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As mudanças já anunciadas e outras ainda em discussão no Ministério do Desenvolvimento Regional trazem alívio ao segmento hoje

Com a inflação dos insumos castigando as finanças — e as ações — de construtoras e incorporadoras, muitas empresas do setor têm elevado o valor dos empreendimentos para aliviar a pressão nas margens.
Mas, para aquelas que vendem dentro do Casa Verde e Amarela, a estratégia é limitada pelas regras rígidas do programa governamental. Por isso, as mudanças anunciadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) na última quarta-feira (25) trazem alívio para o segmento.
Veja como operaram as principais construtoras e incorporadoras da B3 nesta quinta-feira (26):
A principal novidade, por enquanto, é a alta no percentual do subsídio concedido pelo programa. O acréscimo será de 12,5% a 21,5%, a depender da região, renda familiar e população do município onde será adquirido o imóvel ou terreno.
Segundo o MDR, uma família da capital paulista com renda média bruta mensal de R$ 1,8 mil, por exemplo, passará a contar com um subsídio médio de R$ 42,9 mil. O avanço é de 12,6% em relação à cifra anterior, de R$ 38,1 mil.
Já uma família com a mesma renda, mas que viva em João Pessoa, na Paraíba, o valor sobe cerca de 13,7% e passa de R$ 29,9 mil para R$ 34 mil.
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Além de reduzir a parcela financiada que será efetivamente paga pela população, a medida também permite que as construtoras aumentem os preços dos imóveis.
Mas o impacto não deve ser tão grande no primeiro momento. O BTG calcula que o valor máximo que uma família poderá pagar com a nova regra é cerca de 1% maior do que era em março deste ano e 5% superior ao da curva de subsídio praticada entre 2019 e 2021.
Para que as incorporadoras e construtoras possam fazer repasses maiores de preço, o MDR estuda implementar outras mudanças que estiquem os limites de renda e prazos de financiamento do programa Casa Verde e Amarela.
As medidas complementares já foram discutidas com representantes da construção civil, mas ainda devem ser avaliadas pelo Conselho Curador do FGTS antes de entrarem em vigor.
Entre as principais propostas está a de ampliar em 10% os limites de renda em duas de suas três faixas. O limite do grupo 2 passaria de R$ 4 mil para R$ 4,4 mil, enquanto o do grupo 3, atualmente em R$ 7 mil, chegaria a R$ 7,7 mil.
A pasta também estuda adotar uma carência de seis meses para o início do pagamento das parcelas e ampliar o prazo máximo do financiamento com FGTS, de 30 para 35 anos.
De acordo com o BTG, a extensão do limite de renda do grupo 2 poderia implicar em uma queda de 66 pontos-base (bps) nas taxas do financiamento.
Com juros menores, as famílias dessa faixa conseguiriam arcar com empreendimentos cujo preço máximo é até 8% maior que os atuais. Já a extensão no prazo, ainda segundo os cálculos do banco, possibilitaria uma alta de 6% no valor dos imóveis.
Agora que você já sabe quais são as principais mudanças anunciadas e ainda em discussão, é hora de descobrir quais construtoras mais se beneficiarão com elas.
Para o BTG, a notícia é positiva para todas as companhias focadas no segmento de baixa renda.
“Empresas como Tenda (TEND3), MRV (MRVE3) e Plano&Plano (PLPL3) têm focado em aumentar os preços de venda para recuperar a margem bruta e a rentabilidade. As mudanças certamente podem ajudar nessa frente”, escrevem os analistas.
A XP também vê esses três nomes como os mais favorecidos e acrescenta ainda outros dois: Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3). Como estão expostas à última faixa do programa Casa Verde e Amarela, as duas construtoras ganham um mercado maior com a expansão do limite de renda do grupo 3.
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