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RESUMO DO DIA: Após forte alta embalada pelas decisões sobre política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, o Ibovespa acelerou o ritmo de ganhos nesta sexta-feira (15) e renovou a máxima histórica intraday na abertura das negociações — aos 131.464,22 pontos.
Mas, ao longo da pregão, o movimento de realização dos ganhos recentes ganhou força, acompanhado da fraqueza de Wall Street e recuo do petróleo.
A agenda relativamente mais esvaziada por aqui fez com que as atenções se concentrassem em Brasília. Os deputados aprovaram a medida provisória que trata da subvenção do ICMS, que inclui mudanças nos juros sobre capital próprio (JCP). O texto vai ao Senado.
A proposta da Reforma Tributária também foi submetida à votação na Câmara dos Deputados, não concluída até o fechamento dos mercados. A expectativa é de que a PEC seja aprovada em dois turnos ainda hoje.
Lá fora, os ânimos foram apaziguados pelas declarações do presidente da unidade do Federal Reserve (Fed) de Atlanta. Raphael Bostic afirmou que o banco central norte-americano deve começar a reduzir os juros em "algum momento do terceiro trimestre" de 2024, se a inflação desacelerar conforme o esperado.
O que, em parte, frustrou as expectativas do mercado, que após a decisão do Fed, na última quarta-feira (13), passou a precificar o primeiro corte em março de 2024.
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O Ibovespa terminou o pregão com baixa de 0,49%, aos 130.197 pontos. Na semana marcado pela renovação de máximas intraday e de fechamento, o índice avançou 2,44%.
Já o dólar fechou a R$ 4,9372, com alta de 0,45%, no mercado à vista. Na semana, a moeda norte-americana registrou ganho de 0,16%.
Confira o que movimentou os mercados nesta sexta-feira (15):
Na semana, o Ibovespa acumulou alta acima de 2% impulsionada pelas decisões sobre os juros nos Estados Unidos e no Brasil.
Confira as maiores altas do Ibovespa na semana:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARSEM |
| MRVE3 | MRV ON | R$ 10,85 | 15,06% |
| B3SA3 | B3 ON | R$ 14,67 | 8,35% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 12,87 | 7,43% |
| VAMO3 | Vamos ON | R$ 9,94 | 7,11% |
| BBDC3 | Bradesco ON | R$ 15,50 | 6,82% |
E as maiores quedas do Ibovespa na semana:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARSEM |
| BHIA3 | Casas Bahia ON | R$ 11,17 | -12,39% |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 3,93 | -8,18% |
| PCAR3 | GPA ON | R$ 4,00 | -7,62% |
| NTCO3 | Natura ON | R$ 15,91 | -6,02% |
| IRBR3 | IRB Brasil ON | R$ 47,58 | -5,93% |
O Ibovespa fechou em queda, pressionado pelo recuo do petróleo e correção dos ganhos.
Na ponta positiva, o destaque do dia foi a recuperação das ações da SLC Agrícola (SLCE3).
Braskem (BRKM5) também avançou após a notícia de que a Justiça Federal negou o pedido do governo de Alagoas para bloquear o acordo entre a companhia e a prefeitura de Maceió. Entre outras medidas, o acordo prevê a transferência de bens públicos para o controle da petroquímica.
Confira as maiores altas do pregão:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BRKM5 | Braskem PN | R$ 17,41 | 2,90% |
| BBAS3 | Banco do Brasil ON | R$ 54,61 | 2,40% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 18,03 | 2,39% |
| RAIZ4 | Raízen ON | R$ 3,73 | 2,19% |
| SLCE3 | SLC Agrícola | R$ 18,91 | 1,89% |
Na ponta negativa, as companhias mais sensíveis aos juros foram pressionados pela aprovação da MP da subvenção, que também inclui mudanças nos juros sobre o capital próprio (JCP).
Além disso, Casas Bahia (BHIA3) fez o grupamento de ações, com o objetivo de aumentar a cotação das ações.
Confira as maiores quedas do Ibovespa hoje:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BHIA3 | Casas Bahia ON | R$ 11,17 | -10,64% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 2,22 | -8,64% |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 3,93 | -6,43% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 4,38 | -5,40% |
| RECV3 | PetroReconcavo ON | R$ 20,27 | -4,84% |
O Ibovespa fechou o pregão com baixa de 0,49%, aos 130.197 pontos, com a realização dos ganhos após duas sessões de forte alta.
Com a agenda mais esvaziada no exterior, o principal índice da bolsa brasileira acompanhou o movimento de correção em Wall Street e o recuo do petróleo no mercado internacional.
No cenário local, os investidores acompanharam a tramitação de pautas econômicas no Congresso Nacional.
A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da medida provisória da subvenção do ICMS, uma das principais apostas do ministério da Fazenda para alcançar a meta de déficit zero em 2024.
Segundo a pasta chefiada por Fernando Haddad, a alteração nas tributações de incentivos fiscais deve gerar uma receita de R$ 35 bilhões aos cofres públicos.
Os deputados também superaram o primeiro turno da PEC da Reforma Tributária. A expectativa é de que a votação da matéria seja concluída ainda hoje.
Por fim, a agência de classificação de risco Fitch reafirmou a nota de crédito do Brasil em BB, mantendo a perspectiva estável.
Para a Fitch, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demostra pragmatismo no primeiro ano de mandato. Contudo, a agência considera que o cumprimento da meta fiscal, de déficit zero, no próximo ano "parece cada vez mais duvidoso".
Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 2,44%.
As bolsas de Nova York fecharam o dia sem direção única, com o movimento de correção dos ganhos recentes.
Os investidores repercutiram falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed), em dia de agenda esvaziada de indicadores econômicos após uma semana agitada por decisão de política monetária.
Em entrevista à Reuters, o presidente da unidade do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que o banco central deve começar a reduzir os juros em "algum momento do terceiro trimestre" de 2024, se a inflação desacelerar conforme o esperado.
Após a decisão do Fed, na última quarta-feira (13), o mercado passou a precificar o primeiro corte nos juros nos Estados Unidos entre março e maio.
Na semana, o índice Dow Jones avançou 2,8%; S&P 500 subiu 2,5% e Nasdaq acumulou alta de 2,9%.
Essa foi a sétima semana de ganhos do S&P 500, a maior sequência desde 2017.
O dólar encerrou a sessão a R$ 4,9372, com avanço de 0,45%, no mercado à vista.
A moeda norte-americana ganhou força em meio à agenda esvaziada no exterior, enfraquecimento do petróleo e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Na semana, o dólar avançou 0,16%.
Os contratos mais líquidos do petróleo encerram as negociações em queda, em movimento de correção após a forte alta nas últimas duas sessões. A commodity operou em meio à valorização do dólar e sinais de afrouxamento monetário nos Estados Unidos.
Os futuros do Brent para fevereiro fecharam com recuo de 0,08%, com o barril a US$ 76,55 na Intercontinental Exchange (ICE). Na semana, acumularam avanço de 0,94%.
Já os futuros para janeiro do WTI teve baixa de 0,18%, a US$ 71,78 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Na semana, os contratos registraram alta de 0,28%.
Confira as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| RAIZ4 | Raízen ON | R$ 3,72 | 1,92% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 17,86 | 1,42% |
| BBAS3 | Banco do Brasil ON | R$ 54,08 | 1,41% |
| BBSE3 | BB Seguridade ON | R$ 32,05 | 1,30% |
| BRKM5 | Braskem PN | R$ 17,12 | 1,18% |
E quedas do pregão do Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BHIA3 | Casas Bahia ON | R$ 11,31 | -9,52% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 2,23 | -8,23% |
| IRBR3 | IRB Brasil ON | R$ 46,94 | -5,17% |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 3,99 | -5,00% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 12,72 | -4,79% |
Com as festividades de ano novo cada vez mais próximas, o chefe de estratégias de investimentos do Itaú Unibanco (ITUB4) revelou nesta sexta-feira (15) as principais apostas para o mercado financeiro em 2024.
Em evento realizado na sede do Itaú BBA, o CIO Nicholas McCarthy abriu as recomendações da área de Wealth Management (gestão de fortunas, em tradução literal) para os clientes mais endinheirados da instituição.
Segundo o executivo, qualquer investidor é capaz de replicar a carteira, mas é preciso se atentar ao risco que deseja tomar ao aplicar seu dinheiro.
Durante conversa com jornalistas, McCarthy apresentou as carteiras recomendadas para quatro perfis de investidores. Veja a alocação sugerida para o portfólio doméstico:
O Ibovespa renovou a mínima há pouco, com queda de 0,67%, aos 1299.981 pontos.
O Ibovespa sustenta o nível dos 130 mil pontos, apesar do tom positivo impulsionado pela fraqueza de Nova York e do petróleo no mercado internacional.
As perdas são limitadas pelo acompanhando da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, com a expectativa de que a matéria seja votada ainda hoje na Casa. Além disso, há pouco, a agência de classificação de risco Fitch manteve a nota de crédito BB para o Brasil, com a perspectiva estável — nível vigente desde julho pela agência.
As bolsas de Nova York operam em queda, em meio à agenda esvaziada e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed).
Em entrevista à Reuters, o presidente regional do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que o banco central deve começar a reduzir os juros em "algum momento do terceiro trimestre" de 2024, se a inflação desacelerar conforme o esperado.
Após a decisão do Fed, na última quarta-feira (13), o mercado passou a precificar o primeiro corte nos juros nos Estados Unidos entre março e maio.
A agência de classificação de risco Fitch reafirmou a nota a nota de crédito do Brasil em BB, mantendo a perspectiva estável.
Para a Fitch, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demostra pragmatismo no primeiro ano de mandato. Contudo, a agência considera que o cumprimento da meta fiscal, de déficit zero, no próximo ano "parece cada vez mais duvidoso". "Existe a chance de a meta fiscal de 2024 mudar, quando houver clareza sobre a arrecadação."
Em julho, a agência elevou a nota de crédito de 'BB-" para BB, com perspectiva estável, elevando um grau de investimento do país.
O relator da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentou o novo parecer da proposta hoje.
Entre as mudanças ao texto inicial está a exclusão do dispositivo que tratava da equiparação salarial de auditores fiscais ao teto de remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ribeiro também retirou a cesta básica estendida — que havia sido incluída pelo Senado Federal.
O texto deve ser votado ainda hoje no plenário da Câmara, em dois turnos por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Caso as alterações no texto sejam aprovadas, a matéria pode retornar ao Senado para uma nova apreciação.
O Ibovespa acaba de renovar seu recorde de fechamento pela primeira vez em dois anos e meio.
Na visão do Bank of America (BofA), porém, o principal índice de ações da B3 tem grande chances de emplacar uma sucessão de novos recordes no decorrer dos próximos meses.
Em meio à queda dos juros e à percepção de melhora nos indicadores macroeconômicos brasileiros, o bancão norte-americano prevê que o Ibovespa sairá dos atuais 130 mil pontos para chegar ao fim de 2024 na faixa de 145 mil pontos.
A afirmação foi feita nesta sexta-feira (15) por David Beker, chefe de economia do BofA para o Brasil, em um café da manhã com jornalistas.
As companhias exportadoras ganham fôlego no Ibovespa, na esteira de valorização do dólar ante o real.
A moeda norte-americana sobe 0,55%, a R$ 4,9424.
Confira a cotação das ações de Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) mais sensíveis ao dólar:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 53,27 | 1,64% |
| KLBN11 | Klabin units | R$ 21,88 | 0,14% |
A chinesa State Grid desbancou a Eletrobras (ELET3) e arrematou o lote com o maior investimento da história dos leilões de transmissão no Brasil.
O grupo chinês apresentou uma oferta com deságio de 39,90% pelo lote 1. Pelas regras do leilão, leva quem oferece o menor valor em relação à Receita Anual Permitida (RAP) estipulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que era de R$ 3,2 bilhões.
A RAP é a receita a que o empreendedor terá direito pela prestação do serviço de transmissão a partir da entrada em operação do projeto.
A previsão de investimentos apenas no lote 1 é de R$ 18,1 bilhões. Ele é composto por linhas de transmissão com de extensão de 1.513 quilômetros (km) localizadas nos estados de Maranhão, Tocantins e Goiás.
As bolsas da Europa encerraram o pregão sem direção única, após uma semana intensa de decisões sobre política monetária nas principais economia do mundo.
Ontem (14), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) mantiveram os juros, sem sinalização de início do afrouxamento na política monetária, hoje mais restritiva.
Na semana, o índica Stoxx 600 avançou 0,91%, a quinta semana de ganhos consecutivos.
Com a queda do minério de ferro em segundo plano, as ações das companhias de mineração e siderurgia ganham fôlego no Ibovespa e aceleram os ganhos semanais.
Confira o desempenho das principais ações do setor no Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 18,10 | 2,78% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 8,93 | 2,41% |
| CMIN3 | CSN Mineração ON | R$ 7,23 | 1,12% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 73,96 | 0,76% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | R$ 10,69 | 0,19% |
| CMIG4 | Cemig PN | R$ 11,44 | 0,18% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 23,49 | 0,09% |
Ainda que a perspectiva de juros menores alimente o apetite por ativos de risco — levando a bolsa brasileira a um novo recorde histórico nesta semana — o BTG Pactual recomenda que o investidor permaneça seletivo na escolha da ação para se ter em carteira, especialmente em relação ao setor de metais e mineração.
E a cautela não é sem motivo. Segundo o banco de investimentos, 2023 foi um ano altamente decepcionante para a cobertura do segmento.
“A maior parte do nosso universo de cobertura teve um desempenho inferior ao do mercado mais amplo, influenciado pelo estouro da bolha nos mercados imobiliários chineses, pelas revisões em baixa dos lucros, pela valorização do real e pelas saídas do setor”, disse o BTG em relatório.
Segundo o BTG, embora a ação de metais e mineração esteja barata e os balanços sejam saudáveis, o setor precisa de impulso de lucros.
O Ibovespa até tentou estender os ganhos da sessão anterior e repetir os movimentos de recordes históricos ao longo do dia.
Na abertura das negociações, o principal índice da bolsa brasileira renovou a máxima intradiária, que havia sido superada no dia anterior, ao alcançar os 131.464 pontos,
Contudo, o tom positivo foi limitado pela realização dos lucros recentes nas bolsas de Nova York e do petróleo no mercado internacional.
Agora, o Ibovespa cai 0,36%, aos 130.377 pontos.
Em contrapartida, o dólar retomou fôlego em dia de agenda mais esvaziada no exterior. O indicador DXY, que compara a moeda norte-americana a uma cesta de seis moedas globais como euro, libra e iene, avança 0,43%, aos 102.394 pontos.
Na comparação com o real, o dólar sobe 0,61%, a R$ 4,9449.
Os juros futuros (DIs) voltaram a operar em ritmo de ganhos em toda a curva, acompanhando a agenda de Brasília e na contramão do alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys.
Por aqui, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da medida provisória da subvenção do ICMS, uma das principais apostas do ministério da Fazenda para alcançar a meta de déficit zero em 2024.
Segundo a pasta chefiada por Fernando Haddad, a alteração nas tributações de incentivos fiscais deve gerar uma receita de R$ 35 bilhões aos cofres públicos.
Com a ameaça de sair do grupo de elite da B3, o Grupo Casas Bahia (BHIA3) colocou em vigência a “solução” para se livrar da temida nomenclatura de “penny stock”.
Nesta sexta-feira (15), os papéis da varejista deixaram de ser negociados de R$ 0,50 — fechamento anterior — e passaram a ser cotados acima de R$ 11, com o grupamento de ações.
Inicialmente, a operação estava prevista para acontecer em 28 de dezembro, mas um acionista se dispôs a doar ações para acelerar o processo com o objetivo de manter a empresa no Ibovespa, o principal índice da B3.
O grupamento, porém, não foi suficiente para animar os investidores. Pelo contrário. Na abertura dos negócios, às 10h11 (horário de Brasília), os papéis recuaram 6,32%, a R$ 11,71. Ao longo do pregão, as ações da varejistas amargaram perdas acima de 9%.
Com recuo do petróleo e realização dos índices de Wall Street, o Ibovespa renovou a mínima intradiária há pouco, com queda de 0,51%, aos 130.178 pontos.
Empresas como Eletrobras (ELET6;ELET3), Alupar (ALUP11), Cymi e State Grid vão para o ringue hoje (15) pelo maior leilão de transmissão da história, em termo de investimentos.
Apesar de um dos maiores, o leilão atraiu poucas empresas, e com isso, ISA Cteep, Taesa (TAEE11), Cemig (CMIG4), Neoenergia (NEOE3), Sterlite, Engie (EGIE3) devem ficar de fora.
O analista Ruy Hungria explica no Giro do Mercado desta sexta-feira (15) como irá funcionar o leilão, as expectativas para as empresas e ainda, qual delas está presente nas ações recomendadas pela Empiricus Research.
Acompanhe:
Em busca do equilíbrio financeiro, a Infracommerce (IFCM3) vai passar o Natal com fôlego adicional no balanço após fechar uma captação de R$ 400 milhões por meio de uma oferta de ações.
O preço por ação ficou em R$ 1,60, o que representa um desconto de 5,33% em relação ao fechamento de ontem na B3.
O valor, contudo, é 90% menor quando se compara com a cotação da Infracommerce no IPO, em maio de 2021. Ou seja, os acionistas que não participaram da operação vão passar por uma forte diluição.
Junto com as ações, a companhia entregou 1 bônus de subscrição para cada 3 emitidos.
As bolsas de Nova York operam sem direção única, em movimento de realização dos ganhos recentes após o forte avanço dos índices após a decisão do Federal Reserve (Fed) — na última quarta-feira (13).
Após renovar a máxima histórica intraday, o Ibovespa iniciou o movimento de realização de ganhos recentes acompanhando o tom negativo das bolsas de NY após a abertura.
O Ibovespa cai 0,10%, aos 130.705 pontos.
Os juros futuros (DIs) estendem os ganhos em toda a curva, acompanhando o avanço do dólar comercial no mercado à vista e na contramão dos rendimentos dos Treasurys.
Confira:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F24 | DI Jan/24 | 11,65% | 11,65% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 10,10% | 10,11% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 9,71% | 9,71% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 9,82% | 9,82% |
| DI1F28 | DI Jan/28 | 10,10% | 10,09% |
| DI1F29 | DI Jan/29 | 10,27% | 10,24% |
| DI1F30 | DI Jan/30 | 10,42% | 10,41% |
As ações da MRV (MRVE3) estendem os ganhos da véspera, ainda repercutindo o Investidor Day da companhia — realizado ontem (14).
A companhia apresentou projeções para os próximos anos, com a entrega de empreendimentos do grupo Resia em 2025 e perspectiva de forte procura de inquilinos.
Os papéis MRVE3 sobem 2,77%, a R$ 11,13, e lideram os ganhos do Ibovespa na primeira hora de negociações.
O ano está perto do fim, mas os fundos imobiliários de shopping — segmento que dominou o noticiário de compra e venda de ativos em 2023 — ainda não pararam de movimentar os portfólios. O XP Malls (XPML11) anunciou a alienação de parte do Caxias Shopping por R$ 70 milhões.
O fundo assinou um memorando de entendimentos para a venda de 17,5% do ativo, que está localizado no Rio de Janeiro. A participação equivale exatamente à metade da fatia que o XPML11 detinha no shopping. Ou seja, o FII ainda ficará com 17,5% de participação no empreendimento.
O nome do comprador não foi divulgado, mas o XP Malls revelou que receberá o pagamento à vista na data da conclusão da transação — que está sujeita a condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A gestora calcula que, após a conclusão, o negócio gerará um ganho de capital de R$ 20,9 milhões, o que representa "uma potencial distribuição de dividendos bruta de, aproximadamente, R$ 0,68 por cota.
O Ibovespa renova as máximas, em dia de agenda esvaziada, mas com a permanência do apetite ao risco dos investidores.
Confira as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| MRVE3 | MRV ON | R$ 11,13 | 2,77% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 3,89 | 1,83% |
| RDOR3 | Rede D'Or ON | R$ 28,92 | 1,47% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 8,84 | 1,38% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 34,67 | 1,40% |
E as maiores quedas após a abertura do Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BHIA3 | Casas Bahia ON | R$ 11,79 | -5,68% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 13,10 | -1,95% |
| SOMA3 | Grupo Soma ON | R$ 6,95 | -1,84% |
| ARZZ3 | Arezzo ON | R$ 67,81 | -1,28% |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | R$ 11,81 | -1,09% |
O Ibovespa renovou mais uma vez a máxima histórica intradiária, que já havia batido recorde na véspera.
Com o avanço de 0,48%, o principal índice da bolsa brasileira alcançou 131.464,22 pontos. O recorde anterior era de 131.259,81 pontos.
As ações das Casas Bahia (BHIA3) operam em queda de 6,32%, a R$ 11,71.
Isso porque os papéis da companhia foram agrupados na proporção de 25 para 1 nesta sexta-feira (15), na tentativa de se livrar da nomenclatura "penny stock".
O Ibovespa continua o ritmo de alta da sessão anterior e sobe 0,21%, aos 131.110 pontos, após a abertura.
Depois de uma semana agitada por decisões de política monetárias nas principais economias do mundo, o agenda fica um pouco mais esvaziada no Brasil e no exterior.
Por aqui, os investidores acompanham a votação da medida provisória da subvenção do ICMS, que inclui mudanças nos juros sobre capital próprio (JCP), após a proposta ser aprovada na comissão mista do Congresso Nacional.
Uma das promessas da Copel (CPLE6) durante o processo de privatização foi avançar na descarbonização da matriz de geração de energia da companhia. Pois agora a companhia anunciou uma medida efetiva nessa direção com a venda da Usina Termoelétrica a Gás de Araucária para a Âmbar Energia.
De quebra, a ex-estatal paranaense ainda vai receber R$ 290,7 milhões pela participação de 81,2% na usina, que também tem como sócia a Petrobras (PETR4).
A estatal ainda tem até fevereiro para decidir se vende a fatia de 18,8% na usina para a Âmbar, empresa do grupo J&F Investimentos — o mesmo que controla a JBS (JBSS3).
A UTE Araucária é uma usina de geração a gás natural com capacidade de 484,15 MW. A unidade opera sem contrato, despachada geralmente em momentos emergenciais.
Os recibos de ações (ADRs) de Vale e Petrobras operam em alta, acompanhando o tom positivo dos índices futuros de Nova York, no pré-mercado.
O mercado de commodities
O minério de ferro fechou em queda de 1,37% em Dalian, cotado a US$ 131,48 a tonelada.
Os contratos futuros do petróleo do Brent sobem 0,74%, com o barril a US$ 77,15.
A procuradora-geral da República interina, Elizeta Maria de Paiva Ramos, acatou parcialmente uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) protocolada pelo PSOL e pelo PT contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no âmbito do projeto de lei (PL) que prevê a privatização da Sabesp (SBSP3).
O ponto acatado diz refere-se à parte do texto do projeto que autoriza o Conselho Deliberativo das Unidades Regionais de Serviços de Água Potável e Esgotamento Sanitário (URAEs) a dispor sobre a celebração, a prorrogação, a extinção ou a alteração de contratos de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário.
"Com efeito, concentrar poder decisório ao alvedrio de apenas um ou dois entes federativos no âmbito das unidades regionais de saneamento básico resulta tanto em afronta abstrata à autonomia dos outros municípios dela integrantes, quanto pode ensejar que sejam proferidos atos concretos dentro da mesma unidade amplamente favoráveis aos entes com maior poder de decisão", diz o parecer.
Com o texto aprovado pela Alesp, o voto do Estado teria mais peso nas decisões. Essa seria a "afronta" contra os municípios citada pela procuradoria em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
ATROPELANDO OS VETOS PRESIDENCIAIS
Nesta sexta-feira, após uma série de eventos durante a semana, os investidores começam a encontrar uma atmosfera mais serena. Ignorando o ruído das pesquisas de sentimento, o calendário de dados proporciona insights sobre a oferta e a demanda globais de bens, com destaque para a China.
Os mercados na Ásia e no Pacífico encerram a semana em alta, absorvendo a continuidade do crescimento em Wall Street, após o Federal Reserve dos EUA manter as taxas e delinear um caminho para cortes em 2024 e além.
Na Europa, o dia se inicia em território positivo, pelo menos até o momento, acompanhado pela alta dos futuros americanos.
Os consumidores que impulsionam a atividade econômica global são os dos EUA e da Europa, sendo que os dados de vendas no varejo nos EUA ontem sugeriram uma narrativa de desinflação, o que é ótimo.
Ao mesmo tempo, os chineses divulgaram dados de novembro sobre o crescimento da produção industrial, vendas no varejo, preços de imóveis e investimento urbano.
Notavelmente, registrou em novembro a maior expansão da produção industrial desde fevereiro de 2022, embora o crescimento das vendas no varejo tenha ficado aquém das expectativas. As commodities celebram.
A ver…
00:51 — Máxima histórica e a derrubada dos vetos
No cenário brasileiro, o Ibovespa encerrou o pregão de ontem atingindo a máxima histórica, ultrapassando os 130 mil pontos, nível que não era observado desde 2021, quando o mercado doméstico começou a enfrentar correções acentuadas.
Olhando para o futuro, a continuidade deste rali dependerá da estabilidade no cenário internacional, sem surpresas desfavoráveis, e do desempenho eficaz do Congresso, especialmente ao concentrar esforços na agenda econômica nesta fase final do ano.
No dia de hoje, os legisladores estão programados para votar o projeto que aborda as subvenções, uma estratégia-chave da equipe econômica para impulsionar a arrecadação e reduzir o déficit público, além da reforma tributária, visando simplificar o sistema tributário nacional.
Contudo, chama a atenção as sucessivas derrotas do governo, com o Congresso rejeitando diversos vetos presidenciais, incluindo o da desoneração da folha de pagamento.
01:49 — Segue o fluxo
Nos Estados Unidos, as ações mantiveram sua trajetória ascendente um dia após a significativa mudança de postura do Federal Reserve.
O Dow Jones Industrial Average, exemplificando, estabeleceu outro recorde, encerrando pela segunda vez consecutiva em sua máxima histórica.
O otimismo surge à medida que o mantra do Fed, de "mais alto por mais tempo", fica para trás, permitindo aos investidores focarem nos próximos cortes nas taxas ao longo de 2024.
As ações de pequena capitalização foram as maiores beneficiadas pela abordagem mais moderada do Fed.
Essas small caps tendem a apresentar desempenho superior à medida que os investidores buscam cortes nas taxas, em parte porque seus balanços mais endividados começam a parecer menos onerosos. Taxas mais baixas também geralmente favorecem ativos de maior risco.
02:33 — Mais "hawkish" do que o Fed
No continente europeu, os banqueiros centrais demonstram cautela em seguir a suposta mudança de postura dos EUA em relação aos cortes nas taxas de juro, mesmo com a persistente pressão dos investidores para que adotem em breve uma política monetária mais flexível.
Após o tom mais "dovish" apresentado pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na quarta-feira, indicando que as autoridades estão focalizando na redução dos custos dos empréstimos, representantes da Zona do Euro e do Reino Unido afirmaram que um abrandamento adicional da inflação não pode ser considerado certo.
Ao final das últimas reuniões dos três bancos centrais para 2023, observamos um avanço acumulado no ano para a libra e o euro, enquanto o dólar enfrenta perdas. Essa fortaleza monetária seria, sem dúvida, útil para combater a inflação em ambas as economias.
Independentemente das especulações presentes nos mercados financeiros, os bancos centrais deixaram claro que a flexibilização não está atualmente em pauta.
De certa forma, a postura pioneira da Reserva Federal em sua decisão de quarta-feira abriu espaço para que o Banco de Inglaterra e o Banco Central Europeu adotem um tom mais proativo a partir do próximo ano.
03:25 — Esses dados de China
Os dados referentes à produção industrial da China em novembro surpreenderam positivamente, impulsionados pelo setor automotivo, registrando a expansão mais acentuada desde fevereiro do ano anterior.
A produção industrial cresceu 6,6% em novembro, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, superando as expectativas de 5,6% e ultrapassando o aumento de 4,6% registrado em outubro.
Dado que a China representa aproximadamente 30% da produção global de bens, desempenha um papel crucial no abastecimento mundial, tornando a notícia bem recebida pelos mercados.
Por outro lado, o crescimento das vendas no varejo ficou aquém das previsões. Em novembro, as vendas no varejo aumentaram 10,1% em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado desde maio.
Contudo, esse resultado ficou aquém da expectativa de 12,5% do mercado. Este sinaliza que a segunda maior economia do mundo ainda enfrenta uma recuperação irregular. Pelo menos, isso não se revela particularmente relevante para outras economias, uma vez que a China contribui pouco para seu próprio consumo externo.
04:17 — Olhando para frente na segunda maior economia do mundo
O Banco Central da China divulgou que realizou uma operação de recompra reversa no valor de 7 bilhões de dólares, além de injetar 200 milhões de dólares em empréstimos de médio prazo, visando manter uma liquidez adequada no sistema bancário.
Essas ações são precisamente executadas para evitar uma desaceleração significativa da economia chinesa já no início de 2024.
A preocupação é tangível: pela primeira vez desde a década de 1980, os cidadãos chineses temem que a próxima geração não desfrute de uma situação melhor do que a atual.
Simultaneamente, a natureza cada vez mais centralizada, opaca e arbitrária da formulação de políticas na China, somada a políticas desequilibradas, como repressões tecnológicas, confinamentos relacionados à Covid e ataques a empresas estrangeiras, minou a confiança do público na capacidade de Pequim de resolver esses desafios.
Manter um crescimento minimamente sustentável e recuperar a notoriedade do passado será um desafio significativo para Xi Jinping.
O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,29%, aos 133.292 pontos. Por sua vez, o dólar à vista era negociado em queda de 0,06%, cotado a R$ 4,9121.
| Horário | País / Região | Evento |
| 6h | Zona do Euro | PMI composto, industrial e de serviços de dezembro |
| 6h30 | Reino Unido | PMI composto, industrial e de serviços de dezembro |
| 7h | Zona do Euro | Balança comercial de outubro |
| 9h | Brasil | IGP-10 de dezembro |
| 10h | Brasil | Aneel faz Leilão de Transmissão na sede da B3, somando investimentos de R$ 21,7 bilhões |
| 11h15 | Estados Unidos | Produção industrial anual |
| 11h45 | Estados Unidos | PMI composto, industrial e de serviços de dezembro |
Os índices futuros das bolsas de valores de Nova York amanheceram no azul nesta sexta-feira.
O movimento é sustentado pela sinalização do Fed de que os juros nos EUA devem começar a cair em breve.
Para hoje, indicadores econômicos locais e o vencimento simultâneo de contratos de opções de ações, futuros de índices e opções de futuros de índice podem tornar o pregão mais volátil que o convencional.
Confira:
As principais bolsas de valores da Europa abriram em alta nesta sexta-feira.
Os investidores dão sequência aos ganhos depois da manutenção das taxas de juros pelo Fed e pelo BCE ao mesmo tempo em que digerem novos dados de atividade econômica.
A exceção é a bolsa de Londres, que oscila entre leves altas e baixas diante de indicadores locais.
Confira:
As principais bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira.
Os investidores seguem repercutindo a expectativa de que em breve os juros começarão a cair nas economias desenvolvidas.
A exceção foi a bolsa de Xangai, que recuou 0,56% diante da reação a indicadores econômicos.
Enquanto a produção industrial veio acima da expectativa, as vendas no varejo frustraram.
Nos demais mercados da região, a bolsa de Tóquio subiu 0,87%, a de Hong Kong liderou os ganhos (+2,38%), a de Seul avançou 0,76% e a de Taiwan fechou em alta de 0,12%.
O Ibovespa ultrapassa os 130 mil pontos em dia de forte apetite ao risco, ainda repercutindo as decisões de política monetária local e na maior economia do mundo.
Enquanto nos Estados Unidos houve a manutenção dos juros com a sinalização de afrouxamento do aperto monetário ainda no primeiro semestre de 2024.
No Brasil, o corte de 50 pontos-base jogou a Selic de 12,25% para 11,75% ao ano. Já na Europa, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que um possível corte de juros não foi tema da reunião de hoje do BCE.
Por aqui, além de digerir a decisão sobre a Selic, os investidores aguardam os números do varejo. Completando a agenda do dia, teremos discurso do ministro da Fazenda e sessões no Congresso para votar pautas importantes, como a reforma tributária.
Confira o que movimentou os mercados nesta quinta-feira (14).
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