‘Petrobras (PETR4) quer mais é arrancar dinheiro do povo’: confira os novos ataques de Bolsonaro à política de preços da estatal
O presidente também culpou Lula, seu maior rival nas eleições deste ano, e os governadores pelas altas sucessivas no preço dos combustíveis

Enquanto aguarda a chegada de um novo escolhido do governo para o comando, a Petrobras (PETR4) voltou a ser alvo de ataques de Jair Bolsonaro. Em entrevista à RedeTV!, o presidente brasileiro cobrou um intervalo maior entre os reajustes dos combustíveis.
"Temos que respeitar o livre mercado, mas a Petrobras abusa. A Petrobras não precisa desse lucro excessivo e, no momento, não tem qualquer responsabilidade, quer mais é arrancar dinheiro do povo", declarou Bolsonaro na entrevista veiculada nesta segunda-feira (30).
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Vale lembrar que, insatisfeito com o impacto da alta dos combustíveis na sua popularidade em ano eleitoral, o presidente demitiu recentemente Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia e José Mauro Coelho do comando da Petrobras. Coelho ocupou a presidência da estatal por 40 dias.
Os nomeados para a pasta e para a presidência foram, respectivamente, Adolfo Sachsida, que integrava o Ministério da Economia, e Caio Paes de Andrade, outro braço-direito de Paulo Guedes.
A culpa da situação atual da Petrobras (PETR4) é do Lula, segundo Bolsonaro
A política de preços da estatal, que busca equiparar os valores cobrados pelos combustíveis com a cotação do petróleo no mercado internacional, é o grande alvo das críticas Bolsonaro.
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E, segundo argumentou ele, as regras não podem ser alteradas por culpa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ex-presidente do país e maior rival de Bolsonaro nas eleições deste ano.
"No governo Lula, ele vendeu papel da Petrobras (PETR4) para os minoritários e, hoje em dia, eles mandam na Petrobras. Eles decidem o preço do barril", afirmou.
O presidente também não poupou os governadores que, segundo ele, agem com "ganância" com os tributos cobrados sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha.
"Alguns governadores mais que dobraram a cobrança de ICMS sobre o litro de gasolina. Por que eles não zeram o imposto do gás de cozinha? O imposto federal do diesel eu zerei, era na casa de R$ 0,32 por litro", relembrou.
Senado votará projeto sobre ICMS ainda em junho
Por falar em ICSM, a Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o teto de 17% para o imposto sobre energia elétrica, combustíveis e gás natural.
Para diminuir resistências à medida, os deputados colocaram um gatilho temporário para compensar Estados e municípios quando a queda na arrecadação total do tributo for superior a 5%. Essa compensação será feita, se necessário, por meio do abatimento da dívida desses entes com a União.
Mas o texto ainda precisa ser aprovado no Senado Federal. De acordo com o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ele deverá ser votado ainda em junho.
Segundo Pacheco, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE) será o relator da matéria e já tem um encontro marcado com os secretários de Fazenda estaduais na próxima terça-feira (31).
"Essa reunião se desdobrará. Pretendo receber os governadores para que possam externar suas posições. A expectativa é de no mês de junho a maioria do Senado se posicionar sobre esse projeto", prometeu Pacheco.
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