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Deliberação sobre pedido de inclusão da Petrobras no programa de privatizações está prevista para quinta-feira

O governo Jair Bolsonaro parece disposto a tudo o que estiver ao alcance para se livrar de qualquer responsabilização pelos recorrentes aumentos de combustíveis pela Petrobras (PETR4).
Numa tabelinha entre os ministros Paulo Guedes e Adolfo Sachsida, o Ministério das Minas e Energia (MME) enviou ao da Economia um pedido formal de inclusão da Petrobras no chamado Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).
O PPI é o propalado programa de privatizações do governo Bolsonaro, que muito prometeu e pouco entregou ao longo de mais de três anos e meio de mandato.
A informação sobre a inclusão veio à tona no fim da noite de ontem, em fato relevante enviado pela Petrobras à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
“O ofício informa que a deliberação pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos ocorrerá em 2 de junho”, diz o comunicado publicado pela Petrobras.
Há algumas semanas, em seus primeiros comentários públicos como ministro das Minas e Energia, Sachsida disse que pediria a realização de estudos com vistas à privatização da Petrobras - e também do pré-sal.
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O pedido é o mais recente desdobramento da escalada dos preços dos combustíveis. Ontem, numa entrevista à RedeTV, Bolsonaro voltou a desferir ataques à política de preços da Petrobras.
A política de preços, entretanto, é prerrogativa de uma empresa que tem no governo federal seu sócio majoritário, com amplo controle sobre o conselho de administração. A intervenção nos preços, porém, é vetada pelo estatuto da Petrobras, a menos que a estatal seja ressarcida pela União.
O pedido de inclusão da Petrobras no programa de privatizações vem à tona a pouco mais de quatro meses para o primeiro das eleições presidenciais.
A chance de uma proposta como a privatização da Petrobras, que precisa ser autorizada pelo Congresso, avançar a toque de caixa às vésperas de uma eleição é mínima, para não dizer nula.
Além disso, as mais recentes pesquisas de intenção de voto têm sugerido que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia vencer o pleito ainda no primeiro turno.
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