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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

SUBIU NO TELHADO

Mais problemas para a Oi (OIBR3): Sky desiste de comprar rede de TV por assinatura via satélite da operadora

O acordo era considerado uma das soluções para a primeira recuperação judicial da empresa de telecomunicações

Camille Lima
Camille Lima
3 de outubro de 2023
9:46 - atualizado às 9:36
oi oibr3 telecom
Imagem: Shutterstock

O processo de venda de ativos da Oi (OIBR3) — fundamental para o sucesso da recuperação judicial da companhia — voltou a emperrar. Isso porque a Sky decidiu voltar atrás na compra da “base DTH”  — base de clientes pós-pagos do serviço de TV por assinatura via satélite — da companhia.

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De acordo com documento enviado à CVM, a Sky decidiu rescindir o contrato um ano e meio após o anúncio por “não terem sido alcançados termos viáveis para a renegociação da transação”.

Para relembrar, o acordo foi fechado em abril de 2022 por cerca de R$ 786 milhões. O negócio determinava que a Oi iria transferir a base DTH e prestar serviços relacionados à infraestrutura do sistema de TV por internet (IPTV) para a Sky.

Na época, a Oi estava no processo de concluir o primeiro processo de recuperação judicial, que começou em 2016, e o negócio com a Sky era considerado uma das soluções para a reestruturação da empresa de telecomunicações. 

Vale destacar que, em março deste ano, a companhia deu início à segunda recuperação judicial.

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VEJA TAMBÉM: TOUROS E URSOS - Por que o Ibovespa (ainda) não decolou? Uma entrevista exclusiva com Felipe Miranda

O que diz a Oi (OIBR3) sobre a desistência da Sky

A Oi, entretanto, está em desacordo. Segundo a companhia, as empresas tiveram “sucessivas interações” sobre o negócio e houve uma “colaboração integral da Oi” para a realização da due diligence — etapa fundamental para fusões ou aquisições.

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Na visão da Oi, as discussões anteriores teriam fornecido à Sky todas as informações necessárias para confirmação das informações relevantes após a celebração do term sheet — uma espécie de acordo de compromisso.

Desse modo, a rescisão unilateral da Sky estaria em desacordo com o termo de compromisso assinado entre as empresas.

A Oi ainda afirmou que, caso as novas discussões com a SKY sobre as consequências da desistência do negócio não avancem, a empresa “avaliará as medidas cabíveis para resguardar os seus direitos”.

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Na B3, as ações da Oi (OIBR3) seguem sofrendo com a indefinição sobre o futuro da companhia. No ano, os papéis acumulam uma queda de quase 65% e encerraram o pregão de ontem a R$ 0,61.

O valor de mercado da Oi — que chegou a ser a maior operadora de telefonia do país e entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016 — agora é de apenas R$ 423 milhões.

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