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Marcio Campos

BANCOS EM FOCO

Goldman Sachs (GSGI34) supera expectativas no 2º trimestre, mas Bank of America (BOAC34) não empolga o mercado

Goldman Sachs (GSGI34) supera expectativas no 2º trimestre, mas Bank of America (BOAC34) não empolga o mercado

Marcio Campos
18 de julho de 2022
17:00
Fachada do Bank of America (BOAC34)
Imagem: Shutterstock

Mais dois grandes bancos americanos reportaram seus números referentes ao segundo trimestre de 2022: Goldman Sachs (GSGI34) e Bank of America (BOAC34) divulgaram seus balanços em meio à desconfiança do mercado, que ainda digeria os dados fracos do JP Morgan na semana passada.

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A história, contudo, não se repetiu: o Goldman superou as expectativas dos analistas e, com isso, afastou o temor de um problema generalizado no setor bancário americano. E, como resultado, as ações da companhia operam em alta desde a abertura.

Já o Bank of America não deu os mesmos sinais de força: seus resultados mostram pontos positivos e negativos, não afastando totalmente o fantasma da crise. E, como tal, suas ações até ensaiaram uma alta mais cedo, mas agora oscilam perto do zero a zero.

Goldman Sachs (GSGI34)

O mercado surpreendeu-se positivamente com o resultado trimestral do Goldman Sachs (GSGI34), cuja receita líquida foi de US$ 11,86 bilhões no trimestre — cifra acima do projetado pelos analistas.

Vale ressaltar, no entanto, que a linha indica uma tendência de retração, ficando 23% abaixo do reportado no mesmo período de 2021; em relação ao trimestre anterior, a baixa foi de 8%.

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Por um lado, as divisões de  Mercados Globais e Consumo & Gestão de Riquezas (Consumer & Wealth Management) surpreenderam positivamente; por outro a área de Gestão de Ativos e Investimentos Bancários mostrou certa fraqueza.

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Grande parte do resultado do Goldman foi influenciado pela queda na subscrição de dívidas pela indústria, causada pela fraca atividade do setor. Euma prova disso é a queda de receitas na área de consultoria financeira, dado o volume menor de fusões e aquisições no setor industrial.

Já a receita líquida proveniente de Mercados Globais foi 32% maior do que a do segundo trimestre de 2021 e 18% menor que a do primeiro trimestre deste ano, chegando a US$ 6,47 bilhões.

A área de Renda Fixa, Moeda e Commodities (FICC), que está inclusa em Mercados Globais, apresentou uma receita líquida de US$ 3,61 bilhões, 55% mais elevada do que no segundo trimestre de 2021.

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O lucro diluído por ação ordinária foi de US$ 7,73 no segundo trimestre de 2022, em comparação com US$ 10,76 do período anterior e US$ 15,02 no segundo trimestre de 2021. 

O banco também divulgou um plano para aumentar o dividendo trimestral, para US$2,50 por ação ordinária no terceiro trimestre — uma novidade que também ajudou a dar ânimo às ações

Por volta de 16h20 (horário de Brasília), as ações do Goldman Sachs eram negociadas a US$ 300,38, alta de 2,12%; na máxima do dia, chegaram a valer US$ 311,23. Ainda assim, os papéis acumulam perdas de mais de 20% desde o começo do ano.

Bank of America (BOAC34)

Visto que outros gigantes do setor financeiro tinham apresentado um mau resultado no segundo trimestre, a expectativa do mercado não se encontrava otimista para o Bank of America (BOAC34).

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Entretanto, o BofA apresentou um aumento no resultado líquido vindo de juros (NII): a linha ficou em US$ 12,4 bilhões, alta de 22% em um ano. Esse aumento pode ser explicado por taxas de juros mais altas, amortização de prêmios mais baixas e crescimento de empréstimos.

Já o resultado líquido caiu 11,6%, de US$ 7,067 bilhões para US$ 6,247 bilhões. O Patrimônio Líquido baixou de US$ 269,309 bilhões ao fim do 1º trimestre para US$268,197 bilhões.

A receita antes dos impostos caiu 14%, para US$ 6,9 bilhões. O seu valor em bens também apresentou uma baixa , sendo de US$ 3,2 bilhões para US$3,1 bilhões. 

Seus ganhos por ação ordinária caíram de US$ 0,80 para US$0,73. Neste fim de tarde, as ações do Bank of America eram negociadas a US$ 32,24, em leve baixa de 0,08%, amargando desvalorização de 27% em 2022.

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