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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

PREVISÕES PARA OS BALANÇOS

Bank of America prevê trimestre difícil para construtoras da B3, mas enxerga três oportunidades no setor — veja quais

Os analistas do BofA preferem os papéis do segmento de baixa renda que, ainda que mais pressionados pela inflação, podem entregar um crescimento lucrativo

Larissa Vitória
Larissa Vitória
26 de julho de 2022
13:43 - atualizado às 14:43
Ações, incorporadoras, construtoras, Tenda, Direcional, DIRR3 Cury CURY3, Bank of America, Imóvel na planta
Imagem: Shutterstock

Prepare-se para (um pouco mais) de impacto, é o que aconselha o Bank of America para os acionistas das construtoras e incorporadoras da B3 durante a temporada de balanços. O banco de investimentos acredita que o segundo trimestre não foi fácil para o setor.

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“Embora os resultados de média e alta renda provavelmente sejam menos agitados, acreditamos que as compressões de margem podem pressionar as ações de baixa renda”, escrevem os analistas, em relatório divulgado nesta terça-feira (26). 

Mas, mesmo com a perspectiva ruim para as margens, o BofA prefere os papéis do segundo segmento — especialmente nomes como Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3), que podem entregar um crescimento lucrativo.

O banco recomenda ainda ações com um valor oculto, como é o caso da MRV (MRVE3). Sua subsidiária norte-americana, a Resia, ainda não foi precificada pelo mercado e é um gatilho de valorização para os papéis.

O que esperar das principais construtoras da B3?

Além de nomear suas favoritas, o Bank of America também contou quais são suas expectativas para os principais nomes do setor.

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Para os analistas, os players de baixa renda devem entregar projetos com margens mais baixas. Os empreendimentos foram vendidos antes do aumento de preços, porém enfrentam os níveis de custos atuais nos canteiros.

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“A Tenda (TEND3) provavelmente verá a maior redução nas margens brutas entre os pares”, afirma o banco. A MRV, por outro lado, se beneficiará das vendas reportadas pelas subsidiárias Luggo e Resia durante o trimestre.

Cury e Direcional também devem mostrar uma aceleração da recuperação da receita líquida, com forte crescimento em vendas e lançamentos no ano passado.

Já as construtoras voltadas à média e alta renda veem as margens apontarem temporariamente para baixo, considerando a defasagem da inflação e os custos de obras.

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A EZTec (EZTC3), por exemplo, sofrerá com a forte base de comparação do primeiro trimestre, enquanto a Cyrela (CYRE3) apresentará margens superiores no mesmo período.

Por fim, a Cury (CURY3) deve reportar resultados fortes, enquanto as margens da Even (EVEN3) podem ser afetadas por descontos no inventário.

Veja também — 'Saldão' dos FIIs: os fundos imobiliários mais baratos para investir no 2° semestre de 2022

Para ficar de olho

O balanço é essencial para que o mercado entenda como foi o trimestre das construtoras. Mas, além dos números, o Bank of America argumenta que os investidores também devem ficar de olho em outros elementos.

Os cancelamentos e as vendas de estoque, por exemplo, são um fator de atenção para as construtoras de média e alta renda.

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Já para o segmento mais baixo, o foco é nas margens de novos empreendimentos e na estratégia de absorção de mudanças no Casa Verde e Amarela.

Por falar no programa habitacional, o banco enxerga como positivas as novidades recentes, mas ainda está “cauteloso” em relação à rapidez com que isso será traduzido em margens. “Particularmente em regiões mais competitivas, dado que as empresas provavelmente aumentarão os preços gradualmente”, destaca o BofA.

Quando as mudanças estiverem devidamente incorporadas, os analistas calculam que o ganho de poder de compra será de 20%, em média, para consumidores com renda entre R$ 1,4 mil e R$ 7 mil.

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