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A comissão terá 11 membros titulares e sete suplentes, com um prazo inicial de 120 dias — que pode ser prorrogado

A Braskem (BRKM5) confirmou, em comunicado enviado ao mercado nesta sexta-feira (26), ter tomado conhecimento de que o Senado irá instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os danos ambientais causados em Maceió (AL).
O requerimento foi apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e os partidos já podem indicar representantes para iniciar os trabalhos.
Mas o senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) contestou a criação da CPI, argumentando que o tema da investigação é de competência de estados e municípios. Nesse caso, não caberia intervenção do Congresso Nacional.
Além disso, Rodrigo argumentou que o senador não deveria ser autorizado a participar da CPI. Isso porque Calheiros foi presidente da Salgema, uma antecessora da Braskem, entre 1993 e 1994.
“Pode alguém que tenha sido presidente da empresa investigá-la? Se o governador permitiu a exploração que causou o dano, pode seu pai estar aqui avaliando? Há uma confusão entre investigado e investigador”, argumentou Cunha.
A comissão terá 11 membros titulares e sete suplentes, com um prazo inicial de 120 dias — que pode ser prorrogado. O requerimento contou com assinaturas de 45 senadores, 18 a mais do que o mínimo necessário para garantir a criação de uma CPI.
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Tudo começou com tremores de terra registrados em 2018 em uma região de Maceió na qual a Braskem explorava sal-gema, insumo da cadeia produtiva do PVC.
Os tremores provocaram rachaduras em casas e edifícios, além de crateras nas ruas de bairros localizados em uma área mais alta da capital alagoana.
O solo da região estava afundando. O episódio forçou cerca de 60 mil pessoas a deixaram suas casas por questões de segurança.Com isso, milhares de imóveis foram abandonados e amplas áreas dos bairros de Pinheiro, Bebedouro, Mutange e Bom Parto têm hoje a aparência de uma cidade fantasma. Leia aqui as consequências disso para o estado.
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