Petrobras (PETR4) “toca Lulu” com nova política de dividendos; por que as ações sobem apesar do corte nos proventos aos acionistas
Em linhas gerais, a Petrobras deve se manter como uma boa pagadora de dividendos, ainda que em patamares menores; mas agora outro fator preocupa

A Petrobras (PETR4) confirmou na sexta-feira à noite um dos maiores temores dos investidores. A estatal anunciou uma nova política de dividendos e, desse modo, passará a distribuir uma parcela menor dos resultados aos acionistas.
Mas as mudanças acabaram não sendo tão ruins como esperavam os mais pessimistas com as ações. Ou, como diria Lulu Santos, “não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim”.
Como os investidores estavam se preparando para o pior, parte da pressão sobre as ações da Petrobras (PETR4) diminuiu. Assim, os papéis da estatal reagem em alta no pregão desta segunda-feira na B3. Por volta das 13h, os papéis subiam 3,90%, a R$ 30,92.
Em linhas gerais, a Petrobras deve se manter como uma boa pagadora de dividendos, ainda que em patamares menores, de acordo com analistas que acompanham a empresa.
Seja como for, ainda vai um tempo para o mercado fechar o que feriu por dentro, já que outro assunto promete começar em breve a incomodar os investidores: os preços dos combustíveis.
Assim caminha a Petrobras
Em linhas gerais, a nova política de dividendos trouxe mudanças na fórmula e nas variáveis que determinam o quanto vai pagar os acionistas. Confira os principais pontos:
Leia Também
- Pagamento de dividendos equivalente a 45% do fluxo de caixa livre — diferença entre o fluxo de caixa operacional e investimentos — abaixo dos 60% anteriores;
- Manutenção do pagamento trimestral de proventos;
- Valor dos investimentos na fórmula para a distribuição de dividendos passa a considerar eventuais aquisições, incluindo empresas controladas (alguém aí falou em Braskem?)
- Valor da dívida bruta para a distribuição de dividendos será definido no plano estratégico. Antes, o limite era de US$ 65 bilhões;
- Potencial lançamento de um programa de recompra de ações.
As mudanças no pagamento aos acionistas já valem para o resultado do segundo trimestre, que a estatal publica nesta quinta-feira (3), após o fechamento da bolsa.
VEJA TAMBÉM: “Sofri um golpe no Tinder e perdi R$ 15 mil”: como recuperar o dinheiro? Veja o novo episódio de A Dinheirista!
Não imagine que te quero mal…
A redução do fluxo de caixa livre que será distribuído aos acionistas obviamente não é uma notícia positiva para os acionistas da Petrobras. Mas o percentual de 45% ficou acima dos 40% que o mercado esperava antes do anúncio.
“Os dividendos continuam baseados no fluxo de caixa e trimestrais, que acreditamos serem dois aspectos muito importantes da política que foram mantidos”, escreveram os analistas do JP Morgan.
Nas contas do Itaú BBA, o retorno com dividendos (dividend yield) no segundo trimestre da Petrobras deve ficar em 3,4% já com a nova política. Assim, ficará acima de outras petroleiras “majors”, como Shell, Repsol e Total.
Mas ainda restam dúvidas sobre como se dará o possível programa de recompra de ações da companhia. "Ao contrário da maioria dos países, no Brasil os dividendos são isentos de impostos, portanto, há menos incentivo para buscar a recompra de ações às custas dos dividendos", de acordo com a XP.
- ONDE INVESTIR NO 2º SEMESTRE: o Seu Dinheiro consultou uma série de especialistas do mercado financeiro e preparou um guia completo para te ajudar a montar uma carteira de investimentos estratégica para a segunda “pernada” de 2023. Baixe aqui gratuitamente.
Apenas não te quero mais
Claro que nem tudo são flores. A principal crítica é a de que a nova política diminui a previsibilidade no pagamento de dividendos da Petrobras com a inclusão de variáveis como investimentos em fusões e aquisições.
Vale lembrar que a Petrobras analisa o que fazer com a participação que possui na Braskem (BRKM5). Além disso, especula-se que a estatal pode lançar uma oferta para reestatizar a Vibra (VBBR3), a antiga BR Distribuidora.
Ainda que a avaliação geral sobre a nova política seja positiva — pelo menos em relação ao cenário mais pessimista —, os analistas começam a vislumbrar outro peso para as ações da Petrobras no curto prazo: o preço dos combustíveis.
Isso porque as cotações do petróleo subiram forte nos últimos dias. Assim, tanto a gasolina como o diesel que saem das refinarias da Petrobras voltaram a ficar com preços abaixo da paridade internacional.
Essa deve ser o primeiro teste efetivo da nova política de preços da estatal. A Petrobras baixou o valor dos combustíveis em linha com as reduções das cotações no exterior, mas a dúvida do mercado é se a recíproca agora será verdadeira.
"Um potencial reajuste pode ser muito bem recebido, enquanto um período mais prolongado sem ajustes pode superar a maioria dos aspectos positivos da nova política de dividendos", escreveram os analistas do BTG Pactual.
Ou seja, enquanto o mercado estiver na dúvida sobre os rumos da nova gestão da Petrobras, as ações devem seguir andando "com passos de formiga, sem vontade".
Entre 15 recomendações para as ações da Petrobras, 4 são de compra, 9 de manutenção e 2 de venda, de acordo com dados da plataforma Trademap.
BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa
31 de agosto de 2026 - 17:45RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA