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Braskem (BRKM5) fecha acordo com a prefeitura de Maceió por afundamento do solo que desabrigou milhares de famílias

Braskem se compromete a desembolsar R$ 1,7 bilhão por danos causados pela extração de sal-gema no subsolo de Maceió

Vista da então nova unidade da Braskem Petroquímica, em Paulínia, São Paulo. Petrobras (PETR3 e PETR4) e Novonor são as principais acionistas da Braskem (BRKM5) | Dividendos
Braskem (BRKM5) - Imagem: Estadão Conteúdo/Alex Silva

A Braskem (BRKM5) e a prefeitura de Maceió chegaram a um acordo sobre o valor da indenização a ser paga pela empresa petroquímica por causa do afundamento de solo que tornou inabitável uma ampla área da capital alagoana.

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Pelo acordo, a Braskem se compromete a desembolsar mais R$ 1,7 bilhão a título de indenização, compensação e ressarcimento pelos danos materiais e imateriais causados pela extração de sal-gema do subsolo de Maceió.

Não há detalhes em relação aos prazos de pagamento.

Ao anunciar o acordo, a Braskem destacou que R$ 700 milhões já vinham sendo provisionados em balanços recentes para o que a empresa costuma qualificar como “evento geológico”.

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O caso começou com tremores de terra registrados em 2018 em uma região de Maceió na qual a Braskem explorava sal-gema, insumo da cadeia produtiva do PVC.

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Os tremores provocaram rachaduras em casas e edifícios, além de crateras nas ruas de bairros localizados em uma área mais alta da cidade.

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Quais as consequências para a Braskem até agora

Em abril de 2019, as autoridades brasileiras entraram com processo contra a Braskem. Em maio do mesmo ano, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) publicou um estudo com a conclusão que, de fato, a principal causa das rachaduras era a atividade da petroquímica no subsolo da cidade.

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A Braskem teve de encerrar a exploração de sal-gema e também fechar as fábricas de cloro-álcali e dicloreto de etileno em Maceió.

Desde então, a companhia gastou bilhões de reais para realocar as famílias atingidas pelas rachaduras.

Ainda assim, grande parte das famílias afetadas queixam-se que os valores pagos pela Braskem foram insuficientes para cobrir suas perdas.

Somando valores já desembolsados e provisionados, a conta do que a Braskem chama de "evento geológico" alcança cerca de R$ 13 bilhões.

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