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Trabalho de revisão externa das demonstrações financeiras da Americanas passará a ser executado pela auditoria BDO
A fraude multibilionária admitida pela Americanas (AMER3) em 13 de junho lançou holofotes sobre a auditoria das finanças da varejista.
Hoje (27), duas semanas depois da admissão pública de que a “inconsistência contábil” nos balanços da Americanas derivou de uma ação fraudulenta atribuída a antigos diretores, a companhia anunciou a substituição da empresa que deixou passar um rombo de pelo menos R$ 25 bilhões em suas contas.
A Americanas dispensou a PricewaterhouseCoopers (PwC) e foi buscar uma saída fora das chamadas big four — a saber: Deloitte, Ernst & Young (EY), KPMG e a própria PwC.
O trabalho de auditoria externa das contas da varejista passará a ser desempenhado a partir de agora pela BDO.
A rescisão com a PwC e a contratação da BDO são medidas de efeito imediato, informa a Americanas.
No anúncio, a gigante do varejo nega “qualquer julgamento” sobre a “natureza ou extensão da participação das empresas de auditoria” na fraude.
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“Entretanto, um maior aprofundamento nos trabalhos de apurações seria necessário para, desde já, assegurar a independência da PwC para seguir com os trabalhos de auditoria das demonstrações financeiras da companhia”, informa a Americanas.
A BDO agora tem diante de si um trabalho hercúleo.
Ela terá que refazer as demonstrações financeiras de 2021, auditar as de 2022 e revisar os registros internos referentes a 2023.
Tudo isso em um momento no qual ainda não se sabe ao certo quando a antiga diretoria da Americanas começou a fraudar os balanços.
Desde janeiro, quando o agora ex-CEO Sergio Rial revelou a existência de um rombo contábil apenas alguns dias depois de assumir a função, AMER3 perdeu mais de 90% de seu valor na bolsa.
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