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A B3 divulga a primeira prévia da próxima carteira do principal índice da bolsa no começo de dezembro
Conhecida pelos investidores por ser uma boa pagadora de dividendos, a Isa Cteep (TRPL4) se tornou a mais forte candidata a ingressar na “elite” da B3 a partir de janeiro, quando começa a valer a nova carteira do Ibovespa.
A B3 divulga a primeira prévia da próxima carteira do principal índice da bolsa no começo de dezembro, que deverá contar com as ações da empresa de transmissão de energia elétrica, de acordo com BTG Pactual, Itaú BBA e Genial Investimentos.
Na ponta oposta, as ações da Casas Bahia (BHIA3) podem deixar o índice após a forte queda que deixou as cotações da varejista abaixo de R$ 1 na bolsa.
Vale relembrar que, para fazer parte do índice, a B3 considera critérios como o volume de negociação e o status da empresa — companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 não são elegíveis, por exemplo.
A dona da bolsa de valores brasileira tradicionalmente divulga três prévias da carteira antes da composição entrar em vigor. As datas previstas são:
Segundo o BTG Pactual, a companhia ISA Cteep deve ser a única novata na carteira do Ibovespa em janeiro.
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Um dos motivos para a entrada da companhia elétrica é o significativo aumento no volume médio diário negociado (ADTV, na sigla em inglês), em meio às recentes discussões sobre a venda da participação que a Eletrobras (ELET6) possui na companhia.
No início do mês, a ex-estatal suspendeu a oferta da Isa Cteep após constatar que o volume de ações disponível para ser ofertado estava aquém do esperado para o seguimento imediato da operação”.
Ainda segundo o BTG, Isa Cteep entrará com 0,21% de participação no principal índice do Ibovespa.
Já para o Itaú BBA, a companhia elétrica deve ser incluída no time de elite da B3 com peso de 0,43%. Por sua vez, a Genial Investimentos aposta um pouco mais: ISA Cteep com 0,48% de participação no Ibovespa.
Pelos critérios de liquidez do cálculo do Ibovespa, nenhuma ação deveria deixar o índice em janeiro. Mesmo assim, a Casas Bahia (BHIA3) corre risco de “rebaixamento”, de acordo com o Itaú BBA.
Isso porque a varejista corre o risco de ser classificada como “penny stock”, nome atribuído às ações que são negociadas abaixo de R$ 1,00 na B3 — e que, via de regra, não podem participar da carteira do Ibovespa.
As ações da Casas Bahia (BHIA3) vêm sendo pressionadas pelo cenário macroeconômico, de juros mais elevados — e que resultaram em preocupações com o endividamento da companhia. No ano, os papéis BHIA3 acumulam queda acima de 76%.
Assim, se as ações da empresa não recuperarem o patamar de R$ 1 na época do rebalanceamento da carteira, elas podem deixar o Ibovespa. Outra alternativa para a Casas Bahia é promover um grupamento dos papéis.
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