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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

BALANÇO

BTG Pactual (BPAC11) tem lucro recorde no 2T23 e supera Itaú em rentabilidade

Lucro líquido do BTG cresceu 18% e atingiu R$ 2,575 bilhões no segundo trimestre deste ano, com avanço no crédito e nas receitas da tesouraria

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
9 de agosto de 2023
7:39 - atualizado às 7:54
BTG Pactual Digital em tela de celular
BTG Pactual Digital. - Imagem: Shutterstock

O cenário ainda complicado no mercado de capitais ao longo do segundo trimestre não foi o suficiente para parar o BTG Pactual (BPAC11). O banco registrou lucro líquido de R$ 2,575 bilhões no período de abril a junho deste ano.

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O resultado foi mais uma vez recorde e representa um avanço de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

O lucro maior também impulsionou a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROAE, na sigla em inglês), que atingiu 22,7% no segundo trimestre — alta de 1,1 ponto percentual.

Desta forma, o BTG superou novamente a rentabilidade dos maiores bancos privados brasileiros. E isso inclui o todo-poderoso Itaú Unibanco, cujo ROAE atingiu 20,9% no segundo trimestre. Aliás, o valor de mercado do banco na bolsa superou ontem o do Bradesco pela primeira vez.

BTG: tesouraria e crédito garantem resultado

As receitas totais do BTG cresceram 21% e atingiram R$ 5,4 bilhões no segundo trimestre deste ano. Isso aconteceu apesar da queda de 37% da área de banco de investimento, a mais afetada pela queda na atividade do mercado com o cenário de juros altos.

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Em meio às águas turbulentas, a tesouraria do banco mais uma vez garantiu o show. A receita da unidade de sales & trading cresceu 44% na comparação com o segundo trimestre de 2022.

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Após o impacto do caso Americanas, a área de crédito voltou a contribuir de forma mais efetiva para as receitas, com uma alta de 46% nas receitas.

Ao contrário dos principais concorrentes, o BTG seguiu com o pé no acelerador. A carteira de crédito encerrou junho em R$ 153,8 bilhões, alta de 7,3% no trimestre e de 30% em 12 meses.

O avanço se deu com uma exposição maior em empresas de alta qualidade e com spreads atrativos, de acordo com o banco.

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Gestão de fundos e banco digital

O BTG também segue em crescimento rápido na área de gestão de fundos e de recursos de clientes, o que inclui o banco digital. No total, o banco encerrou o segundo trimestre com R$ 1,4 trilhão em recursos sob gestão, uma alta de 31% em 12 meses.

A área de fundos alcançou um patrimônio de R$ 767,8 bilhões. Isso representa um crescimento de 7,1% no trimestre e de 26,9% em comparação com o segundo trimestre do ano passado. O avanço se deu tanto pela captação de recursos novos como pela valorização dos ativos, ainda de acordo com o banco.

Por fim, o negócio de gestão de fortunas do BTG, cujos números incluem o banco digital e a plataforma de investimento para o público de varejo, atingiu R$ 630,2 bilhões.

Trata-se de um aumento de 10,9% no trimestre e de 36,3% na comparação anual. "Um resultado
impressionante tendo em vista o cenário macroeconômico mais desafiador, provando a qualidade da nossa rede e sua capacidade de distribuição", escreveu o BTG, no relatório que acompanha o balanço.

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