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O banco elevou a recomendação dos papéis COGN3 para “outperform” — equivalente a compra — e fixou um preço-alvo de R$ 2,40 para o fim de 2025
As ações da Cogna (COGN3) atraem a atenção dos investidores no pregão desta terça-feira (8) e operam entre as maiores altas do Ibovespa pela tarde.
Por volta das 14h43, os papéis da empresa de educação subiam 9,52%, negociados a R$ 1,38. No acumulado do ano, porém, a companhia ainda marca desvalorização de 60% na B3 desde janeiro.
Os investidores da empresa se animaram com o tom mais otimista dos analistas do Bradesco BBI.
Em relatório recente, o banco elevou a recomendação dos papéis COGN3 para “outperform” — equivalente a compra — e elegeu a Cogna como a favorita para investir no setor de educação.
No entanto, os analistas do Bradesco BBI cortaram o preço-alvo para as ações, de R$ 3,00 para R$ 2,40 para o fim de 2025.
Apesar da redução na meta, a nova cifra ainda prevê que os papéis poderiam quase dobrar na B3 no ano que vem, com uma alta potencial implícita de 90,4% em relação ao último fechamento.
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A visão mais positiva dos analistas acompanha a perspectiva de resultados positivos futuros, como uma aceleração do ritmo de crescimento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 28% no segundo semestre em relação a igual intervalo de 2023.
Com o avanço, o Ebitda — indicador usado pelo mercado para mensurar a geração de caixa — chegaria a R$ 2,07 bilhões em 2024, levemente abaixo do guidance da companhia.
O banco ainda vê a Cogna a um valuation atrativo em relação aos pares locais, especialmente após a queda expressiva dos papéis na bolsa neste ano.
Nas contas dos analistas, as ações COGN3 são negociadas a um múltiplo de 5,9 vezes a relação preço sobre lucro (P/E) de 2025 — patamar próximo da Anima (ANIM3), de 5,8 vezes, e bem abaixo da Yduqs (YDUQ3), de 8 vezes.
Além da Cogna (COGN3), outras duas ações do setor de educação chamam a atenção dos analistas do Bradesco BBI.
A Ânima (ANIM3) é o segundo nome preferido do banco devido ao maior valuation, com rendimento do fluxo de caixa livre (FCFE) de 21% para 2025, acima da Cogna (15%) e da Yduqs (13%).
“Apesar do fraco momentum da receita (por exemplo, crescimento zero no segundo semestre) e um forte impacto de uma taxa Selic mais alta em 2025, a geração de caixa deve permanecer forte”, projetaram os analistas.
No entanto, uma combinação de fraco crescimento do Ebitda em 2025 e alta alavancagem em meio a uma taxa Selic mais alta no futuro deve impactar mais os lucros da companhia.
A expectativa do banco é que o lucro líquido fique estável na base anual em 2025, reflexo da estabilidade no Ebitda, maiores despesas financeiras e interesses minoritários e menor amortização de ativos intangíveis de aquisições e fusões (M&A).
Já a Yduqs (YDUQ3) também conta com recomendação de compra, apesar de os analistas estarem “mais cautelosos devido ao fraco momentum com entradas negativas e praticamente nenhum crescimento de receita no segundo semestre”.
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