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Na visão dos analistas do banco suíço, o ciclo de baixa do setor petroquímico chegou no seu ponto mais baixo; veja os motivos
A Braskem (BRKM5) vem enfrentando um período difícil, com as ações acumulando uma desvalorização da ordem de pouco mais de 13% desde o começo de 2024. Mas, para os analistas do UBS, essa maré baixa deve passar em um futuro próximo.
No relatório publicado nesta quarta-feira (18), os analistas do bancão suíço elevaram a recomendação de neutro para compra, além de enxergarem um potencial de alta de cerca de 50% no preço das ações após a atualização do preço-alvo.
O UBS elevou a estimativa de preços de R$ 22,00 para R$ 28,00 para os papéis da petroquímica. No final do pregão da última terça-feira (17), a BRKM5 fechou cotada a R$ 18,89.
Por volta das 11h22, as ações da Braskem saltavam 5,72%, sendo negociadas a R$ 19,99 e despontando como a maior alta do dia do Ibovespa.
São três principais motivos para otimismo em relação à Braskem:
“Petroquímica é um negócio cíclico, que geralmente leva de cinco a sete anos para fechar o ciclo. Após mais de dois anos de trajetória descendente, acreditamos que o ciclo chegou no ponto mais baixo e esperamos uma retomada em algum momento”, escrevem os analistas no relatório.
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Veja a seguir um pouco mais sobre como cada um dos temas levantados pelo UBS pode influenciar de maneira positiva — ou negativa — no preço das ações da Braskem:
O primeiro ponto leva em conta o fato de que as ações da Braskem já estão sendo negociadas próximas das mínimas históricas de preço, o que sinaliza que uma queda maior é improvável em um primeiro momento, dado o cenário base com o qual o UBS trabalha.
E esse panorama leva em conta o preço reduzido do barril do Brent, utilizado como referência internacional de preços do petróleo. Vale lembrar que a commodity já caiu 22% em 2024 e, segundo analistas do Goldman Sachs, não deve voltar a subir tão cedo.
O ponto nevrálgico envolvendo a Braskem envolve as tarifas de importação, que devem se comportar como uma faca de dois gumes para os negócios.
Nos últimos meses, aumentaram os debates envolvendo um possível aumento das tarifas de importação da indústria petroquímica de 12,6% para 20%. Os players desse setor já vem reclamando junto ao governo federal de medidas antidumping e trouxeram a proposta para o centro das exigências.
De acordo com os analistas do UBS, comentários recentes da administração da Braskem afirmam que uma definição sobre o tema poderia ser alcançada ainda no terceiro trimestre.
“No preço atual de negociação, não vemos o mercado precificando nenhum potencial de alta proveniente desse aumento nas tarifas de importação”, dizem os analistas.
Contudo, há um motivo para que tal aumento das tarifas ainda não esteja precificado nas ações: a discussão é recente e ainda existe a chance do aumento não ser aprovado — e, ainda que seja, seu efeito só deve ser sentido depois de algum tempo.
Por último, há alguns riscos que devem ser levados em conta antes que os investidores apostem todas as suas fichas na Braskem.
O principal deles é a possível mudança na estrutura acionária da empresa, com a preocupação principal vindo da participação da Petrobras (PETR4) na companhia.
Vale relembrar que a Novonor (antiga Odebrecht) controla a Braskem, com 50,1% do capital ordinário, enquanto a Petrobras detém 47%. A estatal tem direito de preferência na compra da participação remanescente, o chamado tag along.
Assim, um possível aumento da participação da estatal nos negócios poderia ser um risco, com os acionistas minoritários saindo prejudicados no fim das contas.
Por fim, diante da repercussão do colapso de uma mina de sal-gema explorada pela Braskem em Maceió, a empresa pode precisar fazer provisões adicionais, o que afetaria diretamente o balanço da Braskem.
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