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Rede de cafeterias entra para a lista de empresas que deixaram de atuar no mercado russo em meio à guerra com a Ucrânia e às sanções internacionais
Vladimir Putin vai ficar um bom tempo sem ver seu nome escrito em um copo da Starbucks. Isso porque a empresa anunciou nesta segunda-feira (23) o fechamento de 130 lojas na Rússia, que segue em guerra com a Ucrânia.
O anúncio do encerramento permanente das atividades da empresa americana vem depois da suspensão temporária dos negócios da Starbucks no país, no dia 8 de março. A cafeteria contava com 15 anos de presença no mercado russo.
A Starbucks não é a primeira empresa do ramo alimentício a encerrar suas atividades no país do Leste Europeu em decorrência do conflito entre Rússia e Ucrânia e das sanções impostas a Putin. Na semana passada, o McDonalds também anunciou o fechamento definitivo de suas quase 850 lojas, depois de 32 anos de atividade no país.
Na época da inauguração da primeira loja da rede de fast food na capital russa, o Mcdonalds serviu de símbolo para a glasnost, a abertura política da União Soviética encabeçada pelo então presidente Mikhail Gorbachev.
Agora, o fechamento de grandes redes ocidentais como McDonalds e Starbucks levantam a questão: será que o país está se encaminhando para um isolamento, parecido com o dos anos soviéticos?
Além das duas empresas do ramo alimentício, outras companhias de diversos setores também finalizaram suas operações no país.
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Segundo a Starbucks, os quase 2 mil funcionários na Rússia continuarão recebendo salário por seis meses e terão ajuda para encontrar novos empregos fora da rede.
A empresa não comentou o impacto financeiro do fechamento das lojas, mas o mercado russo corresponde a uma parcela pequena das receitas da Starbucks.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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