De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar

Depois de passar o ano inteiro abocanhando imóveis, o fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) vai fechar 2025 se desfazendo de ativos.
Em conjunto com o TRX Real Estate II (TRXB11), o FII anunciou a assinatura de um memorando de entendimentos (MOU) para a venda de nove empreendimentos comerciais por cerca de R$ 672 milhões. O provável comprador, que tem um prazo de exclusividade para analisar os ativos, não foi informado.
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar, como Carrefour, Assaí e Grupo Mateus, e incluem unidades em estados como São Paulo, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Pará.
Além disso, o TRXF11 e o TRXB11 informaram que o acordo foi firmado com uma gestora de recursos que é “referência no mercado”.
A venda vem na esteira de uma sequência de aquisições relevantes realizadas pelo TRXF11. Segundo a TRX, gestora dos FIIs, a alienação dos nove imóveis "faz parte da estratégia de reciclagem de ativos maduros, permitindo ao fundo capturar ganhos de capital, reduzir endividamento e manter a previsibilidade de receitas", disse em documento divulgado ao Seu Dinheiro.
O contrato prevê um período de exclusividade para que o potencial comprador realize as análises necessárias antes da conclusão do negócio. A expectativa da administração é que os contratos definitivos sejam assinados em até 120 dias.
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TRX de olho na alavancagem
Caso a transação seja concluída nos termos atuais, a expectativa é de um lucro líquido de cerca de R$ 230 milhões para o TRXF11, o que equivale a R$ 7,08 por cota. O montante já leva em consideração a participação do fundo no TRXB11.
Vale lembrar que o TRXF11 é controlador e maior investidor do TRXB11, que, com a operação, pode registrar um lucro aproximado de R$ 73 milhões, ou R$ 19,49 por cota.
Além do lucro com a transação, a TRX também está de olho no endividamento do TRXF11 e do TRXB11. Segundo o documento, a venda dos ativos tende a reduzir a alavancagem dos fundos, com a liquidação de Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs) usados no financiamento dos imóveis.
De acordo com a gestora, a operação também deve gerar uma taxa interna de retorno (TIR) de 15% ao ano. Porém, os valores são estimativas e não representam garantia de distribuição ou rentabilidade futura.
O pagamento para os FIIs
Do valor total negociado, que atualmente está em cerca de R$ 672 milhões, 65% serão pagos à vista. Já os 35% restantes serão quitados em até cinco anos.
A partir do recebimento do sinal, o comprador passará a ter direito integral aos aluguéis dos imóveis.
De acordo com a TRX, o montante acordado representa um prêmio de 5,5% em relação aos últimos laudos de avaliação dos ativos.
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