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Os investidores aguardam as falas de dirigentes do Federal Reserve ao longo da semana, enquanto o Banco Central brasileiro também é destaque
A guerra entre Rússia e Ucrânia se arrasta por mais uma semana e, sem previsão de conclusão no curto prazo, deve completar um mês na próxima quinta-feira (24). Mas a notícia de que o presidente ucraniano não cederá territórios para os russos não é o principal motivo que move as bolsas nesta segunda-feira (21).
O petróleo — este sim — é quem é a bola da vez para impulsionar os índices da Europa. O barril do Brent, utilizado como referência internacional, era negociado em alta nas primeiras horas da manhã de hoje, acima dos US$ 110.
Por consequência, as ações do setor energético no Velho Continente avançavam pela manhã, com destaque para Shell e British Petroleum (BP), com ganhos de até 2,5%.
Na Ásia, a história é diferente: os investidores locais receberam de maneira mista a notícia de que a China iria manter os juros de referência inalterados pelos próximos meses. Dessa forma, as bolsas fecharam sem direção definida por lá.
Somado a isso, a notícia de que um boeing caiu na China foi publicada após o fechamento dos negócios por lá — mas as ações da empresa aérea permanecem pressionadas.
Por fim, os futuros de Nova York apontam para uma abertura no vermelho, antes das importantes falas de dirigentes do Federal Reserve, o Banco Central americano, pela frente.
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Na última sexta-feira (18), o principal índice da bolsa brasileira se consolidou no patamar dos 115 mil pontos, em uma alta de 1,98%. O dólar à vista, por sua vez, fechou o dia em queda de 0,37%, a R$ 5,0158.
Prepare-se para o dia aqui:
O conflito entre os dois países caminha para sua terceira semana, sem maiores perspectivas de um acordo concreto entre Rússia e Ucrânia pela paz.
Durante o final de semana, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou que pretende conversar com seu equivalente russo, Vladimir Putin, mas que as ações do chefe da Rússia “podem levar a uma terceira guerra mundial”, nas palavras dele.
As forças armadas do gigante do leste europeu ampliaram os ataques no leste da Ucrânia, principalmente na cidade de Mariupol e o prefeito de Kiev, capital do país, afirmou ter ouvido bombardeios durante a madrugada.
Os investidores ainda acompanham as falas de autoridades monetárias da Europa e dos Estados Unidos ao longo desta semana.
Diversos representantes do Fed têm discursos marcados ao longo da semana, enquanto os investidores aguardam maiores definições sobre a política de juros do Banco Central americano.
De volta ao cenário doméstico, os investidores devem acompanhar a divulgação de dados de inflação nesta sexta-feira (25). Um dia antes, na quinta-feira (24), o Banco Central publica o relatório trimestral da inflação (RTI), que deve trazer a visão do BC sobre a alta nos preços.
A autoridade monetária deve destacar o aumento do risco político em meio às eleições, em especial das medidas de caráter populista e contrárias à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Além disso, a ascensão meteórica do preço dos combustíveis também deve ser destaque na publicação do BC.
Por falar no Banco Central, nesta terça-feira (22) será divulgada a ata da última reunião do Copom. A publicação deve trazer uma visão mais bem definida da autoridade monetária sobre a política de juros — o que ajudará investidores e analistas a recalibrar as perspectivas para a Selic.
Segunda-feira (21)
Terça-feira (22)
Quarta-feira (23)
Quinta-feira (24)
Sexta-feira (25)
Você pode conferir o calendário completo aqui.
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