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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

ESPERANDO O VISTO

Nubank apresenta novo plano à CVM para fechar o capital no Brasil

Em dezembro, a CVM já havia dado o aval para o Nubank fechar o capital, mas pediu ajustes no plano; veja como ficou a nova versão

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
5 de abril de 2023
19:34 - atualizado às 20:13
Fundadores do Nubank na cerimônia de início das negociações na B3
Fundadores do Nubank na cerimônia de início das negociações na B3 - Imagem: Divulgação

O Nubank surpreendeu o mercado ao anunciar em setembro a intenção de fechar o capital no Brasil, menos de um ano depois de listar os recibos de ações (BDRs) na B3 em conjunto com a abertura de capital em Nova York.

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Agora, o banco digital anunciou que vai apresentar um novo "pedido de visto" à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para deixar o mercado de capitais brasileiro.

O caminho rumo à saída como uma empresa de capital aberto é basicamente o mesmo. Ou seja, o Nubank vai deixar de ser uma companhia listada com BDRs Nível III na B3.

No lugar, a fintech passará a negociar apenas BDRs Nível I, o que torna o banco digital comparável a empresas estrangeiras na mesma situação. Ou seja, o Nubank não precisará mais se submeter às normas da CVM.

Desta forma, os investidores que possuem os papéis atuais do Nubank na B3 (NUBR33) têm três opções:

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  1. Receber as ações que dão lastro aos BDRs e que são negociadas na Bolsa de Nova York (Nyse). Como cada recibo de ação na B3 equivale a 1/6 de ação ordinária classe A do banco digital em Nova York, o investidor que se decidir por esse caminho precisa ter no mínimo 6 BDRs e uma conta ativa em uma corretora nos Estados Unidos;
  2. Receber os novos BDRs Nível I na mesma proporção na B3;
  3. Vender os papéis em um processo coordenado pela companhia (sale facility)

O banco justifica o fechamento de capital no Brasil como uma forma de otimizar processos e custos.

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O que diz o novo plano do Nubank

Em dezembro, a CVM já havia dado o aval para o Nubank fechar o capital, mas pediu ajustes na maneira como os investidores podem decidir pelas opções.

Agora, na linha do que a xerife do mercado de capitais pediu, o Nubank fez as mudanças no plano, que passará por uma nova análise da autarquia e da B3.

Na nova versão, os investidores terão 30 dias para decidir por uma das três opções mencionadas acima. Mas se o detentor dos BDRs não se manifestar por nenhuma delas, o banco digital vai adotar como padrão o sale facility.

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Nesse caso, o Nubank venderá na Nyse as ações que servem de lastro aos recibos de ações negociados atualmente na B3. Os valores em dólares serão então convertidos em reais e os detentores dos BDRs receberão o valor equivalente ao preço médio por ação praticado na venda, após impostos.

Vale lembrar que o banco digital conta ainda com os NuSócios, aqueles clientes que receberam um BDR do banco digital na época da abertura de capital. Mas não ficou claro no comunicado enviado à CVM se eles terão acesso às mesmas opções dos demais investidores.

Atualização: Após a publicação desta matéria, a assessoria de imprensa do Nubank entrou em contato com o Seu Dinheiro para esclarecer que o procedimento para os NuSócios será idêntico ao dos demais investidores.

Enquanto se prepara para fechar o capital, os BDRs Nível III seguem em negociação na B3. No pregão desta quarta-feira, os papéis NUBR33 fecharam a R$ 3,68, em queda de 2,13%. Desde a estreia, em dezembro de 2021, os BDRs amargam uma queda da ordem de 55%.

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