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RESUMO DO DIA: A volta das negociações em Nova York não foi suficiente para injetar mais otimismo nos investidores. Os dados da economia chinesa pressionam os investidores nesta terça-feira (17). Os balanços do Goldman Sachs e Morgan Stanley antes da abertura reflete no desempenho das bolsas em NY. Por aqui, os olhos se voltam para a participação de Haddad em Davos.
Quando se está no olho do furacão é difícil enxergar uma saída para escapar dos ventos de centenas de quilômetros por hora e da chuva torrencial. O Ibovespa esteve no centro do tornado formado pelo rombo contábil bilionário da Americanas (AMER3) nos últimos dias.
Por quase uma semana, as correntes de ar vindas da varejista dominaram o noticiário local e o foco do mercado. E elas seguem soprando forte com novos desdobramentos do caso surgindo a cada hora.
Mas, nesta terça-feira (17), ventos vindos do exterior finalmente conseguiram penetrar essa barreira e alcançaram os investidores brasileiros.
A primeira brisa viajou bastante até chegar à bolsa: veio diretamente da China. O PIB do país mostrou desaceleração do crescimento econômico — o ritmo é um dos mais lentos desde a década de 1970.
O dólar à vista fechou a terça-feira (17) em queda. A moeda norte-americana recuou 0,84% hoje, cotada em R$ 5,1055.
As mudanças na gestão anunciadas no primeiro dia útil do ano não foram suficientes para conter o mau desempenho das ações da Qualicorp (QUAL3) — e o Goldman Sachs está mais pessimista com os papéis.
O banco rebaixou a recomendação das ações da companhia, de neutro para venda, e cortou o preço-alvo da ação de R$ 12,00 para R$ 6,00 — o que representa uma alta de 1,3% em relação ao fechamento anterior.
Como reação, os papéis da Qualicorp (QUAL3) recuavam 5,57%, a R$ 5,59 por volta das 16h (horário de Brasília). Acompanhe a cobertura completa de mercados.
Se, antes, o impasse envolvendo a Qualicorp se dava pela participação da Rede D’Or — que deve transferir 70% da sua fatia na empresa para uma holding e ficará com apenas 6% do capital social da operadora — agora, segundo o banco, o cenário macroeconômico é um dos fatores que pesam sobre os resultados da companhia.
As perspectivas de retomada do crescimento na China seguem animando o mercado de commodities e impulsionando as ações do setor. Os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras, por exemplo, estão entre as maiores altas do Ibovespa mesmo com o arrefecimento dos preços do petróleo.
Confira as maiores altas do índice por volta das 15h55:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| RDOR3 | Rede D'Or ON | R$ 27,85 | 6,58% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 28,99 | 4,88% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 28,31 | 4,85% |
| ABEV3 | Ambev ON | R$ 13,86 | 5,00% |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 25,04 | 4,16% |
Veja também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 5,60 | -5,41% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,53 | -3,44% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,72 | -3,38% |
| IRBR3 | IRB ON | R$ 1,07 | -1,83% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 4,36 | -1,58% |
A bolsa brasileira finalmente alcançou a histórica marca de 5 milhões de CPFs cadastrados em dezembro de 2022, atingindo, assim, uma meta antiga da própria B3.
Segundo os destaques operacionais publicados pela dona da bolsa nesta terça-feira (17), o número de pessoas físicas cadastradas totalizou 5.007.761 ao final de 2022, uma alta de 8,8% em relação a novembro e 19% em comparação com o dezembro de 2021.
A marca atingida agora era um sonho antigo da B3, que traçara, ainda em 2009, a meta de alcançar os 5 milhões de CPFs ainda até 2014.
Em dezembro de 2021, a bolsa já tinha batido a marca de 5 milhões de contas (cada CPF pode ter mais de uma conta), item que agora em dezembro atingiu os 5.885.238, um alta de 8,2% em relação a novembro e 17,4% em relação a dezembro de 2021.
Muitas dúvidas ainda pairam sobre as inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões da Americanas (AMER3), mas algumas respostas começam a aparecer agora. Uma delas diz respeito a como o rombo foi encontrado e quem desvenda esse mistério é Sérgio Rial, o ex-CEO da varejista.
Ele conta que o buraco bilionário foi encontrado a partir de entrevistas com executivos remanescentes da Americanas.
“Coube-me, como executivo-líder, primeiro entrevistar executivos remanescentes, questionar e entender quaisquer preocupações e novas perspectivas. Nessas conversas, informações e dúvidas foram compartilhadas e com o natural aprofundamento para entendê-las e dar-lhes direcionamentos conjuntamente com o novo CFO, Andre Covre, chegamos ao quadro do fato relevante com transparência e fidedignidade”, escreveu Rial no Linkedin.
Rial afirma ainda que “quaisquer especulações ou teorias distintas disso são leviandades”.
Com a agenda esvaziada na Europa, as bolsas encerraram as negociações sem direção única. Confira o fechamento:
O dólar segue em trajetória de queda nesta terça-feira (17) e, por volta das 14h, atingiu uma nova mínima. A moeda norte-americana à vista recuava 1,01%, cotada em R$ 5,0966, enquanto o dólar futuro caía 1,13%, a R$ 5,111
A Lojas Renner (LREN3) negou nesta terça-feira (17) que pretender comprar a rival C&A (CEAB3). O rumor sobre a possível aquisição no varejo da moda espalhou-se pelo mercado ontem e provocou uma disparada nas ações da C&A, que fecharam o dia em alta de mais de 11%.
Questionada pela B3 a respeito da notícia, a Renner afirmou que "não procedem as informações de que estaria negociando a compra da operação brasileira da varejista de moda C&A".
Por volta das 13h20, os papéis LREN3 subiam 0,96%, a R$ 19,92, enquanto as ações CEAB3 recuavam 5,9%, cotadas em R$ 2,55.
Com o apoio das commodities e do setor bancário - que recupera parte das perdas provocadas pela Americanas (AMER3) -, o Ibovespa opera em alta nesta terça-feira (17). Por volta das 12h55, o principal índice acionário da B3 subia 1,37, aos 110.713 pontos.
A performance vai na contramão do mercado internacional. Em Nova York, os principais índices acionários de Wall Street, registram quedas. Veja abaixo:
O dólar à vista também opera no campo negativo, seguindo a trajetória de enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior. No mesmo horário, a divisa caía 0,68%, cotada em R$ 5,1128.
Confira as maiores altas do Ibovespa por volta das 12h30:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 2,15 | 10,82% |
| RDOR3 | Rede D'Or ON | R$ 27,70 | 6,01% |
| ABEV3 | Ambev ON | R$ 13,76 | 4,24% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 28,11 | 4,11% |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 24,97 | 3,87% |
Veja também as maiores quedas do índice:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 5,58 | -5,74% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,54 | -3,05% |
| BEEF3 | Minerva ON | R$ 14,91 | -1,58% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,80 | -1,30% |
| CPFE3 | CPFL Energia ON | R$ 31,99 | -1,27% |
Os bancos com exposição à Americanas (AMER3), ou seja, que concederam crédito à varejista operam em queda no Ibovespa em razão do "Risco Americanas" de calote. Segundo estimativa do Valor, a Americanas (AMER3) deve cerca de R$ 18,8 bilhões aos bancos, sendo R$ 13,6 bilhões de capital como "risco sacado" (financiamento para pagar fornecedores):
Confira o desempenho dos bancos:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BPAC11 | BTG Pactual units | R$ 22,19 | 3,40% |
| BBAS3 | Banco do Brasil ON | R$ 36,61 | 2,81% |
| SANB11 | Santander Brasil units | R$ 28,94 | 1,26% |
| ITUB4 | Itaú Unibanco PN | R$ 25,65 | 0,31% |
| BBDC4 | Bradesco PN | R$ 14,53 | 0,00% |
| BBDC3 | Bradesco ON | R$ 12,79 | -0,23% |
Agora, confira os números das dívidas das Americanas nos bancos:
| BANCO CREDOR | VALOR DA DÍVIDA |
| Bradesco | R$ 4,7 bilhões |
| Santander | R$ 3,7 bilhões |
| Itaú Unibanco | R$ 3,4 bilhões |
| Safra | R$ 2,5 bilhões |
| BTG Pactual | R$ 1,9 bilhões |
| Banco do Brasil | R$ 1,3 bilhões |
| Daycoval | R$ 0,6 bilhões |
| BV | R$ 0,4 bilhões |
| ABC | R$ 0,3 bilhões |
| TOTAL | R$ 18,8 BILHÕES |
O imbróglio da Americanas (AMER3) ganhou novo capítulo nesta terça-feira (17) com a informação de que a varejista deixou de pagar os juros remuneratórios referentes à 17ª emissão de debêntures, isto é, títulos de crédito privado. Na prática, isto significa que a Americanas deu calote nos detentores dessas debêntures.
Em comunicado publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Americanas justifica o calote mencionando a tutela cautelar obtida pela varejista na sexta-feira (13) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Essa é uma etapa que antecede e prepara a companhia para a recuperação judicial.
Na decisão, a Americanas fica blindada contra possíveis bloqueios ou penhoras de bens e adia o pagamento das dívidas, que, ainda de acordo com o documento, chegam a R$ 40 bilhões.
Desse modo, de acordo com a Americanas, o pagamento dos juros das debêntures está suspenso.
As bolsas americanas abriram sem direção única. Os investidores repercutem a divulgação dos balanços de Goldman Sachs e Morgan Stanley, no pré-mercado. Soma-se a isso, o forte recuo do PIB da China, mas com sinalizações positivas da reabertura do país no quatro trimestre de 2022.
Confira a abertura em Nova York:
Os papéis da Americanas (AMER3) avança 12,89%, a R$ 2,18.
Os ativos operam com muita volatilidade desde a descoberta do rombo contábil de R$ 20 bilhões, que culminou na renúncia do presidente Sergio Rial e do diretor financeiro, André Covre, na última quarta-feira (11).
O índice de atividade industrial Empire State, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York, caiu de -11,2 em dezembro de 2022 para -32,9 em janeiro de 2023, segundo pesquisa divulgada pela distrital de Nova York do Federal Reserve (Fed).
O resultado foi aquém das expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta do indicador a -7 neste mês.
Entre dezembro e janeiro, o subíndice de número de empregados caiu 11 pontos, para 2,8, seu menor nível em mais de dois anos, "sinalizando que crescimento do emprego estagnou", indica relatório do Fed.
*Com informações de Broadcast
Pouco mais de uma semana após a última assembleia geral extraordinária da Gafisa (GFSA3), que debateu o aumento de capital de R$ 78 milhões homologado recentemente e possíveis ações de responsabilidade contra os executivos da costrutora, a companhia anunciou que fará outro encontro de acionistas.
A notícia alimenta o apetite pelos papéis da construtora nesta terça-feira (17). Por volta das 11h10, as ações GFSA3 operavam em alta de 23,17%, aos R$ 14,30.
Marcada para 10 de fevereiro, a nova AGE foi solicitada novamente pela Esh Capital, acionista da empresa cujo pedido também foi responsável pela convocação anterior. A proposta da gestora foi derrotada no encontro de janeiro, mas não desistiu da batalha pública que trava contra o empresário Nelson Tanure e outros controladores da Gafisa.
Na pauta do novo encontro está a suspensão dos direitos políticos da Planner, MAM Asset, Trustee Distribuidora, Banco Master e pessoas físicas e jurídicas que tenham qualquer tipo de ligação com Tanure até que uma oferta pública de aquisição (OPA) seja realizada com base na poison pill — ou pílula de veneno.
O dispositivo está presente no estatuto das empresas que buscam manter o equilíbrio e resguardar os acionistas minoritários. A poison pill é utilizada para dificultar a tomada de controle de uma empresa com capital pulverizado na bolsa, quando um acionista pode, em muitos casos, dar as cartas mesmo sem alcançar mais de 50% de participação.
No caso da Gafisa, o estatuto social determina que qualquer investidor que atingir 30% do capital precisa lançar uma oferta pública de aquisição das ações dos demais acionistas a preços iguais ou superiores ao pago pelos investidores nos seis meses anteriores.
Vale destacar que, antes da última assembleia, Nelson Tanure e outros controladores da empresa fortaleceram a posição para a votação.
A MAM Asset Management, gestora do Banco Master e veículo de investimentos do empresário, aumentou para 20,54% sua participação na Gafisa.
O argumento da Esh é o de que por mais que a MAM não tenha ultrapassado a linha dos 30%, a fatia detida pela asset, somada a eventuais participações detidas por Tanure e outros veículos ligados a ele, atingiram cerca de 44,33%, marca que dispararia a poison pill e exigiria a realização de uma OPA.
Basta conversar com algum gestor de ações sobre o setor de consumo para ouvir o nome Arezzo (ARZZ3) entre os favoritos, reflexo de um negócio bem executado e bons resultados, que resistiram ao pior período da pandemia.
Conhecida também por suas aquisições, a empresa liderada por Alexandre Birman acaba de anunciar a compra de 60% das ações da Calçados Vicenza por um total de R$ 103,8 milhões — o valor ainda pode sofrer ajustes conforme definições de contrato.
Segundo o comunicado arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Vicenza foi avaliada em R$ 173 milhões. Deste valor, 60% (ou R$ 104 milhões) será pago em dinheiro e os R$ 69 milhões restantes em ações — com período de lockup de quatro anos.
A Arezzo terá de fazer um aumento de capital para cobrir a parte em ações, mas isso deve representar uma diluição pequena para os acionistas atuais, estimada em 0,7% pelos cálculos da Empiricus Research.
O banco Goldman Sachs rebaixou as recomendações de neutro para venda dos papéis de Qualicorp (QUAL3), além do corte no preço-alvo de R$ 12,00 para R$ 6,00.
Como reflexo disso, as ações de Qualicorp (QUAL3) caem 5,57%, a R$ 5,59.
Os ativos de Arezzo (ARZZ3) sobem 1,51%, a R$ 78,60, após a empresa anunciar a compra da Vicenza por R$ 103,8 milhões.
Além da operação, os papéis beneficiam-se do alívio nos juros futuros (DIs), que operam em queda nesta terça-feira (17).
O Ibovespa opera em alta de 1,04%, aos 110,336 pontos.
Confira as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| RDOR3 | Rede D'Or ON | R$ 26,91 | 2,99% |
| CASH3 | Meliuz ON | R$ 1,10 | 2,80% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,68 | 2,29% |
| ABEV3 | Ambev ON | R$ 13,45 | 1,89% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,92 | 1,82% |
E as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 5,74 | -3,04% |
| SMTO3 | São Martinho | R$ 22,01 | -1,61% |
| BEEF3 | Minerva ON | R$ 14,92 | -1,52% |
| ENGI11 | Engie units | R$ 40,43 | -1,15% |
| CPFE3 | CPFL Energia ON | R$ 32,14 | -0,80% |
As ações de Americanas (AMER3) seguem o ritmo dos últimos dias, com alta volatilidade e pausas de negociações (leilões).
Há pouco, os papéis AMER3 entraram em leilão após avançar 10,31%, a R$ 2,41. Esse já a terceira interrupção na sessão.
O Ibovespa abriu em alta de 0,63%, aos 109.898 pontos, na contramão de Nova York.
A bolsa brasileira sobe com as expectativas positivas sobre a abertura da China a partir de dados de retomada econômica do quatro trimestre de 2022, apesar do forte recuo do PIB chinês no ano.
Além disso, o Ibovespa é impulsionado pelo alívio nos juros futuros, com o arrefecimento do IGP-10 de janeiro, e com o avanço de mais de 1% do petróleo no mercado internacional. A fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a possível votação da Reforma Tributária, com foco no consumo, ainda no primeiro semestre, durante painel em Davos também reflete nos ativos.
No mesmo horário, o dólar à vista opera em queda, a R$ 5,1259.
Os índices futuros operam em queda, com o recuo da atividade econômica (PIB) da China e divulgação dos balanços dos bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley.
Confira o desempenho de Wall Street:
Com o PIB mais fraco da China, mas com sinalizações positivas de reabertura das fronteiras do país, as commodities operam sem direção única - o petróleo avança mais de 1%, enquanto o minério de ferro registra queda de 1,30%.
Isso reflete nos papéis negociados em Nova York, conhecidos como recibos de ações (ADRs) de companhias brasileiras, de Vale e Petrobras.
Os ativos de Vale caem 1,52%, a US$ 18,15 e Petrobras recua 1,38%, a US$ 10,69 no pré-mercado de Nova York, acompanhando os índices futuros de Wall Street.
AQUELE R$ 1,00 QUE PODE SE TRANSFORMAR EM R$ 370 MILHÕES
Lá fora, as bolsas asiáticas caíram nesta terça-feira, apesar dos sinais positivos dos mercados globais durante o pregão de ontem, com os investidores reagindo aos importantes dados econômicos do quarto trimestre vindos da China – ainda que acima das expectativas, o gigante asiático registrou seu segundo menor crescimento econômico anual em quase 50 anos. Adicionalmente, os investidores também estão avaliando a persistência da inflação e a possibilidade de recessão.
Acompanhando o humor negativo, os mercados europeus têm queda nesta manhã. A mesma direção para baixo pode ser verificada nos futuros americanos — os ativos dos EUA voltam hoje do feriado de Martin Luther King Jr., que fechou os mercados por lá ontem.
A temporada de resultados ganha força nesta semana, em paralelo à divulgação de alguns dados econômicos importantes por lá. No Brasil, voltamos a nos preocupar com o contexto político, diante da chance de nova derrota de Haddad.
A ver…
Por aqui, além do interminável debate sobre os desdobramentos do caso Americanas, ainda temos que voltar a nos preocupar com a nova possibilidade de derrota da equipe econômica na discussão sobre um aumento maior do salário-mínimo. Se o pacote de medidas da semana passada, apesar de dar uma direção um pouco mais positiva, já ficou apagado, o risco agora é de novo ruído fiscal relevante prejudicando a curva de juros e o câmbio.
Ao que tudo indica, o presidente Lula está estudando subir o valor do mínimo acima dos R$ 1.320 previsto no orçamento para o ano firmado no final de 2022. O problema é que para cada R$ 1,00 de aumento no valor do mínimo estima-se um impacto de R$ 370 milhões. Para uma equipe econômica, que esperava poder levar o déficit para algo entre 0,5% e 1% ainda em 2023, a possibilidade de derrota não é uma opção.
É problemático porque o salário-mínimo atual de R$ 1.302 já cumpria a promessa de campanha, com aumento real (acima da inflação) de 1,41%. É pouco, sim, mas melhor do que houve nos últimos anos. Ou seja, caso caminhemos para mais aumentos (as centrais sindicais pedem mais de R$ 1.340,00), podemos esvaziar novamente o poder da equipe econômica, prejudicando o trabalho de sinalizar responsabilidade fiscal.
Nos EUA, os investidores devem enfrentar hoje a volta do feriado do mercado, com a divulgação do Livro Bege e da inflação ao produtor, ambas previstas para amanhã, na cabeça dos agentes preocupados com atividade e nível dos preços em 2023. Ainda temos esperança de que haja um ritmo moderado de crescimento, o qual possibilitaria uma menor pressão inflacionária e, consequentemente, menos espaço para mais juros.
Ao mesmo tempo, há uma preocupação com a temporada de resultados, que hoje conta com nomes como Morgan Stanley e Goldman Sachs, caso haja uma desaceleração exacerbada dos números corporativos, sinalizando uma recessão mais dura do que se pressupunha.
Até agora, pelo menos, das 29 empresas do S&P 500 que divulgaram lucros, 24 superaram as expectativas dos analistas. O problema é que, como se não bastasse as perspectivas econômicas, ainda há geopolítica para hoje.
A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, deve realizar uma reunião com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, no Fórum Econômico Mundial, em Davos. A ideia seria reforçar a coordenação das políticas macroeconômicas e financeiras entre as principais economias do mundo.
O encontro deve acontecer amanhã, dia 18 de janeiro, e pode concluir a implementação dos acordos firmados entre o presidente dos Estados Unidos e o presidente da China, Xi Jinping, no final do ano passado.
Os mercados europeus digerem os dados trabalhistas do Reino Unido, que mostraram menos contratação em dezembro. A força adicional no mercado de trabalho reforça o que tem sido dito pela autoridade monetária, de que as taxas de juros terão que entrar em território restritivo para trazer a inflação de volta à meta. O mesmo pode ser observado na Zona do Euro: dificilmente o BCE irá frear o aperto monetário agora.
Para ajudar, os dados de sentimento provenientes da Alemanha (a pesquisa ZEW de especialistas econômicos) vieram mais fortes do que o esperado. Por um lado, o movimento sinaliza que uma recessão dura no velho continente é menos provável. Por outro, uma atividade econômica forte e a manutenção do patamar de inflação em níveis elevados prejudicam o espaço para flexibilização da política monetária.
O mundo foi surpreendido ontem com a notícia de que a população da China caiu em 2022 pela primeira vez em seis décadas. Uma das forças do PIB de um país deriva da quantidade de pessoas que nele vivem e quantas delas trabalham (crescimento populacional e crescimento da produtividade). Em outras palavras, populações em queda tornam o crescimento negativo mais provável, o que provavelmente será uma preocupação latente no mundo nas próximas décadas.
Coincidentemente, tivemos também dados de crescimento econômico chinês também. A economia da China teve um crescimento anual de 2,9% no quarto trimestre, sendo um número melhor do que o esperado (a composição dos dados sugere uma queda na participação do consumidor no PIB, podendo significar um crescimento de pior qualidade e com menor tendência para os próximos trimestres).
Podemos ver a força da China em 2023 com seu processo de reabertura. O país afetou fortemente a atividade econômica nos últimos meses, devido ao aumento de infecções, escassez temporária de mão de obra e interrupções na cadeia de suprimentos. Uma reversão desse processo pode servir de amortecedor da desaceleração global, dando suporte às matérias-primas.
Nem tudo é desgraça lá fora; afinal, ainda não estamos em recessão. Nos EUA, por exemplo, a contração ainda não se verifica de maneira unilateral, com mercado de trabalho ainda forte. Ao mesmo tempo, como também se verifica em outras regiões do mundo, ainda que o custo de vida esteja elevado, a taxa de inflação parece ter atingido o pico. As notícias são positivas para quem quer trabalhar com um 2023 mais otimista.
Em sendo o caso, talvez haja uma nítida desaceleração da economia, como deveria ser em qualquer ciclo econômico em que há contracionismo monetário, mas nada catastrófico. O movimento pode ser positivo para o Brasil, que costuma ser considerado um grande beta global (as coisas vão muito bem quando o mundo vai bem). Assim, mesmo que cresçamos menos em 2023, talvez evitemos a recessão.
Com o arrefecimento do IGP-10, que veio mais fraco do que o esperado, os juros futuros (DIs) abriram as negociações estáveis e com viés de queda. Confira:
| NOME | ULT | FEC |
| DI Jan/24 | 13,54% | 13,54% |
| DI Jan/25 | 12,62% | 12,64% |
| DI Jan/26 | 12,50% | 12,50% |
| DI Jan/27 | 12,46% | 12,48% |
A Petrobras (PETR4) e a CSN Mineração (CMIN3) vão engordar o caixa, mas por motivos bem distintos. A Oi (OIBR3) decidiu jogar a toalha e retirou as projeções para o negócio da empresa dentro do plano estratégico feito em 2021.
Leia a seguir alguns dos destaques do giro corporativo desta terça-feira
O dólar à vista perdeu os ganhos da abertura e passou a operar em tom negativo. A moeda americana cai 0,14%, a R$ 5,1413.
O dólar à vista abriu em alta de 0,13%, a R$ 5,1533.
O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,04%, aos 110.000 pontos. Por sua vez, o dólar à vista começou o dia em queda de 0,14%, cotado a R$ 5,1413.
As principais commodities do mundo têm ajuste após os dados da China. A expectativa com a demanda da segunda maior economia do planeta motiva uma leve alta hoje.
Ainda que o PIB tenha crescido menos do que o esperado, a atividade por lá segue em expansão.
Confira:
Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant - compra dos papéis de Positivo (POSI3).
POSI3: [Entrada] R$ 7.85; [Alvo parcial] R$ 8.06; [Alvo] R$ 8.37; [Stop] R$ 7.50
Recomendo a entrada na operação em R$ 7.85, um alvo parcial em R$ 8.06 e o alvo principal em R$ 8.37, objetivando ganhos de 6.6%.
O stop deve ser colocado em R$ 7.50, evitando perdas maiores caso o modelo não se confirme.
O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,05% em janeiro, um arrefecimento maior que projeções do mercado, de alta de 0,34%.
No mês anterior, a taxa havia sido de 0,36%.
Com esse resultado, o índice acumula alta de 4,27% em 12 meses. Em janeiro de 2022, o índice subira 1,79% no mês e acumulava elevação de 17,82% em 12 meses.
*Com informações de Broadcast.
Os índices futuros de Wall Street começam o dia em queda.
As bolsas por lá permaneceram fechadas ontem em virtude do feriado de Martin Luther King. Os investidores digerem os dados da economia chinesa enquanto aguardam os balanços do dia.
Goldman Sachs e Morgan Stanley devem divulgar seus dados do trimestre antes da abertura; a United Airlines deve fazê-lo após o fechamento do pregão.
Confira:
Os índices da Europa operam em queda nesta terça-feira. As bolsas por lá reagem aos dados do PIB da China.
Os investidores acompanham o segundo dia do Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Ao mesmo tempo, o relatório mensal de petróleo da Opep também é destaque. O documento, no entanto, deve ser divulgado só mais tarde.
Confira:
As principais bolsas de valores da Ásia fecharam mistas hoje. Os investidores reagiram principalmente ao PIB da China.
A expansão econômica chinesa desacelerou de 8,1% em 2021 para 3% no ano passado. Entretanto, o PIB do quarto trimestre cresceu 2,9%, bem acima das expectativas.
O resultado levou a reações mistas pelas região.
Veja como fecharam as bolsas asiáticas hoje:
O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 2,9% no quatro trimestre de 2022 ante igual período de 2021, informa o Escritório Nacional de Estatísticas do país.
O número superou a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam expansão de 1,7%.
No acumulado do ano, a economia chinesa registrou expansão de 3%, o que representa uma forte desaceleração em relação a 2021, quando o PIB do país avançou 8,1%.
Em relação ao terceiro trimestre, o crescimento no último período de 2022 foi nulo.
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana
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Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
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Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial
O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros
Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata
Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira