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ENTREVISTA

‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus

CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.

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Imagem: Imagem: iStock.com/traviswolfe

“Quem acreditou que Lula seria mais responsável fiscalmente, se frustrou.” Esta opinião é do CEO e estrategista-chefe da Empiricus, Felipe Miranda. Após três anos de Governo Lula 3, o analista enxerga que a política fiscal “frouxa” e o “excesso de intervencionismo na economia” ajudaram a desgastar a imagem do petista no mercado financeiro.

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Na visão de Miranda, houve um “erro de diagnóstico” nas últimas duas eleições presidenciais brasileiras – de 2018 e 2022 – que não envolve as urnas.

“Quem ganhou a eleição de 2018 não foi o Bolsonaro, foi o antipetismo. Da mesma maneira, quem ganhou a eleição de 2022 não foi o Lula, foi o antibolsonarismo”, afirmou o analista em participação ao Podcast Irmãos Dias, nesta terça-feira (16).

O analista relembra que a reeleição de Lula em 2022 foi recebida com alta na bolsa, influenciada especialmente pela percepção estrangeira. “Lula fez ‘o gringo’ ganhar dinheiro entre 2003 e 2007. A reação original [à eleição de Lula] foi positiva, de que viria um governo de frente ampla”, relembra.

Além disso, ele ressalta que houve pontos que também pioraram a possibilidade de reeleição de Bolsonaro: “a narrativa de que ele não geriu bem a pandemia, de que era grosseiro e, eventualmente, não era um cara afeito às questões democráticas”.

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Investidor gringo vê ‘faixa estreita de diferença’ entre direita e esquerda no Brasil

Sobre as próximas eleições presidenciais de 2026, Miranda enxerga que o evento ainda está pesando pouco sobre a bolsa de valores brasileira.

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“Ela é uma força que está atuando sobre a bolsa, mas junto a várias forças, como o fluxo para emergentes, expectativas de queda de juros, [tributação de] dividendos, entre outros”, explica o analista.

Entretanto, a partir de abril do próximo ano, Miranda acredita que a chegada do período eleitoral “pode virar um ‘portal’ se houver certeza de uma política fiscal mais responsável em 2027”.

Não é mistério que a Faria Lima simpatiza muito com um político para as próximas eleições: Tarcísio de Freitas.

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Para o analista, se uma mudança no pêndulo político se concretizar, a expectativa é de uma política fiscal austera, com privatização, mudanças de regulação e posicionamento do Brasil na cadeia de suprimento global, entre outros.

“Se [a vitória da eleição] for à direita, é bolsa em 200.000 pontos para mais”, afirma Miranda.

Contudo, ele também mantém o posicionamento de que o investidor local não precisa temer tanto o resultado, visto que o investidor estrangeiro vê uma faixa mais estreita de diferença entre as possíveis candidaturas. 

“Tarcísio não vai levar o Brasil para ser a Noruega e Lula não vai levar o Brasil para ser a Venezuela”, afirma Miranda no Irmãos Dias Podcast.

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Lula: Ser presidente é vantagem para reeleição?

Ainda no programa, Miranda comenta que conseguir se reeleger parece estar ficando mais difícil. “Ter a máquina hoje é uma má notícia. O incumbente tem perdido no mundo”, afirma.

Além disso, olhando para o contexto mundial e, especificamente a América Latina, países estão passando por um ciclo de retorno da direita no poder, como na Argentina com Javier Milei, na Bolívia com Rodrigo Paz, e esta semana, no Chile com Jose Antonio Kast.

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