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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
29 de dezembro de 2025
18:07 - atualizado às 17:54
Barras de ouro e prata
Barras de ouro e prata. - Imagem: Ravitaliy/iStock

Com uma alta de 66% em 2025, o ouro se encaminha para se tornar o melhor investimento do ano, dentre os principais ativos financeiros. Nesta segunda-feira (29), porém, o metal precioso se afastou dos recordes de US$ 4.500 a onça-troy e levou um tombo daqueles, num movimento de realização de lucros.

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O contrato de ouro com vencimento em fevereiro, negociado da Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), terminou o dia em baixa de 4,60%, a US$ 4.343,6 por onça-troy. Trata-se de uma freada brusca no rali que a commodity vinha experimentando.

Mas o ouro não foi o único. A prata, que também vinha experimentando um senhor rali em 2025, sofreu uma queda ainda maior. O contrato com vencimento em março fechou em baixa de 8,70%, a US$ 70.460,0 por onça-troy. Neste ano, o metal prateado acumula alta de quase 145% e chegou a romper os US$ 80 mil na última semana.

O principal motivo para estes tombos repentinos nos preços dos metais preciosos foi a elevação dos requisitos de margem para diversos contratos futuros de commodities na última sexta-feira (26) por parte do CME Group, que administra a Nymex.

A operadora da bolsa descreveu o aumento como parte de uma "revisão normal" diante da volatilidade do mercado. A mudança entrou em vigor hoje, após o fechamento do pregão na Comex.

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Investidores mantêm olhos na guerra entre Rússia e Ucrânia

Outro foco dos investidores de commodities foi a conversa entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre um possível acordo no Leste Europeu que busca encerrar o conflito com a Rússia, que já dura quase quatro anos.

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Após a reunião com Zelensky, Trump mencionou que um acordo de cessar-fogo poderia ser alcançado "nas próximas semanas", sem estabelecer prazo preciso para a negociação.

No início da manhã, em repercussão à reunião, o Kremlin destacou que concordava com o republicano sobre a proximidade da conclusão das conversas de paz.

Porém, no início da tarde, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, disse que Kiev tentou atacar a residência presidencial russa — o que poderia fazer Moscou reconsiderar sua posição nas negociações.

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Para a analista da plataforma Interactive Investor, Victoria Scholar, o ouro cai à medida que os investidores realizam lucros após uma forte valorização e diante do potencial progresso entre Trump e Zelensky para encerrar o conflito com a Rússia, diminuindo a demanda por metais preciosos, que tipicamente servem como ativos de proteção contra crises geopolíticas.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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