Mais problemas para a Oi (OIBR3): Sky desiste de comprar rede de TV por assinatura via satélite da operadora
O acordo era considerado uma das soluções para a primeira recuperação judicial da empresa de telecomunicações

O processo de venda de ativos da Oi (OIBR3) — fundamental para o sucesso da recuperação judicial da companhia — voltou a emperrar. Isso porque a Sky decidiu voltar atrás na compra da “base DTH” — base de clientes pós-pagos do serviço de TV por assinatura via satélite — da companhia.
De acordo com documento enviado à CVM, a Sky decidiu rescindir o contrato um ano e meio após o anúncio por “não terem sido alcançados termos viáveis para a renegociação da transação”.
Para relembrar, o acordo foi fechado em abril de 2022 por cerca de R$ 786 milhões. O negócio determinava que a Oi iria transferir a base DTH e prestar serviços relacionados à infraestrutura do sistema de TV por internet (IPTV) para a Sky.
Na época, a Oi estava no processo de concluir o primeiro processo de recuperação judicial, que começou em 2016, e o negócio com a Sky era considerado uma das soluções para a reestruturação da empresa de telecomunicações.
Vale destacar que, em março deste ano, a companhia deu início à segunda recuperação judicial.
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O que diz a Oi (OIBR3) sobre a desistência da Sky
A Oi, entretanto, está em desacordo. Segundo a companhia, as empresas tiveram “sucessivas interações” sobre o negócio e houve uma “colaboração integral da Oi” para a realização da due diligence — etapa fundamental para fusões ou aquisições.
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Na visão da Oi, as discussões anteriores teriam fornecido à Sky todas as informações necessárias para confirmação das informações relevantes após a celebração do term sheet — uma espécie de acordo de compromisso.
Desse modo, a rescisão unilateral da Sky estaria em desacordo com o termo de compromisso assinado entre as empresas.
A Oi ainda afirmou que, caso as novas discussões com a SKY sobre as consequências da desistência do negócio não avancem, a empresa “avaliará as medidas cabíveis para resguardar os seus direitos”.
Na B3, as ações da Oi (OIBR3) seguem sofrendo com a indefinição sobre o futuro da companhia. No ano, os papéis acumulam uma queda de quase 65% e encerraram o pregão de ontem a R$ 0,61.
O valor de mercado da Oi — que chegou a ser a maior operadora de telefonia do país e entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016 — agora é de apenas R$ 423 milhões.
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