação para a China, em uma estratégia para impedir que Pequim obtivesse tecnologia de ponta e pudesse impulsionar suas forças armadas.

Já em maio deste ano, os EUA revogaram licenças de exportação que permitiam que empresas como a Intel e Qualcomm enviassem chips para a chinesa, segundo informações do Departamento de Comércio norte-americano enviadas à CNBC.

Apesar de atingirem diretamente empresas como a Huawei, as regras também custaram bilhões de dólares em receita para empresas norte-americanas. 

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Segundo os integrantes da indústria de chips dos EUA, as políticas comerciais atuais estão prejudicando as empresas americanas de semicondutores e ainda falham em deter o progresso chinês tanto quanto o governo esperava.

*Com informações de CBNC, Bloomberg e Yahoo Finance.

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