Fundos imobiliários: PATC11 anuncia amortização de cotas, RCRB11 reduz vacância para um dígito e FII de logística renegocia dívida
Os FIIs movimentam o noticiário de mercado hoje com novidades que incluem pagamentos aos cotistas, locações e repactuações de dívidas

Depois de um início de semana mais tranquilo, os fundos imobiliários agitam o noticiário de mercado nesta terça-feira (5) com diversas novidades para os cotistas.
Um dos destaques do dia é a amortização do cotas do Pátria Edifícios Corporativos (PATC11). A gestora do fundo, VBI Real Estate — que assumiu o cargo após ser comprada pelo Pátria Investments —, aprovou a operação.
De acordo com o fato relevante enviado ao mercado, a amortização será 3,47 milhões de cotas ou R$ 1,40 por cota, totalizando pouco mais de R$ 4,8 milhões.
A data base para receber o pagamento, que será depositado aos cotistas do fundo em 25 de setembro, é o dia 1º deste mês.
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Vale destacar que, diferente da distribuição de dividendos — que é isenta de Imposto de Renda para fundos com mais de 500 cotistas —, a amortização está sujeita à tributação por ganho de capital. O valor da cota patrimonial usado no cálculo do imposto é de R$ 74,78767504.
Para que a conta do preço de custo de aquisição das cotas seja feita de forma correta, os cotistas do PATC11 devem enviar uma declaração e notas de corretagem para os administradores do fundo até às 17h do dia 19 de setembro.
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Vale destacar que, caso o administrador não receba tais informações no prazo estabelecido, o custo de aquisição será considerado como R$ 0,00 e aplicada a alíquota de imposto sobre o valor amortizado nos termos da legislação aplicável. Confira aqui o modelo para a declaração e o endereço para envio das informações.
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Fundos de escritórios reduz vacância
Outra novidade do dia é uma nova locação no portfólio do Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11): o FII fechou um contrato com a Trígono Capital.
A gestora especializada em análise de empresas que investem em ações e crédito privado ocupará dois conjuntos do edifício Jatobá Green Building, localizado em São Paulo, pelos próximos cinco anos. Os espaços totalizam 869,56 metros quadrados, ou cerca de 51% da área própria do imóvel.
O valor da locação não foi divulgado, mas a Rio Bravo, gestora do FII, afirma que ele está "em linha com as últimas transações praticadas a mercado na região da Berrini" e impactará positivamente o resultado do RCRB11 em cerca de R$ 0,03 por cota ao final do período de carência e descontos.
A gestora explica ainda que, com a locação, a vacância física projetada do fundo sai de 11,97% para o campo do dígito único, em 9,93%, e caminha "em direção à meta de redução para 4,4% até abril de 2024".
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Fundos imobiliários: RELG11 renegocia dívida com o Santander
A última novidade que repercute entre os investidores de fundos imobiliários hoje é a renegociação de uma dívida entre o FII REC Logística (RELG11) e o banco Santander.
O fundo, que deve ao banco valores referentes à aquisição de um imóvel localizado no Polo Industrial de Camaçari, no estado da Bahia, deveria pagar a terceira e última parcela do contrato no final deste ano.
Com a repactuação das condições, o prazo para pagamento foi estendido para 31 de dezembro de 2028. Além disso, o FII acertou o depósito mensal de R$ 1 milhão a partir de janeiro do próximo ano a título de juros acumulados e não pagos.
Após a quitação integral dos juros, essa parcela mensal servirá para abater juros correntes e amortizar o saldo total de dívida, que, até julho, era de R$ 61,2 milhões.
É importante relembrar que o RELG11 recebeu o aval de seus cotistas para cancelar formalmente a distribuição dos resultados do FII no primeiro semestre deste ano e utilizar os proventos para o pagamento de dívidas.
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