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FECHAMENTO DO DIA

Bullard salva Wall Street, mas Ibovespa cai quase 2% com recuo das commodities; dólar vai a R$ 5,43

A recessão e a elevação dos juros nos Estados Unidos pressionaram o Ibovespa, mas um herói improvável evitou uma queda pior.

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Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A ala mais favorável à elevação de juros do Federal Reserve costuma ser um dos maiores pesadelos do mercado financeiro. 

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É só o seu principal representante, James Bullard, aparecer em um evento para que um arrepio na nuca coletivo tome conta dos negócios. Muitas vezes o principal responsável pelos inúmeros banhos de sangue que as bolsas globais viveram neste ano, hoje Bullard foi herói. 

É que enquanto a maior parte dos economistas já davam como certa uma alta de 1 ponto porcentual na próxima reunião do Fed, o dirigente fez questão de destacar que o seu cenário-base é de uma elevação de “apenas” 0,75 pp. Se o maior defensor do aperto monetário com direito a voto nos encontros falou, o mercado achou melhor não discutir. 

Em meio aos novos números de inflação elevada divulgados nesta manhã, o balanço do segundo trimestre do JP Morgan, bem abaixo do esperado, foi como a cereja do bolo para aqueles que veem uma recessão se aproximar

Mas com Bullard confortando os analistas, a forte queda de mais de 2% vista no início do dia ficou no passado e os investidores, aos poucos, voltaram às compras. O Dow Jones e o S&P 500 recuaram cerca de 0,40% nesta tarde, mas o Nasdaq conseguiu encerrar o dia no azul, em leve alta de 0,03%. 

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Passado o perigo de um banho de sangue em Wall Street, o Ibovespa também se afastou das mínimas, mas a forte queda do petróleo e do minério de ferro impediram uma recuperação mais pronunciada. 

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O principal índice da B3 terminou o dia em queda de 1,80%, aos 96.120 pontos. O dólar à vista avançou 0,51%, a R$ 5,4333, e o mercado de juros operou em forte alta, ainda repercutindo os efeitos fiscais da PEC dos Benefícios, promulgada há pouco. 

Largando com o pé esquerdo

O início da temporada de balanços chacoalhou Nova York nesta quinta-feira (14). O JP Morgan divulgou os seus números do segundo trimestre e comprovou que tempos mais difíceis para a economia americana realmente estão a caminho — e já começam a deixar marcas. 

O JP Morgan registrou um tombo de 28% no lucro em relação ao mesmo período do ano passado.O resultado ficou em US$ 8,65 bilhões, o equivalente a US$ 2,76 por ação, abaixo das previsões do mercado, que apontavam para um lucro de por ação US$ 2,88, de acordo com dados da Refinitiv.

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Déjà vu

Assim como aconteceu ontem, a inflação ao produtor nos Estados Unidos (PPI, na sigla em inglês), voltou a mostrar que a alta dos preços pode estar longe do seu pico.

O indicador subiu 1,1% em junho ante maio, enquanto o núcleo avançou 0,3%, abaixo do esperado pelos analistas. 

Com as apostas maiores em uma atuação mais dura do Federal Reserve, em conjunto com a pressão dos gastos fiscais que crescem em ano eleitoral, a curva de juros brasileira voltou a se inclinar, com os investidores já projetando uma Selic de dois dígitos até 2024. Confira:

CÓDIGONOMETAXAFEC 
DI1F23DI jan/2313,90%13,88%
DI1F25DI Jan/2513,21%13,07%
DI1F26DI Jan/2613,04%12,91%
DI1F27DI Jan/2713,04%12,91%

Sobe e desce do Ibovespa

Confira as maiores altas do dia:

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CÓDIGONOMEULTVAR
CIEL3Cielo ONR$ 4,136,44%
BBSE3BB Seguridade ONR$ 26,384,27%
RADL3Raia Drogasil ONR$ 20,613,57%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 2,923,18%
CSAN3Cosan ONR$ 17,242,80%

Ao longo do dia, a pior pressão veio da queda do setor de commodities. Apesar do petróleo ter encerrado a sessão longe de suas mínimas, o Brent já é negociado abaixo da casa dos US$ 100 por barril. Durante a madrugada, o temor de recessão derrubou o minério de ferro em mais de 7%. 

Com a forte alta observada no mercado de juros e prévias operacionais abaixo do esperado, as construtoras tiveram um dia de forte queda. Confira os piores desempenhos do dia:

CÓDIGONOMEVALORVAR
VALE3Vale ONR$ 67,80-6,87%
CSNA3CSN ONR$ 13,43-6,54%
CYRE3Cyrela ONR$ 12,17-5,95%
BRAP4Bradespar PNR$ 22,22-5,57%
BPAC11BTG Pactual unitsR$ 21,11-4,91%
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