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O Itaú (ITUB4) também revisou para cima as projeções operacionais (guidance) para este ano
Se ainda tem alguém achando que o Itaú (ITUB4) está preocupado com a perda de receita com o Pix, será trazido à realidade com o balanço do banco no segundo trimestre de 2022.
O Itaú registrou um lucro líquido gerencial de R$ 7,679 bilhões entre abril e junho de 2022, um crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado também ficou 4% acima do esperado pelo consenso da Bloomberg, que estimava um lucro de R$ 7,377 bilhões.
No segundo trimestre de 2022, o retorno recorrente gerencial sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 20,8%, o que representa um avanço de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1,9 ponto percentual sobre o mesmo período de 2021.
No total dos primeiros seis meses do ano, o lucro acumulado do Itaú foi de R$ 15,039 bilhões, acima dos R$ 12,941 bilhões registrados no primeiro semestre de 2021. O ROE do semestre foi de 20,5%, acima dos 18,8% registrados nos primeiros seis meses de 2021.
No total, a carteira de crédito do Itaú cresceu 5% do primeiro para o segundo trimestre, para R$ 1,084 trilhão, enquanto na operação no Brasil o avanço foi de 5,5%, para R$ 876 bilhões.
Por aqui, o destaque ficou com o crédito consignado, que aumentou 10,3% na passagem de um trimestre para o outro. De acordo com o Itaú, a alta se deu em função do aumento da margem consignável e do incremento de operações com funcionários do estado de Minas Gerais.
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O banco informou que o aumento no volume de crédito foi o principal propulsor do crescimento de 9,7% da margem com clientes, que atingiu R$ 22,0 bilhões no trimestre.
Ao mesmo tempo, o custo do crédito aumentou em maior proporção devido a uma maior despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa. Isso porque houve aumento do crédito ao consumo e sem garantias, além do aumento da carteira em atraso.
As dívidas vencidas há mais de 90 dias tiveram uma ligeira alta em relação ao trimestre anterior, de 0,1 ponto percentual, para 2,7%.
O aumento foi puxado pelo segmento de pessoa física, cuja inadimplência avançou 0,3 ponto percentual, para 4,4%. Ao mesmo tempo, as micro, pequenas e médias empresas reduziram a inadimplência em 0,1 ponto percentual, para 2,2%, o que ajudou a compensar o aumento entre as pessoas físicas.
Dentre as dívidas vencidas entre 15 e 90 dias, o resultado ficou majoritariamente estável, com apenas a inadimplência na América Latina subindo 0,1 ponto percentual, a 2%.
O índice de cobertura, no entanto, sofreu uma queda importante, tanto de um trimestre para o outro quanto na comparação com o mesmo período de 2021.
Calculado pela divisão do saldo de provisão total pelas operações vencidas há mais de 90 dias, o índice de cobertura passou de 232% no primeiro trimestre para 218%. No segundo trimestre do ano passado, o índice estava em 283%.
O banco anunciou, junto com o balanço, o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,306500 por ação, que serão pagos no dia 30 de agosto aos acionistas que estiverem na base da empresa no dia 18 de agosto. Vale lembrar que alguns acionistas terão retenção de 15% de imposto de renda na fonte, o que resulta em juros líquidos de R$ 0,260525 por ação.
A partir de 19 de agosto, os papéis passarão a ser negociados "ex-direitos"e passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados. Então você pode optar por comprar a ação agora e ter direito ao dinheiro ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito ao JCP.
Depois de anotar resultados robustos no primeiro semestre, o Itaú decidiu revisar suas estimativas operacionais (guidance) para o ano conforme a tabela abaixo:

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
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