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FECHAMENTO DO DIA

S&P 500 volta a sentir o peso da inflação e dos juros altos; veja como as bolsas se comportaram em Nova York

Na Europa, os investidores continuaram monitorando os eventos ligados à guerra entre Rússia e Ucrânia, com a Comissão Europeia propondo sanções sobre o carvão russo

Placa sinalizando Wall Street, centro financeiro dos EUA e que simboliza a bolsa e o mercado de ações do país
Imagem: Shutterstock

O S&P 500 fechou esta terça-feira (05) em queda, acompanhado do Nasdaq e do Dow Jones. Os índices em Nova York enfrentaram a queda das ações de tecnologia em meio ao renovados sinais de um aperto monetário mais agressivo nos Estados Unidos. 

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Lael Brainard, uma das diretoras do Federal Reserve (Fed), disse mais cedo que o banco central norte-americano está preparado "para tomar medidas mais fortes, se os indicadores e expectativas de inflação mostrarem que tal ação é justificada".

Ela também afirmou que o Fed poderia começar a reduzir seu balanço de ativos — inflado pela compra de ativos durante a pandemia de covid-19 — em ritmo acelerado na reunião de política monetária de maio. 

Os comentários agressivos ocorrem um dia antes da divulgação da ata da reunião de março, quando o Fed elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual (pp) pela primeira vez em três anos.

[captacao]

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A expectativa é que o documento revele mais sobre o plano do banco central norte-americano de iniciar a redução do balanço — que, na prática, equivale a um aumento da taxa de juros. 

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Os índices de ações em Wall Street atingiram as mínimas com os comentários feitos por Brainard. Confira o fechamento de hoje:

  • Dow Jones: -0,80%, 34.642,36 pontos
  • Nasdaq: -2,26%, 14.204,17 pontos
  • S&P 500: -1,25%, 4.525,33 pontos

As ações de tecnologia caíram, lideradas pelas fabricantes de chips, apagando parte dos grandes ganhos de segunda-feira (05). 

Analistas acreditam que esse grupo pode ser mais prejudicado pela campanha de aumento agressivo de juros do Fed, já que os investidores assumem menos riscos e compram ações com lucros constantes, em vez de papéis que prometem grandes lucros no futuro.

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Recessão no caminho dos EUA

Não à toa o S&P 500 reagiu mal aos comentários de Brainard. Citando um Fed cada vez mais agressivo para combater a inflação, o Deutsche Bank se tornou nesta terça-feira (05) o primeiro grande banco de Wall Street a prever uma recessão no caminho da economia norte-americana. 

“A economia dos EUA deve sofrer um grande impacto com o aperto extra do Fed até o final do próximo ano e início de 2024”, disseram os economistas do banco em nota. 

O banco alemão disse que vê dois trimestres negativos de crescimento e um aumento de mais de 1,5% na taxa de desemprego nos EUA — desenvolvimentos que claramente se qualificam como uma recessão, embora moderada, segundo o Deutsche Bank.

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Depois dos S&P 500, as bolsas na Europa

Os mercados europeus fecharam mistos nesta terça-feira (05), com os investidores se concentrando no conflito entre Ucrânia e Rússia e nos indicadores econômicos. O pan-europeu Stoxx 600 terminou estável. 

  • Londres: +0,72%
  • Paris: -1,28%
  • Frankfurt: -0,65%

As bolsas do velho continente permanecem sintonizadas nos eventos ligados à Ucrânia. Os Estados Unidos e a Europa estão considerando novas sanções contra a Rússia após alegações de massacre de civis na Ucrânia. A Comissão Europeia propôs a proibição do carvão russo.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, alertou que mais mortes provavelmente serão descobertas nas cidades recapturadas das forças russas. 

Na agenda de indicadores, a leitura final do PMI da zona do euro mostrou que a atividade econômica do bloco caiu para 54,9 em março, de 55,5 em fevereiro, mas ainda ficou um pouco à frente do consenso.

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