Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, lança programa de recompra de ações de até R$ 1,5 bilhão
Pelos próximos 12 meses, a Telefônica Brasil se propõe a recomprar mais de 40 milhões de ações da Vivo
*O texto foi atualizado em 30/08/2024 com a ampliação do valor do programa de recompra de ações anunciado pela própria empresa
A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, notabilizou-se recentemente pelas perspectivas de distribuição dos lucros aos acionistas.
No decorrer dos últimos meses, a direção da companhia anunciou a distribuição de proventos e promoveu uma bilionária redução de capital.
Ela avisou também que não pararia por ali — e não parou mesmo.
Agora a Telefônica Brasil recorre a uma outra forma de remunerar os detentores de VIVT3: um programa de recompra de ações.
- 10 ações para investir neste mês: veja a carteira recomendada da analista Larissa Quaresma, baixando este relatório gratuito.
Para que serve a recompra de ações?
Existem diversos motivos que levam uma empresa como a Vivo a aprovar um programa de recompras como esse. Entre eles, estão:
Leia Também
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
- a empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
- a companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
- ela quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade do mercado.
Isso porque a recompra é uma das maneiras que uma empresa pode escolher para dar retorno para o seu investidor. Por outro lado, a operação acaba tirando um pouco da liquidez dos papéis no mercado.
No caso da Telefônica, o objetivo da recompra é “incrementar valor aos acionistas pela aplicação eficiente dos recursos disponíveis em caixa, otimizando a alocação de capital da companhia”.
O programa da recompra de ações da dona da Vivo
O conselho de administração da Telefônica Brasil aprovou um novo programa de recompra de até 40,8 milhões de ações da Vivo.
As recompras começarão já na sessão desta terça-feira (5) e poderão ser realizadas até 4 de março de 2025.
Inicialmente, a companhia informou que poderá usar até R$ 1,5 bilhão* em VIVT3 durante a vigência do programa.
O dinheiro sairá da reserva estatutária de lucros da Telefônica Brasil.
Uma vez recompradas, as ações serão mantidas em tesouraria, sem redução do capital social da dona da Vivo.
Outras formas de distribuição de lucros
O programa de recompra é apenas a mais recente medida da direção da Telefônica Brasil no sentido de distribuir lucros aos acionistas da Vivo.
Em dezembro de 2023, a Telefônica Brasil anunciou a distribuição de mais de R$ 1 bilhão em juro sobre capital próprio (JCP).
Agora em janeiro, os acionistas da Vivo aprovaram uma proposta de redução de capital de R$ 1,5 bilhão, restituindo o valor aos acionistas sem o cancelamento de ações.
E é provável que medidas similares se repitam em breve. Isso porque a Telefônica Brasil dispõe de autorização da Anatel para efetuar reduções de capital de até R$ 5 bilhões.
Em meio a reduções de capital, recompra de ações e pagamento de proventos, a Telefônica Brasil manifestou no ano passado a intenção de distribuir entre seus acionistas valor igual ou superior a 100% do lucro líquido de cada exercício social entre 2024 a 2026.
Colunista do Seu Dinheiro e analista da Empiricus, Ruy Hungria tem recomendado a ação da Vivo a investidores com foco em dividendos.
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva
‘Flávio Day’ e eleições são só ruído; o que determina o rumo do Ibovespa em 2026 é o cenário global, diz estrategista do Itaú
Tendência global de queda do dólar favorece emergentes, e Brasil ainda deve contar com o bônus da queda na taxa de juros
Susto com cenário eleitoral é prova cabal de que o Ibovespa está em “um claro bull market”, segundo o Santander
Segundo os analistas do banco, a recuperação de boa parte das perdas com a notícia sobre a possível candidatura do senador é sinal de que surpresas negativas não são o suficiente para afugentar investidores
Estas 17 ações superaram os juros no governo Lula 3 — a principal delas entregou um retorno 20 vezes maior que o CDI
Com a taxa básica de juros subindo a 15% no terceiro mandato do presidente Lula, o CDI voltou a assumir o papel de principal referência de retorno