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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

DESTAQUES DA BOLSA

Méliuz (CASH3) recebe luz verde do BC — e dos investidores; ação chega a subir 10% e lidera as altas do Ibovespa

A aprovação concedida na quinta-feira (31) é um dos últimos passos para a conclusão da compra do Grupo Acesso, fintech especializada em soluções de pagamento e banking as a service

Celular com logo da Méliuz na tela branca
Imagem: Shutterstock

A Méliuz (CASH3) recebeu na quinta-feira (31) a bênção do Banco Central para a aquisição do Grupo Acesso (ou Bankly). E, ao que tudo indica, a luz verde para a plataforma de cupons de desconto e cashback não veio só da autoridade monetária, mas também dos investidores. 

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As ações CASH3 chegaram a subir 10% na B3 nesta sexta-feira (01), liderando as altas do Ibovespa . Por volta de 13h50, os papéis da Méliuz tinham alta de 7,8%, cotados a R$ 2,75 — o avanço também tem uma ajudinha da queda dos DIs. Confira nossa cobertura de mercado

O sinal verde dado ontem pelo BC é um dos últimos passos para a conclusão da compra da fintech especializada em soluções de pagamento e banking as a service pela CASH3. 

O negócio de R$ 324,5 milhões ainda precisa passar pelo crivo da assembleia de acionistas da Méliuz, mas já anima investidores e analistas desde que foi anunciado, em maio do ano passado.

Com a aquisição, o mercado vê que a empresa enfim terá em seu ecossistema o serviço de contas digitais — incluindo licenças, tecnologia e infraestrutura que a companhia não possuía.

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A Acesso foi fundada em 2013 ofertando cartões pré-pagos, expandindo posteriormente para banco digital (Acesso Bank) e para banking as a service (Bankly). A fintech tem uma equipe de  178 pessoas e movimentou R$ 1,3 bilhão de TPV (volume total de pagamentos) em março. A receita bruta em 2020 foi de R$ 53,6 milhões.

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O que pensam os analistas sobre a aquisição da Méliuz (CASH3)

Segundo a XP, o negócio bancário é por natureza um segmento em que os usuários têm maior frequência de uso. 

"Se usarmos o número de solicitações de cartão de crédito Méliuz ao Pan como proxy para possíveis contas criadas no banco digital Méliuz, o banco sozinho poderia valer mais de R$ 15 bilhões (vs. R$ 4 bilhões de valor de mercado atualmente)", disse a corretora.

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Para a Empiricus, a compra da fintech é relevante do ponto de vista de adição de receita, já que a adquirida representaria em 2020 um acréscimo de quase 40% no faturamento de Méliuz.

A casa de análises lembra que o preço pago na transação implica um múltiplo de 6,1 vezes a receita 2020 da Acesso. 

"Como Méliuz negocia a 30,0 vezes seu faturamento de 2020, a transação também faz sentido do ponto de vista de valuation e de diluição dos acionistas atuais da companhia", disse.

Ao final da transação, os donos da Acesso ficarão com cerca de 8% do capital do Méliuz. O CEO da adquirida, Davi Holanda, será o diretor responsável pelos produtos financeiros da empresa. O restante da equipe da Acesso permanecerá essencialmente inalterado.

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