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O Dow Jones e o S&P 500 tiveram em abril o seu pior mês desde março de 2020, quando a pandemia de covid-19 teve seu auge. Já o Nasdaq apresentou a pior performance desde 2008, ano marcado pela crise financeira global.
O S&P 500 começou o mês de maio com o pé direito. O índice mais amplo de Nova York conseguiu encerrar esta segunda-feira (02) em alta, depois de atingir a mínima do ano durante a sessão. Para ajudar, ainda levou com ele o Nasdaq e o Dow Jones, que também fecharam no azul.
No radar dos investidores esteve a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira (04). O banco central norte-americano deve anunciar mais um aumento da taxa de juros e, em um cenário de aperto monetário, o setor de tecnologia voltou a sangrar.
Recém-saída de uma venda brutal em abril, as ações de tecnologia lutaram para manter os ganhos intradiários, já que os setores de crescimento do mercado permanecem no foco.
O mercado de dívida também passou por uma montanha-russa hoje. Os juros projetados pelos títulos de referência de dez anos do Tesouro dos EUA ultrapassaram brevemente 3% pela primeira vez desde 2008 com as apostas de aumento mais acentuado da taxa do Fed.
Amazon e Apple lideraram as perdas entre as gigantes da tecnologia, enquanto a Meta — dona do Facebook — teve um desempenho superior, com alta de mais de 1%.
O Dow Jones e o S&P 500 tiveram em abril o seu pior mês desde março de 2020, quando a pandemia de covid-19 teve seu auge. O Dow fechou abril com queda de 4,9%, enquanto o S&P 500 caiu 8,8%. O Nasdaq fechou em queda de 13,26% em seu pior mês desde 2008 — ano marcado pela crise financeira.
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Confira a variação e a pontuação dos principais índices da bolsa dos EUA:
Os investidores em Wall Street estão olhando para quarta-feira (04), quando o comitê de política monetária do Fed emitirá seu comunicado às 14 horas (15h, de Brasília).
Com a inflação fora de controle nos EUA, a expectativa é de que não só o banco central norte-americano eleve a taxa de juros como esse aumento venha mais forte.
Segundo Morgan Stanley, o comitê de política monetária do Fed deve entregar um aumento de 0,50 ponto percentual (pp) na quarta-feira ao ao mesmo tempo em que anunciará seu plano para começar a reduzir o tamanho de seu balanço a partir de junho.
A redução do balanço de ativos do Fed é, para muitos analistas e também para o próprio banco central, uma forma de aperto monetário, já que ajuda a retirar liquidez do mercado.
Os mercados europeus começaram o mês de maio em uma base fraca, com investidores monitorando a política monetária, dados de inflação e movimentos bruscos em Wall Street.
O alemão DAX fechou em queda de 1,4%, enquanto o CAC francês recuou 2%. O FTSE 100 do Reino Unido não operou hoje por um feriado, afetando os volumes de negociação.
Os investidores também monitoraram a guerra na Ucrânia e suas implicações geopolíticas. Os líderes da União Europeia (UE) devem trabalhar em um embargo de petróleo russo esta semana.
No fim de semana, as Nações Unidas e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha começaram a evacuar civis da cidade portuária sitiada de Mariupol.
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
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