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Enquanto o RBR Properties vai embolsar um lucro milionário após um desinvestimento, o Torre Norte sofre com a inadimplência de locatários

Dois fundos imobiliários da B3 que atuam no segmento de lajes corporativas voltam do feriado de Carnaval em situações muito diferentes nesta quarta-feira (14).
Enquanto o RBR Properties (RBRP11) deve turbinar os dividendos após vender um imóvel com lucro, o Torre Norte (TRNT11) registrou queda nos rendimentos com o impacto de calotes de locatários.
O TRNT11 comunicou, na última sexta-feira (14), ter recebido alguns aluguéis vencidos que, somados, resultariam em um ganho R$ 0,07 por cota na distribuição de proventos.
Parte das locatárias do FII, porém, deixou de depositar o aluguel referente a janeiro deste ano. A ausência dos pagamentos, por sua vez, subtraiu cerca de R$ 0,17 por cota do resultado.
Portanto, considerando os efeitos conjuntos das adimplências e inadimplências do mês, a gestão calcula que o saldo final foi um impacto negativo de aproximadamente R$ 0,11 no cota nos dividendos.
O nome dos inquilinos que estão devendo aluguéis não foi divulgado, mas a administradora do TRNT11 destacou que "cobrará das referidas locatárias o pagamento do aluguel para fazer jus aos valores supracitados".
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Já o fundo imobiliário RBRB11 trouxe notícias mais positivas para seus cotistas na sexta-feira passada. O FII celebrou um contrato para vender o Edifício Amauri, localizado em uma avenida homônima da cidade de São Paulo, por R$ 62 milhões.
"O RBRP11 é um fundo de gestão ativa e tal transação está em linha com a estratégia de renovação do seu portfólio através do desinvestimento de ativos que já tenham atingido, em nossa visão, maturação como parte do portfólio", explica a gestão.
Do total acertado pela venda, cerca de R$ 1,3 milhões foram pagos já no dia da assinatura do compromisso, enquanto o restante será dividido em seis parcelas mensais de R$ 10,1 milhões corrigidas pelo IPCA.
De acordo com a gestão do FII, o desinvestimento gerará uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 19,8% e lucro contábil de R$ 28,2 milhões, ou cerca de R$ 2,32 por cota.
Vale relembrar que, segundo a regulamentação dos fundos imobiliários, ao menos 95% dos lucros apurados em regime de caixa no semestre devem ser distribuídos aos cotistas.
Mas a gestão ressalta que o resultado da venda integrará a base de cálculo dos dividendos apenas no respectivo semestre de liquidação de cada uma das parcelas.
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