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Os papéis do Magalu acumulam perda de 87% no ano, mas a perspectiva de um crescimento econômico um pouco melhor, do Auxílio Brasil e da Copa do Mundo ajudam a afastar a tempestade que se formou no céu do varejo brasileiro
Já faz algum tempo que as ações do Magazine Luiza (MGLU3) estão buscando um lugar ao sol. Vira e mexe, os papéis do Magalu aparecem entre as maiores altas do Ibovespa, embora não consigam se firmar entre as estrelas da B3.
Também não é para menos: o céu fechou para o varejo brasileiro desde que a inflação começou a acelerar e os bancos centrais — aqui e lá fora — passaram a elevar as taxas de juros para conter a disparada dos preços.
As chuvas e trovoadas de uma economia mais fraca têm mantido os investidores longe dos passeios arriscados oferecidos pelo mercado de ações. O resultado: os papéis do Magazine Luiza acumulam perda de 87% no ano.
Mesmo com um avanço de mais de 5% hoje, na casa dos R$ 2,70, não dá para dizer que o céu abriu para o Magazine Luiza (MGLU3) — mas dá para ver um solzinho entre nuvens nesta segunda-feira (01).
Isso porque, na esteira da reabertura econômica, da criação de empregos e dos fortes estímulos fiscais às vésperas da eleição, o mercado financeiro se mostra cada vez mais otimista com o crescimento econômico este ano.
O Relatório Focus divulgado mais cedo mostrou que a projeção para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2022 avançou de 1,93% para 1,97%. Há um mês, o aumento esperado era de 1,51%.
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A redução no preço dos combustíveis, que se reflete no frete; o Auxílio Brasil de R$ 600, que tira pressão do setor no curto prazo; e a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) em baixa também ajudam a afastar a frente fria que ronda o varejo.
Desempenho das ações do Magazine Luiza (MGLU3) no ano:

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) também encontram abrigo no velho guarda-chuva do mercado de ações: a rotação para papéis cíclicos.
Na semana passada, o varejo foi levado pela enchente do petróleo, que beneficiou as empresas ligadas às commodities na bolsa.
Como os papéis das varejistas ficaram mais baratos, os investidores correm agora para essas ações.
Além de MGLU3, que está entre as maiores altas do Ibovespa hoje, Petz (PETZ3) e Via (VIIA3) também aparecem em destaque na B3, com avanços na casa dos 3%.
Na semana passada, o Citi cortou praticamente pela metade o preço-alvo do Magazine Luiza, mas afirmou que as ações têm espaço para subir, uma vez que estão descontadas em relação aos pares.
O Citi reduziu o preço-alvo do Magazine Luiza de R$ 6,30 para R$ 3, o que representou um potencial de alta de 14% na ocasião do relatório, e reiterou a recomendação neutra para MGLU3.
Na ocasião, o banco chamou atenção para os resultados do segundo trimestre, que serão divulgados em meio aos efeitos da aceleração da inflação e do aumento de dívidas, mas lembrou que eventos positivos como a Copa do Mundo e o Auxílio Brasil podem ajudar no desempenho do Magazine Luiza e do varejo de forma geral.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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