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Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Por mais uma semana, o Ibovespa movimentado pelo cenário político e expectativas sobre a trajetória dos juros em 2026. O principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 1,43% na semana e encerrou a última sessão aos 158 mil pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,5297 e teve valorização de 2,20% ante o real no acumulado na semana.
Por aqui, o mercado repercutiu a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que decidiu pela manutenção da Selic em 15% ao ano na semana passada.
No documento, o colegiado do Banco Central reconheceu os avanços decorrentes da atual condução da política monetária, mas reiterou os juros deve permancer em um patamar significativamente contracionista.
Para o Itaú BBA, a ata do Copom diminuiu a probabilidade do início do ciclo de afrouxamento monetário em janeiro. “Como no comunicado, a ata manteve uma barra alta para corte em janeiro, em nossa visão”, afirmou a equipe de pesquisa macroeconômica do banco, liderada pelo economista-chefe Mário Mesquita.
A precificação do cenário eleitoral ganhou mais espaço ao longo desta semana. O presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), disse que, se em março, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República não mostrar viabilidade eleitoral, a tendência é de que o ex-presidente Jair Bolsonaro “não vai arriscar”, segundo o jornal Valor Econômico.
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Ainda de acordo com o jornal, o projeto presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não seria, no momento, “um projeto enterrado”, segundo Nogueira. “Vai depender da viabilidade eleitoral de Flávio”, acrescentou.
Já na última sexta-feira (12), Tarcísio afirmou que seu foco sempre foi o Estado paulista. “É natural que se coloque um governador de São Paulo como presidenciável. […] Apesar da especulação, a gente nunca se colocou como candidato a presidente.”
Entre os dados, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou queda de 0,20% em outubro ante a projeção do mercado de alta de 0,10%. No mês anterior, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) havia registrado queda de 0,20% ante agosto.
No ano, o IBC-Br acumula avanço de 2,40% e um ganho de 2,50% no acumulado de 12 meses.
No exterior, o relatório oficial de empregos dos Estados Unidos, o payroll, mostrou a criação de 64.000 vagas em novembro, em dados ajustados sazonalmente no mês, superando a estimativa do mercado de 45 mil e representando uma melhora em relação à forte queda registrada em outubro.
A taxa de desemprego subiu para 4,6%, mais do que o esperado e o nível mais alto desde setembro de 2021.
Após o dado, o mercado consolidou as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) em janeiro. Na última atualização, a ferramenta do CME Group mostrava 77,9% de chance de o Fed manter os juros inalterados na próxima decisão de política monetária.
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Brava Energia (BRAV3). As ações da companhia engataram cinco altas consecutivas com expectativas de vendas de ativos e atualização de capex para o próximo ano.
Na última terça-feira (16), o mercado reagiu a notícia de que a junior oil negocia a venda de três poços de gás – Recôncavo, Peroá e Manati – para a Eneva (ENEV3). Segundo informações do Pipeline/Valor Econômico, a operação pode movimentar cerca de US$ 450 milhões, com assessoria do Goldman Sachs.
Além disso, a colombiana Ecopetrol, assessorada pelo Itaú BBA, avalia apresentar uma oferta não vinculante por aproximadamente 15% do capital da Brava Energia. Compras em mercado e eventual estruturação de uma Oferta Pública de Ações (OPA) pro rata, por sua vez, poderia levá-la a capturar 50% do controle da petroleira.
Já no dia seguinte, a Brava negou conversas e/ou negociações sobre os ativos de E&P (exploração e produção).
Para a XP, uma eventual venda de ativos é potencialmente positiva, embora os analistas enfatizem que a notícia ainda é altamente especulativa.
O diretor financeiro da companhia, Luiz Carvalho, também anunciou que prevê investir US$ 550 milhões em 2026, sendo dois terços em sua estratégia de expansão – com a perfuração de quatro poços entre 2026 e 2027 – e em manutenção.
| CÓDIGO | NOME | VARIAÇÃO SEMANAL |
| BRAV3 | Brava Energia ON | 15,24% |
| SUZB3 | Suzano ON | 6,87% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | 3,58% |
| BRAP4 | Bradespar PN | 3,48% |
| KLBN11 | Klabin units | 3,33% |
| VALE3 | Vale ON | 2,93% |
| GGBR4 | Gerdau PN | 2,21% |
| EGIE3 | Engie ON | 2,04% |
| CPFE3 | CPFL Energia ON | 1,95% |
| SMTO3 | São Martinho | 1,52% |
Já a ponta negativa do Ibovespa foi encabeçada por Direcional (DIRR3) com baixa de mais de 13%. Os papéis foram pressionados pela realização dos ganhos recentes de olho nos dividendos da companhia.
A partir do último 17, as ações DIRR3 passaram a ser negociadas ‘ex-dividendos’. Na semana passada, a construtora anunciou a distribuição de R$ 804 milhões, ou R$ 1,55 por ação, com base na posição acionária em 16 de dezembro, última terça-feira.
A queda foi limitada pela visão positiva da XP Investimentos. A corretora reiterou, ao longo da semana, a recomendação de compra para as ações, considerando a empresa mantém uma tese de retorno de capital imediato.
| CÓDIGO | NOME | VARIAÇÃO SEMANAL |
| DIRR3 | Direcional ON | -13,35% |
| ASAI3 | Assaí ON | -11,83% |
| CYRE3 | Cyrela ON | -10,17% |
| CSAN3 | Cosan ON | -9,61% |
| CMIN3 | CSN Mineração ON | -8,36% |
| RAIL3 | Rumo ON | -8,23% |
| NATU3 | Natura ON | -7,65% |
| RADL3 | RD Saúde ON | -7,60% |
| VAMO3 | Vamos ON | -7,43% |
| RENT3 | Localiza ON | -6,87% |
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