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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DESTAQUES DA BOLSA

É hora de comprar Cogna (COGN3)? Ação sobe forte na B3 após se tornar favorita do Bradesco BBI no setor de educação

O banco elevou a recomendação dos papéis COGN3 para “outperform” — equivalente a compra — e fixou um preço-alvo de R$ 2,40 para o fim de 2025

Camille Lima
Camille Lima
8 de outubro de 2024
15:01
Logo da Cogna
Cogna - Imagem: Divulgação/Flavio Fabene

As ações da Cogna (COGN3) atraem a atenção dos investidores no pregão desta terça-feira (8) e operam entre as maiores altas do Ibovespa pela tarde.

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Por volta das 14h43, os papéis da empresa de educação subiam 9,52%, negociados a R$ 1,38. No acumulado do ano, porém, a companhia ainda marca desvalorização de 60% na B3 desde janeiro.

Os investidores da empresa se animaram com o tom mais otimista dos analistas do Bradesco BBI.

A Cogna (COGN3) como “top pick” de educação

Em relatório recente, o banco elevou a recomendação dos papéis COGN3 para “outperform” — equivalente a compra — e elegeu a Cogna como a favorita para investir no setor de educação.

No entanto, os analistas do Bradesco BBI cortaram o preço-alvo para as ações, de R$ 3,00 para R$ 2,40 para o fim de 2025.

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Apesar da redução na meta, a nova cifra ainda prevê que os papéis poderiam quase dobrar na B3 no ano que vem, com uma alta potencial implícita de 90,4% em relação ao último fechamento.

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A visão mais positiva dos analistas acompanha a perspectiva de resultados positivos futuros, como uma aceleração do ritmo de crescimento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 28% no segundo semestre em relação a igual intervalo de 2023.

Com o avanço, o Ebitda — indicador usado pelo mercado para mensurar a geração de caixa — chegaria a R$ 2,07 bilhões em 2024, levemente abaixo do guidance da companhia.

O banco ainda vê a Cogna a um valuation atrativo em relação aos pares locais, especialmente após a queda expressiva dos papéis na bolsa neste ano.

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Nas contas dos analistas, as ações COGN3 são negociadas a um múltiplo de 5,9 vezes a relação preço sobre lucro (P/E) de 2025 — patamar próximo da Anima (ANIM3), de 5,8 vezes, e bem abaixo da Yduqs (YDUQ3), de 8 vezes. 

Outras ações de educação chamam a atenção do Bradesco BBI

Além da Cogna (COGN3), outras duas ações do setor de educação chamam a atenção dos analistas do Bradesco BBI.

A Ânima (ANIM3) é o segundo nome preferido do banco devido ao maior valuation, com rendimento do fluxo de caixa livre (FCFE) de 21% para 2025, acima da Cogna (15%) e da Yduqs (13%).

“Apesar do fraco momentum da receita (por exemplo, crescimento zero no segundo semestre) e um forte impacto de uma taxa Selic mais alta em 2025, a geração de caixa deve permanecer forte”, projetaram os analistas.

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No entanto, uma combinação de fraco crescimento do Ebitda em 2025 e alta alavancagem em meio a uma taxa Selic mais alta no futuro deve impactar mais os lucros da companhia. 

A expectativa do banco é que o lucro líquido fique estável na base anual em 2025, reflexo da estabilidade no Ebitda, maiores despesas financeiras e interesses minoritários e menor amortização de ativos intangíveis de aquisições e fusões (M&A).

Já a Yduqs (YDUQ3) também conta com recomendação de compra, apesar de os analistas estarem “mais cautelosos devido ao fraco momentum com entradas negativas e praticamente nenhum crescimento de receita no segundo semestre”.

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