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Apesar de queda de torres, fornecimento de energia não foi interrompido
Torres de transmissão de energia da Eletrobras (ELET3; ELET6) localizadas em Rondônia e no Paraná foram derrubadas entre domingo (8) e segunda (9), de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em boletim, a agência aponta sinais de vandalismo e sabotagem nos sistemas, mas destaca que não houve interrupção do fornecimento de energia.
Ainda na noite de domingo, quando aconteceram os atos golpistas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, houve o desligamento automático de uma linha de transmissão Samuel-Ariquemes C3, em Rondônia.
Após duas tentativas de energização, a Eletrobras Eletronorte verificou queda da torre 219, com indícios de vandalismo. A previsão é de que a empresa consiga religar a linha amanhã (11).
No município de Medianeira, no Paraná, a cerca de 50 quilômetros de Foz do Iguaçu, a linha operada pela Eletrobras Furnas sofreu um bloqueio automático de um bipolo com cerca de 550 MW, assumidos integralmente por outro bipolo.
Ao tentar religar o bipolo, sem sucesso, Furnas constatou queda da torre 114, além de danos em outras três. A empresa afirmou, ainda, que não identificou condições climáticas que possam ter provocado a queda de torres e que havia indícios de vandalismo.
Também em Rondônia, na mesma madrugada, uma linha operada pela Evoltz teve bloqueio automático de um bipolo, cuja potência foi assumida por outro. De acordo com a Evoltz, houve queda da torre 724, que teve dois estais (cabos de aço) cortados, indicando sabotagem.
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Importante destacar que a Aneel não constatou avarias nos sistemas de geração nem distribuição. O Operador Nacional do Sistema Elétrico está realizando, desde segunda-feira, uma operação diferenciada para aumentar a segurança eletroenergética.
As ações das empresas de energia elétrica operam em queda no Ibovespa nesta terça-feira (10), apesar do índice como um todo estar no positivo. Os papéis preferenciais da Eletrobras (ELET6) caem 1,45%, enquanto os ordinários (ELET3) recuam 0,70%.
Também estão no vermelho as ações da CPFL (CPFE3), em queda de 1,31%, da Copel (CPLE6), que cai 0,94%, da Engie (ENGI11), baixa de 0,24%, e da EDP (ENBR3), queda de 0,10%.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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