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A EDP receberá R$ 800 milhões no fechamento do negócio, mas o pagamento da soma restante está condicionado ao processo de renovação da concessão da usina
A EDP Brasil (ENBR3) deu mais um passo importante no plano de reduzir sua exposição hídrica e gerar valor para os acionistas. A companhia vendeu 100% da Energest S.A. para a Victory Hill Global Sustainable Energy Opportunities, empresa britânica que investe no setor energético, por R$ 1,225 bilhão.
A notícia impulsiona o apetite pelos papéis da empresa nesta quarta-feira (31). Por volta das 14h40, as ações ENBR3 anotavam uma das maiores altas do Ibovespa com avanço de 3,11%, a R$ 22,85.
A Energest S.A. é detentora da Usina UHE Mascarenhas, localizada no Espírito Santo. O empreendimento, que possui 198 megawatts (MW) de capacidade instalada, possuia patrimônio líquido de R$ 263,5 milhões em junho e Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 176,5 milhões nos últimos 12 meses.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira (30), a EDP receberá R$ 800 milhões já no fechamento do negócio. O pagamento da soma restante está condicionado ao processo de renovação da concessão da usina.
Além da EDP Brasil (ENBR3), outras duas companhias movimentaram o noticiário do setor elétrico hoje. A M. Dias Branco anunciou a conclusão de sua parceria com a Omega Energia (MEGA3).
As empresas fecharam um acordo que prevê que três parques eólicos controlados pela Omega gerem energia para o consumo das unidades produtivas da M. Dias Branco. A parceria já foi aprovada pelo Cade e também cumpriu outras condições usuais para esse tipo de operação.
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O complexo eólico que está no centro do acordo localiza-se em Paulino Neves, cidade do Maranhão, e tem capacidade eólica instalada de 97,2 MW, dos quais 18 MW médios serão comercializados para a M. Dias sob o regime de autoprodução por equiparação.
Segundo a fabricante de biscoitos, massas e outros produtos alimentícios, a parceria "é consistente com a estratégia de diversificação da matriz de energia a partir de fontes renováveis".
A M. Dias afirma ainda que o acordo garantirá o acesso a insumos que fazem parte do processo produtivo e aumentará sua competitividade com "benefícios relacionados a autoprodução de energia".
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