Por que o fundo imobiliário XP Properties (XPPR11) despenca mais de 10% na B3 hoje?
O mercado repercute, entre outros fatores, a notícia de que os cotistas discutirão em breve a possível venda do único ativo do FII de escritórios localizado na cidade de São Paulo, o edifício Faria Lima Plaza

Nesta segunda-feira (25) não há disputa pela ponta negativa do IFIX, índice que reúne os principais fundos imobiliários da B3: por volta das 14h50, o XP Properties (XPPR11) detinha a liderança absoluta do pódio indesejado com um tombo de 10,49%, a R$ 23,04.
O mercado repercute, entre outros fatores, a notícia de que os cotistas discutirão em breve a possível venda de um dos três ativos do FII de escritórios, o edifício Faria Lima Plaza.
Vale destacar que o empreendimento é único da carteira que está localizado na cidade de São Paulo em uma região considerando premium para o mercado de lajes corporativas. Os outros dois ativos do FII ficam em Alphaville, Barueri — região que sofre com altas taxas de vacância.
A administradora e a gestora do XPPR11 convocaram uma assembleia geral extraordinária para debater a proposta recebida de outro fundo. O Capitânia Office ofereceu R$ 373,17 milhões por 75% de uma companhia em que o FII investe e por meio do qual detém uma participação de 30% no empreendimento.
Considerando que o XP Properties tem um saldo devedor de R$ 192,2 milhões em debêntures que lastreiam Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ligados ao prédio, o valor oferecido não irá todo para o caixa do FII.
Além disso, caso a proposta seja aceita, uma parte do pagamento, ou cerca de R$ 40 milhões, também não será feita necessariamente em dinheiro, mas pode ser quitada com cotas de emissão do Capitânia Office.
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O que diz a gestora do XPPR11?
A XP, gestora do XPPR11, já buscava estratégias para diminuir o nível de endividamento ou zerar completamente as obrigações financeiras do fundo. A asset contratou uma assessora financeira para coordenar o processo de venda parcial ou integral dos três imóveis do portfólio.
No âmbito desse processo, foram recebidas seis propostas. A XP analisou cada uma delas com base nos seguintes critérios:
- Maximização do valor dos imóveis e das cotas do fundo;
- Redução e alongamento dos passivos;
- Solução mais completa para o FII e cotistas;
- Probabilidade de aumentar os dividendos por cota;
- Risco de execução da operação.
A gestora afirmou que a oferta do fundo da Capitânia foi a que melhor avaliou o ativo e a única a atender a todas as "preocupações" com relação ao XP Properties e seus cotistas.
Além disso, o potencial comprador também se comprometeu a adquirir R$ 35 milhões em cotas do XPPR11. "O aporte de capital tem o objetivo de contribuir ainda mais para a redução das obrigações contraídas pelo Fundo, equilibrando sua estrutura de capital", destaca a XP.
Considerando a análise, a gestora propôs que os cotistas aprovem a venda. O resultado final da AGE será conhecido em 09 de abril, prazo máximo para a apuração da consulta formal aos mais de 54 mil cotistas do fundo.
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