Em tempos de volatilidade, Itaú (ITUB4) é a ação favorita dos analistas para investir em agosto; confira o ranking completo
Controle de inadimplência e alocação eficiente de capital indicam a capacidade da instituição financeira de proteger os investidores

Nesta terça-feira (4), os investidores se preparam para a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026 do Itaú Unibanco (ITUB4). Mas, para os especialistas consultados pelo Seu Dinheiro para a série Ação do Mês, não é preciso esperar o resultado para adicionar o banco à carteira.
O Itaú é avaliado pelos analistas como uma das empresas mais bem posicionadas para enfrentar cenários mais restritivos, como o atual.
Embora julho tenha sido positivo para a bolsa brasileira, com o Ibovespa encerrando o mês em alta de 3,5%, as perspectivas seguem sendo de volatilidade. Na avaliação dos analistas, a proximidade das eleições de 2026 e a crise no Oriente Médio devem continuar pressionando os mercados locais.
Em meio a esse cenário, o Itaú recebeu três recomendações entre as nove casas de análise e bancos que participaram da série Ação do Mês de agosto. Confira o ranking completo:

*Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras e bancos do país para descobrir quais são as apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente compostas por até 10 ações, os analistas indicam seus três papéis favoritos. Com esse levantamento em mãos, selecionamos as ações que receberam pelo menos duas indicações.
Itaú (ITUB4) na carteira
Há um consenso entre os analistas da Ativa Investimentos, Daycoval e Andbank, que recomendaram o Itaú para agosto: o banco é um porto seguro em tempos de incerteza.
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Por um lado, a instituição tem forte presença nos segmentos de alta renda e empresas. Combinada à expansão das plataformas digitais, essa atuação sustenta um modelo de negócios com elevada capacidade de monetização, segundo o Daycoval.
Além disso, como o maior banco privado do país, o Itaú conta com operações diversificadas em varejo, crédito corporativo, gestão de ativos, meios de pagamento e serviços financeiros digitais.
Na avaliação dos analistas, a escala operacional, o uso intensivo de analytics e a gestão conservadora de riscos garantem ao banco uma vantagem competitiva estrutural em precificação.
A capacidade de controlar a inadimplência e a alocação eficiente de capital também reforçam a resiliência da instituição em cenários mais desafiadores.
Por outro lado, em um ambiente de queda dos juros e retomada gradual do crédito, os analistas avaliam que o Itaú tende a capturar a expansão dos spreads e impulsionar as receitas com serviços.
Caso a melhora do cenário macroeconômico se concretize, a equipe do Daycoval acredita que o banco poderá ampliar sua geração de caixa, favorecer a valorização das ações nos próximos trimestres e manter uma distribuição recorrente de dividendos.
Com o balanço no radar, a Ativa também espera um segundo trimestre sólido para o Itaú, com crescimento dos principais indicadores. Para o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), a expectativa é de estabilidade em relação ao trimestre anterior, quando o indicador atingiu 24,8%.
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