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Rocha Neto disse que o setor continua perseguindo uma diversificação das fontes de recurso. No ano passado, o SBPE respondeu por cerca de 80% do crédito imobiliário concedido no País
O financiamento imobiliário no Brasil chegou a R$ 255 bilhões em 2021, um recorde na série histórica da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) respondeu pela maior parte dos financiamentos, ou R$ 205,4 bilhões, também um recorde histórico.
"A gente fecha o ano de 2021 com um volume de R$ 255 bi em financiamento, números nunca antes atingidos na nossa indústria", disse o presidente da Abecip, José Ramos Rocha Neto, eleito em novembro para o posto.
Os números foram divulgados pela entidade em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 27.
Ao todo, os associados da Abecip financiaram 1,233 milhão de unidades imobiliárias no ano passado, outro recorde histórico, superando o pico anterior, registrado em 2013.
"O SBPE é a principal fonte de funding, com carteira de R$ 790,1 bilhões em dezembro. O FGTS é segunda maior fonte, bateu R$ 520,3 bilhões, 29% do total", disse Rocha Neto durante a coletiva.
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Dos recursos do SBPE, R$ 164,8 bilhões foram direcionados ao crédito imobiliário para o consumidor, alta de 75% em relação a 2020.
Os outros R$ 40,6 bilhões foram destinados ao financiamento à construção civil, uma elevação de 35% no mesmo período.
Do financiamento para o consumidor, R$ 110,3 bilhões foram para a compra de imóveis usados, alta de 66% em um ano. Os imóveis novos receberam R$ 54,5 bilhões, alta de 98% no mesmo período.
"Aquisição de imóvel usado recebeu dois terços de recursos", disse Rocha Neto.
A Abecip espera que o financiamento imobiliário tenha crescimento de 2% neste ano, para R$ 260 bilhões.
Apesar da desaceleração em relação a 2021, ano em que a alta foi de 46%, o número, se confirmado, renovará o recorde histórico do setor.
O resultado deve ser puxado pelo financiamento com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que, segundo a Abecip, devem chegar a R$ 64 bilhões, alta de 30% na comparação com o ano passado.
Os empréstimos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) devem cair 5%, para R$ 195 bilhões.
De acordo com o presidente da entidade, José Ramos Rocha Neto, o volume de recursos esperado via FGTS toma como base o orçamento para o ano aprovado pelo Conselho do fundo.
"O SBPE deve ter uma ligeira queda, mas entendemos que o número será robusto", afirmou ele durante coletiva da Abecip para apresentar os números do financiamento imobiliário em 2021 e as expectativas para este ano.
O executivo destacou que o crédito via SBPE cresceu fortemente nos últimos anos: em 2016, foi de R$ 47 bilhões. No ano passado, chegou a R$ 205 bilhões.
Rocha Neto disse ainda que o setor continua perseguindo uma diversificação das fontes de recurso. No ano passado, o SBPE respondeu por cerca de 80% do crédito imobiliário concedido no País.
Na carteira acumulada, chegava a 44% do total, seguido pelo FGTS, com 29%.
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