Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Renda fixa no exterior

O investimento em dólar que ainda te paga juros: veja como investir em Treasuries, os títulos do Tesouro americano

Atrativo no atual momento de juros altos nos EUA, investimento em Treasuries pode ser melhor que comprar dólar ou aplicar em fundos cambiais e ainda pode gerar uma renda na moeda americana

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
17 de maio de 2023
6:05 - atualizado às 18:11
Detalhe de nota de dólar mostrando a inscrição US Treasury - Tesouro dos Estados Unidos
Nota de dólar - Imagem: Karolina Grabowska/Pexels

Com sua taxa básica na faixa de 5,00% a 5,25% ao ano, os Estados Unidos, que vivem um ciclo de aperto monetário na tentativa de controlar a inflação, têm hoje os juros mais altos desde as vésperas da crise de 2008. Esse processo aumentou o apelo do dólar e dos Treasuries – os títulos do Tesouro americano –, atraindo investidores em busca de uma remuneração gorda naqueles que são considerados os investimentos mais seguros do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não por acaso, desde o início do ciclo de aumento dos juros, os ativos de risco vêm passando por fortes altos e baixos, pois para que correr risco se dá para ganhar uma remuneração elevada em dólar na renda fixa mais tranquila?

De fato, comparados à nossa Selic de dois dígitos, os 5,00% ao ano dos EUA parecem coisa pouca.

Mas, se levarmos em conta que 1) trata-se de um rendimento em dólar; 2) para nós brasileiros, há proteção cambial, sendo um investimento em moeda forte; e 3) o ideal para uma carteira bem diversificada é ter uma parte dedicada a investimentos no exterior, os Treasuries surgem como uma opção interessante.

Além disso, para a finalidade de ter uma parte da carteira simplesmente atrelada à oscilação da moeda americana, os títulos do Tesouro americano podem ser, em alguns contextos, melhores que os fundos cambiais ou a compra direta de dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não são só as grandes empresas e fundos de investimento que têm acesso a esse tipo de ativo? Hoje em dia, não mais. Pessoas físicas brasileiras já conseguem investir em títulos públicos americanos direta ou indiretamente, sem precisar abrir conta em alguma instituição financeira gringa.

Leia Também

Para quem tem mais grana, é possível comprar os títulos propriamente ditos por meio de uma corretora que permita investimentos nos EUA ou fundos de renda fixa estrangeiros negociados em plataformas de investimento brasileiras.

Já para os investidores de menor porte, que representam a maior parte das pessoas físicas, os fundos de índices (ETFs) de Treasuries, negociados na bolsa americana, são uma alternativa acessível, e alguns deles ainda são representados na bolsa brasileira por BDRs.

Mas vamos falar sobre cada uma dessas modalidades com mais detalhes adiante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale a pena investir em Treasuries agora?

Bem, com os juros americanos na faixa de 5,00% a 5,25% ao ano – o que pode, segundo as previsões do mercado, ser o topo do atual ciclo de alta –, é claro que a remuneração dos Treasuries está atrativa. Bem mais atrativa do que esteve próxima de zero, entre 2008 e o início de 2022.

Além disso, mesmo que os juros comecem a cair num futuro próximo, que é o que o mercado espera, eles ainda devem se manter elevados por um bom tempo.

“O normal, nesses últimos dez anos, foi na verdade muito anormal do ponto de vista histórico. Com a crise de 2008 e depois a pandemia, vimos uma sequência de conduções de política monetária estimulativa sem precedentes, com juros baixíssimos. Mas, mais para frente, me parece muito claro que esse ambiente de juro zero por um tempo tão longo não vai se repetir”, diz Ian Caó, CIO da Gama Investimentos, gestora que viabiliza o investimento de brasileiros em fundos de investimento globais.

Chance de travar a melhor remuneração possível e ganhar com a alta do título

Agora, se a alta de juros estiver de fato perto do fim, este é um bom momento para o investidor se posicionar nesses papéis e travar a melhor remuneração possível neste ciclo – e ainda ter chance de ganhar com a valorização do título quando os juros voltarem a cair, mesmo que eles não voltem a zero.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os Treasuries são títulos similares aos nossos prefixados. Assim, um título adquirido agora e levado ao vencimento vai ter um dos retornos mais altos do atual ciclo de juros.

Ao mesmo tempo, quando o Federal Reserve, o banco central americano, começar a sinalizar que deve voltar a cortar os juros, os títulos devem se valorizar no mercado, pois seus preços sobem quando a perspectiva é de queda nas taxas.

Considerando que os investidores já temem uma recessão nos EUA e que a inflação por lá mostra sinais de controle, o Fed não tem como manter os juros elevados por muito tempo, e vai precisar começar a cortar as taxas num futuro não tão distante.

Isso beneficia quem quiser vender o título antes do vencimento, pois possibilita ao investidor realizar e embolsar esse lucro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o dólar não pode cair ainda mais?

Finalmente, como se trata de um investimento em dólar, o investidor brasileiro deve se perguntar sobre as perspectivas para o dólar ante o real. Afinal, se a moeda americana cair mais, o valor investido em Treasuries também vai diminuir.

Bem, o dólar realmente já acumula queda de quase 6% ante o real neste ano e encontra-se abaixo de R$ 5 já há algum tempo.

Mas embora a perspectiva de recessão nos EUA possa desvalorizar ainda mais a moeda americana, existem gatilhos para a divisa voltar a se fortalecer ante o real, como a manutenção dos juros elevados nos EUA ainda por certo tempo e o risco fiscal no Brasil.

De fato, segundo a última edição do boletim Focus do Banco Central, as instituições financeiras projetam que o dólar termine 2023 cotado a R$ 5,20, praticamente o mesmo patamar do fim do ano passado e acima do ponto atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dadas essas expectativas, portanto, o momento pode ser até considerado interessante para alocar recursos em aplicações na moeda americana, como os Treasuries, aproveitando essa janela de dólar mais baixo.

  • Não dê dinheiro à Receita Federal à toa: você pode estar deixando de receber uma boa restituição do Imposto de Renda por algum equívoco na hora da declaração. Clique aqui e baixe GRATUITAMENTE um guia completo para não errar em nada na hora de acertar as contas com o Leão.

E se os EUA derem calote?

Um dos grandes atrativos dos títulos do Tesouro americano é seu baixo risco de crédito, uma vez que o devedor é simplesmente um dos melhores pagadores do planeta: o governo dos EUA.

Mas ultimamente o governo Biden vem suando a camisa no Congresso americano para ampliar o teto da dívida pública do país. O processo, que normalmente seria uma mera formalidade, vem sendo dificultado pelos republicanos, que têm feito várias exigências para aprovar a matéria.

Se o governo não puder continuar gastando – e consequentemente, tomando dívida no mercado – corre-se o risco de travar a máquina pública.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não é a primeira vez que tal impasse ocorre, e esse cabo de guerra sempre acende o sinal amarelo do mercado pelo risco de o governo deixar de pagar seus credores. Mas as negociações no Congresso estão avançando, e agora, como em outras vezes, provavelmente os parlamentares chegarão a um consenso.

Ter títulos do Tesouro americano não deveria ser “coisa de momento”

Apesar do bom momento para os Treasuries, o investimento em títulos do Tesouro americano não deveria, segundo os especialistas com quem conversei para esta matéria, ser encarado como uma alocação tática (voltada para aproveitar um bom momento de mercado para o ativo) e sim estrutural (sempre deve fazer parte de uma carteira bem diversificada, com vistas ao longo prazo).

Ou seja, a rentabilidade não é o foco principal. Um bom retorno é ótimo, claro, e equilibra eventuais perdas que você possa ter com ativos de risco. Mas não deve ser esta a motivação para se investir num título como esse.

Se uma carteira diversificada tem que ter uma parcela no exterior, a renda fixa internacional deverá fazer parte dela, e os títulos do Tesouro americano certamente figurarão ali, entre os ativos de menor risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De qualquer forma, embora não necessariamente o futuro repita o passado, o retorno histórico do investimento em Treasuries no longo prazo sempre foi bastante interessante. Logo, esses títulos não apenas controlam o risco da carteira e oferecem proteção cambial, como também tendem a contribuir com a rentabilidade do portfólio.

Atenção para os riscos!

Mesmo assim, antes de investir é preciso ter em mente que há dois fatores que podem fazer o seu investimento em títulos do Tesouro americano oscilar: a variação cambial, isto é, a flutuação do dólar ante o real; e a marcação a mercado – afinal, se os papéis podem se valorizar quando há perspectivas de queda nos juros, eles também podem se desvalorizar diante de uma expectativa de alta nos juros.

Ou seja, apesar de ser um investimento de renda fixa, isso não significa que seus títulos vão apenas apresentar variações positivas. Haverá flutuação no dia a dia conforme variáveis de mercado como câmbio e juros.

Investir em títulos do Tesouro americano é melhor que comprar dólar ou fundos cambiais?

Investir em títulos do Tesouro americano pode ser mais vantajoso do que comprar dólares diretamente ou investir em fundos cambiais. Afinal, você não fica apenas exposto à variação da moeda americana, mas também receberá juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

William Castro Alves, estrategista da Avenue, corretora que possibilita aos brasileiros investir nos EUA, lembra que só a variação do dólar, nos últimos dez anos, deu um retorno médio de 10% ao ano e bateu o CDI, taxa de juros que segue de perto a Selic. “Mas a volatilidade, claro, foi enorme, estamos falando de uma moeda, afinal”, comenta.

Então só pela oscilação cambial, atrelar parte da carteira ao dólar já pode conferir boa proteção à carteira no longo prazo, ainda que seja importante lembrar que retornos passados não são garantia de retorno futuro.

Se, em adição a isso, o investidor ainda tiver a chance de receber uma taxa de juros, como a que os Treasuries pagam, há um incremento no potencial de retorno no longo prazo, o que faz com que se expor a essa volatilidade valha ainda mais a pena.

“Para os nossos parâmetros, os Treasuries pagam pouco, mas são juros compostos. No longo prazo, a diferença é brutal”, diz Alves.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não é em qualquer situação que é vantajoso trocar a compra de dólar ou o investimento em fundos cambiais por Treasuries.

Para Laís Costa, analista de renda fixa da Empiricus, essa troca vale a pena somente para alocações mais estruturais, com a finalidade de diversificar e proteger a carteira de investimentos da variação cambial no longo prazo.

Em outras palavras, apenas quando estamos falando daquela parte do portfólio que deve ficar sempre alocada no exterior.

No caso de uma alocação mais tática, pontual – por exemplo, com o objetivo de viajar no curto/médio prazo ou apostar numa alta momentânea do dólar – fundos cambiais ainda são mais eficientes, diz ela.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É mais fácil de resgatar e trazer o dinheiro de volta. Agora, se é para o longo prazo, para ter seu caixa lá fora rendendo alguma coisa, investir em Treasuries é melhor”, diz a analista.

Como investir em Treasuries

Existem basicamente três formas de a pessoa física investir em Treasuries, mas duas delas ainda são restritas aos investidores mais abastados. Em todas, porém, há bastante liquidez, então o investidor consegue vender a sua posição rapidamente e resgatar seus recursos quando desejar.

Vamos a elas:

ETFs e BDRs de ETFs

A forma mais acessível para a pessoa física investir em Treasuries, em termos de valor de aplicação inicial, é por meio de ETFs, fundos com cotas negociadas em bolsa que replicam o desempenho de índices de mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste caso, o investidor deve recorrer a ETFs que sigam índices de Treasuries. Para investir nesses fundos, é preciso ter conta numa instituição financeira que dê acesso ao investimento nas bolsas americanas.

É o caso da já mencionada corretora Avenue, da conta em dólar Nomad, da plataforma de investimentos globais do banco Inter e da conta global de investimentos do C6 Bank. Eu falo um pouco mais dessas contas nesta outra matéria.

Outra forma de aplicar em ETFs gringos é por meio de BDRs, os Brazilian Depositary Receipts, recibos que representam ativos estrangeiros na bolsa brasileira. Para isso, uma conta em qualquer corretora de valores que permita ao investidor operar na B3 serve.

Em ambos os casos pode ser necessário pagar taxas para a negociação, mas há corretoras que oferecem, por exemplo, corretagem e custódia zero, tanto para investimentos locais quanto globais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Existem hoje oito ETFs de Treasuries geridos pela BlackRock (série iShares) com BDRs na bolsa brasileira, como você pode ver na lista a seguir. O último da tabela é recomendado na série Os Melhores Fundos de Investimento, da Empiricus: o iShares US Treasury Bond ETF (BGOV39), que tem uma taxa de administração de apenas 0,08% ao ano.

Nome do ETFCódigo de negociação na B3
iShares 0-3 Month Treasury Bond ETFBSGO39
iShares 1-3 Year Treasury Bond ETFBSHY39
iShares 20 Year Treasury Bond ETFBTLT39
iShares 3-7 Year Treasury Bond ETFBIEI39
iShares 7-10 Year Treasury Bond ETFBIYT39
iShares Short Treasury Bond ETFBSHV39
iShares Treasury Floating Rate Bond ETFBTFL39
iShares US Treasury Bond ETFBGOV39

Investimento direto nos títulos do Tesouro americano

Outra forma de investir em Treasuries é a compra direta dos títulos por meio de uma corretora que dê acesso a investimentos de renda fixa nos Estados Unidos, como a Avenue.

O problema dessa modalidade é o valor de investimento inicial: por volta de US$ 50 mil, o equivalente hoje a cerca de R$ 250 mil. Não é todo mundo que tem esse valor disponível apenas para diversificação no exterior.

Uma das grandes vantagens de investir diretamente em títulos do Tesouro americano, no entanto, é que alguns deles pagam cupom, isto é, uma remuneração periódica, quase sempre semestral, o que pode ser interessante para quem gostaria de receber uma renda em dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Investimento via fundos de renda fixa estrangeiros que aplicam em Treasuries

Finalmente, é possível investir em títulos do Tesouro americano via fundos de renda fixa globais que tenham exposição a esse tipo de ativo. Estamos falando agora de fundos abertos, do tipo que permite aplicações e resgates, e não de fundos fechados como os ETFs, que têm cotas negociadas em bolsa.

Atualmente, diversas plataformas de investimento de corretoras e bancos brasileiros já têm fundos estrangeiros nas suas prateleiras. Infelizmente, porém, esses ativos ainda são restritos a investidores qualificados, pois investem 100% do seu patrimônio lá fora.

Isso irá mudar a partir de outubro deste ano, quando entram em vigor novas regras para fundos de investimento que abrem fundos globais para o público geral.

Além do BDR de ETF BGOV39, a Empiricus também tem uma recomendação de fundo aberto de Treasuries, que pode ser encontrado na plataforma de investimentos do Itaú. Trata-se do Itaú Tesouro Americano USD 10 anos FIC Multimercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora restrito a investidores qualificados, seu valor de aplicação inicial é de apenas R$ 1, e a taxa de administração é de 0,5% ao ano.

De olho no Leão!

É preciso levar em conta que cada modalidade de investimento citada nesta matéria é tributada de uma forma, e isso pode fazer diferença dependendo do quanto você pretende investir e com que frequência movimentaria sua aplicação em Treasuries.

No caso dos fundos globais oferecidos em plataformas brasileiras, a tributação é a mesma dos fundos de investimento brasileiros de multimercados e renda fixa, que segue aquela tabela regressiva cujas alíquotas variam de 22,5% a 15% a depender do prazo de aplicação (de menos de seis meses a mais de dois anos). Não há, portanto, hipótese de isenção.

Já os Treasuries e os ETFs comprados diretamente lá fora seguem a tributação para investimentos no exterior. O envio de recursos para fora do Brasil para investir requer uma conversão cambial sujeita a um IOF de 0,38%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os lucros com a venda dos Treasuries e cotas de ETFs, bem como os juros recebidos na forma de cupom, são considerados ganhos de capital e estão sujeitos à cobrança de imposto de renda.

Isso significa que vendas de um mesmo tipo de ativo inferiores ao equivalente a R$ 35 mil por mês são isentas, mas acima deste valor a tributação é, geralmente, de 15%. O recolhimento do IR é de responsabilidade do próprio investidor.

A partir do ano que vem, porém, essa regra deve mudar. Passarão a ficar isentos somente os rendimentos (não mais as vendas) inferiores ao equivalente a R$ 6 mil no ano. Acima desse valor, os lucros serão tributados em 15% (até R$ 50 mil) ou 22,5% (acima de R$ 50 mil). Mais detalhes sobre isso aqui.

Finalmente, os BDRs são tributados de forma muito mais parecida com as ações negociadas na B3, embora sem aquela isenção para vendas inferiores a R$ 20 mil num único mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isto significa que lucros com a venda de BDRs são sempre tributados, e a alíquota é de 15% para as operações comuns e 20% para as operações day trade (quando a compra e a venda ocorre no mesmo dia). O recolhimento também é de responsabilidade do investidor.

Mas aqui entra uma vantagem que as demais modalidades não têm: a possibilidade de abater prejuízos dos lucros tributáveis de forma a pagar menos IR, desde que os ganhos e as perdas tenham sido gerados por ativos de bolsa tributados da mesma maneira. No caso dos BDRs, ações, ETFs e derivativos também seguem as mesmas regras de tributação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia