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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ALOCAÇÃO DE CAPITAL

Com caixa reforçado após o follow-on, Eneva (ENEV3) está pronta para aquisições — e BofA agora vê potencial de alta de 24,8% para as ações 

O Bank of America manteve recomendação de compra para os papéis e elevou o preço-alvo a R$ 18, o que implica em uma valorização de 24,8% frente ao último fechamento

Camille Lima
Camille Lima
18 de outubro de 2024
19:01 - atualizado às 17:49
eneva enev3

Com dinheiro em caixa após o follow-on de bilhões na bolsa, a Eneva (ENEV3) está bem preparada para partir para novas oportunidades de investimento, na avaliação do Bank of America (BofA).

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Com otimismo renovado, o BofA manteve recomendação de compra para as ações e elevou o preço-alvo de R$ 17 para R$ 18, o que implica em uma valorização potencial de 24,8% em relação ao último fechamento.

Para o banco, a empresa está bem preparada para explorar oportunidades atraentes do setor ao retornar ao seu principal impulsionador: alocação de capital

Segundo os analistas, a recente oferta de ações da Eneva, que levantou mais de R$ 3 bilhões em receitas primárias, aliada à expertise combinada de utilities e óleo e gás devem ser “vantagens competitivas em um setor que deve atrair investimentos” em greenfield e fusões e aquisições (M&As). 

“As operações e a execução de capex podem não ser simples, mas as perspectivas de crescimento são diretas: a geração térmica a gás pode se encaixar bem na produção cada vez mais volátil do Brasil”, afirmaram, em relatório.

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Nas projeções dos analistas, essas oportunidades de alocação de capital mais prováveis ​​poderiam ser leilões de capacidade, fusões e aquisições (M&As) e novos contratos de gás.

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Nas contas do banco, a Eneva poderia ter mais de “R$ 10 bilhões de poder de fogo” para ir às compras nos próximos 3 anos após a oferta de ações. 

Entre os potenciais alvos, estariam usinas termelétricas em dificuldades nas regiões Norte e Nordeste do Brasil próximas às reservas de gás da Eneva, plataformas de óleo e gás com campos na região Nordeste e unidades de infraestrutura de gás.

Em outros segmentos de energia, os analistas veem a Eneva eventualmente buscando ativos com perfil de fluxo de caixa previsível, como o segmento de transmissão, ao mesmo tempo em que reduziria a exposição a energias renováveis.

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De olho nos lucros da Eneva (ENEV3)

O Bank of America ainda vê uma perspectiva positiva para os lucros de curto prazo da Eneva (ENEV3), dado o maior despacho térmico das usinas da empresa não só para o segundo semestre, como também para os próximos anos.

“As autoridades declararam publicamente uma maior aversão ao risco sobre o esgotamento dos reservatórios hidrelétricos, o que deve ser incorporado aos modelos de despacho a partir de 2025”, disse o BofA.

Além disso, a matriz energética do Brasil tem se tornado cada vez mais volátil e, portanto, complexa de operar. De acordo com os analistas, o aumento na volatilidade da geração de energia foi refletido nos preços à vista (spot), impulsionando o despacho térmico para cima. 

A alta volatilidade nos preços spot intradiários reflete a crescente necessidade de capacidade térmica para atender à demanda de pico, após décadas de investimentos majoritariamente em fontes de energia intermitentes, como solar e eólica.

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“Vemos um risco de alta de 10% para o Ebitda previsto no consenso no segundo semestre de 2024 e esperamos um maior para o despacho térmico mais longo, de 30%, de 2026 em diante”, disseram os analistas.

Mas ainda que o modelo de negócios da Eneva tenha oportunidades únicas de crescimento, também incorpora mais riscos de execução, segundo o banco. 

Um deles é que o setor de gás tem atraído investimentos de grandes grupos que podem ser muito competitivos para futuras oportunidades de crescimento — e mesmo outras tecnologias e fontes de energia podem sofrer riscos com a concorrência.

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