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AÇÃO ESTÁ BARATA?

Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, lança programa de recompra de ações de até R$ 1,5 bilhão

Pelos próximos 12 meses, a Telefônica Brasil se propõe a recomprar mais de 40 milhões de ações da Vivo

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5 de março de 2024
9:58 - atualizado às 19:29
vivo dividendos vivt3
Imagem: Freepik/ Logo Vivo- Montagem: Malu Araujo

*O texto foi atualizado em 30/08/2024 com a ampliação do valor do programa de recompra de ações anunciado pela própria empresa

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A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, notabilizou-se recentemente pelas perspectivas de distribuição dos lucros aos acionistas.

No decorrer dos últimos meses, a direção da companhia anunciou a distribuição de proventos e promoveu uma bilionária redução de capital.

Ela avisou também que não pararia por ali — e não parou mesmo.

Agora a Telefônica Brasil recorre a uma outra forma de remunerar os detentores de VIVT3: um programa de recompra de ações.

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Para que serve a recompra de ações?

Existem diversos motivos que levam uma empresa como a Vivo a aprovar um programa de recompras como esse. Entre eles, estão:

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  • a empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
  • a companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
  • ela quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade  do mercado.

Isso porque a recompra é uma das maneiras que uma empresa pode escolher para dar retorno para o seu investidor. Por outro lado, a operação acaba tirando um pouco da liquidez dos papéis no mercado.

No caso da Telefônica, o objetivo da recompra é “incrementar valor aos acionistas pela aplicação eficiente dos recursos disponíveis em caixa, otimizando a alocação de capital da companhia”.

O programa da recompra de ações da dona da Vivo

O conselho de administração da Telefônica Brasil aprovou um novo programa de recompra de até 40,8 milhões de ações da Vivo.

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As recompras começarão já na sessão desta terça-feira (5) e poderão ser realizadas até 4 de março de 2025.

Inicialmente, a companhia informou que poderá usar até R$ 1,5 bilhão* em VIVT3 durante a vigência do programa.

O dinheiro sairá da reserva estatutária de lucros da Telefônica Brasil.

Uma vez recompradas, as ações serão mantidas em tesouraria, sem redução do capital social da dona da Vivo.

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Outras formas de distribuição de lucros

O programa de recompra é apenas a mais recente medida da direção da Telefônica Brasil no sentido de distribuir lucros aos acionistas da Vivo.

Em dezembro de 2023, a Telefônica Brasil anunciou a distribuição de mais de R$ 1 bilhão em juro sobre capital próprio (JCP).

Agora em janeiro, os acionistas da Vivo aprovaram uma proposta de redução de capital de R$ 1,5 bilhão, restituindo o valor aos acionistas sem o cancelamento de ações.

E é provável que medidas similares se repitam em breve. Isso porque a Telefônica Brasil dispõe de autorização da Anatel para efetuar reduções de capital de até R$ 5 bilhões.

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Em meio a reduções de capital, recompra de ações e pagamento de proventos, a Telefônica Brasil manifestou no ano passado a intenção de distribuir entre seus acionistas valor igual ou superior a 100% do lucro líquido de cada exercício social entre 2024 a 2026.

Colunista do Seu Dinheiro e analista da Empiricus, Ruy Hungria tem recomendado a ação da Vivo a investidores com foco em dividendos.

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