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Nas últimas semanas, a imprensa internacional relata que as forças russas parecem estar sucumbindo em Donetsk e Kiev que aproveitar a “oportunidade” retomar a região
O ditado popular diz que a vingança é um prato de que come frio — mas o presidente russo, Vladimir Putin, não quis esperar e em janeiro lançou uma mega ofensiva contra a Ucrânia. Kiev, por sua vez, cozinhou sua resposta em banho-maria e agora prepara o contra-ataque.
O momento escolhido para a vingança ucraniana não é à toa. O Wagner, grupo de mercenários que luta do lado russo na guerra, está perdendo homens e equipamentos em Donetsk — cidade no leste da Ucrânia que é controlada militarmente pelos russos.
“O Wagner está perdendo mão de obra, equipamento e força considerável”, disse o coronel-general Oleksandr Syrskyi, sinalizando que “muito em breve” as forças ucranianas aproveitarão a oportunidade para recuperar o território perdido.
Nas últimas semanas, a imprensa internacional relata que as forças russas parecem estar perdendo força em Donetsk. Mas o Wagner diz o contrário.
Citando fontes próximas ao assunto, a Bloomberg informou que o líder dos mercenários, Yevgeny Prigozhin, estava se preparando para reduzir suas operações militares na Ucrânia depois que o comando militar russo cortou o fornecimento de pessoas e munições para o grupo. A agência diz que Prigozhin foi visto transferindo o foco para as operações na África.
Em uma resposta, Prigozhin afirmou: “Não sei o que a Bloomberg está relatando, mas aparentemente eles sabem melhor do que eu o que faremos a seguir. Enquanto nosso país precisar de nós, lutaremos no território da Ucrânia”.
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O chefe dos mercenários está envolvido em uma disputa pública com o Ministério da Defesa da Rússia há meses, depois de criticar sua estratégia militar na Ucrânia.
Recentemente, ele reclamou da falta de munição e apoio para seus combatentes na linha de frente em Bakhmut, no leste da Ucrânia, sugerindo que estava sendo sabotado propositalmente pelo governo de Putin.
Diante dos sinais de enfraquecimento das forças russas, o comandante ucraniano disse que o país também lançará uma contra-ofensiva “muito em breve” na área ao redor de Bakhmut, cenário de combates sangrentos por mais de sete meses.
A Ucrânia havia sinalizado anteriormente que lançaria uma contra-ofensiva na primavera (que no hemisfério Norte vai de março a junho), mas também esperava a chegada de mais armamento de aliados do Ocidente.
“Muito em breve aproveitaremos esta oportunidade, como já fizemos perto de Kiev, Kharkiv, Balakliya e Kupiansk”, afirmou Syrskyi.
O comandante ucraniano disse ainda que os soldados na linha de frente em Bakhmut demonstraram “resiliência, coragem e bravura sobre-humanas” diante do “fogo contínuo da artilharia e aeronaves inimigas”.
*Com informações da CNBC
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