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Petróleo voltou a subir nesta segunda-feira (04), com o WTI — referência para o mercado dos Estados Unidos — retornando ao patamar dos US$ 100 o barril
Sempre ela, a tecnologia. As ações do setor voltaram a protagonizar o pregão desta segunda-feira (04) — desta vez como as mocinhas da história, ajudando o S&P 500 a sacudir a poeira da recessão que vinha pesando sobre o índice e sobre Wall Street de forma geral.
Os papéis de tecnologia ficaram entre os mais atingidos no primeiro trimestre, com os investidores temendo que os planos de aumento de juros do Federal Reserve (Fed) pudessem prejudicar o setor.
Mas nesta segunda-feira tudo mudou graças ao Twitter (TWTR34). As ações da rede social deram um impulso ao S&P 500 e ao Nasdaq depois de subirem quase 30% em Nova York, embaladas pela notícia de que Elon Musk comprou uma participação passiva de 9,2% na empresa.
As ações da Tesla (TSLA34) também chegaram a avançar mais de 5% devido aos últimos números trimestrais de entrega de veículos elétricos divulgados no sábado (02), que ficaram acima do mesmo período do ano anterior.
Outras empresas de tecnologia pegaram carona nesse salto e também subiram. Os papéis de Apple (AAPL34), Amazon (AMZO34), Nvidia (NVDC34) e Microsoft (MSFT34) também chegaram a subir mais de 1% em Nova York.
O S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones tiveram seus desempenhos contaminados por temores de recessão da economia norte-americana nas últimas sessões.
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Com os efeitos incertos da guerra na Ucrânia e o ímpeto do Fed de aumentar a taxa básica em ritmo mais agressivo, os investidores passaram a vislumbrar problemas no horizonte.
Prova disso é que uma seção importante da curva de juros permaneceu invertida depois que as taxas projetadas pelos títulos de dívida do Tesouro dos Estados Unidos de dois e dez anos mudaram na quinta-feira (31) pela primeira vez desde 2019.
Embora não seja garantia de que irá acontecer, todas as recessões recentes nos Estados Unidos foram precedidas por essa inversão da curva de juros.
Enquanto isso, o petróleo subiu com o WTI saltando 4,0% e voltando a ficar acima de US $ 100 o barril, enquanto o Brent — referência no mercado internacional — subiu 3,0%, aumentando ainda mais as preocupações sobre uma possível recessão.
Os ganhos do petróleo ocorreram à medida que os investidores continuam observando os últimos desenvolvimentos na Ucrânia.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse no domingo (03) que os países ocidentais vão impor sanções adicionais à Rússia nos próximos dias.
Os mercados europeus fecharam em alta nesta segunda-feira (04) em meio aos sinais de novas sanções contra a Rússia após alegações de massacres de civis em cidades ucranianas.
O pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,9% após uma manhã cautelosa. As ações de tecnologia subiram 2,2%, enquanto as ações de seguros caíram 0,8%.
O principal promotor da Ucrânia disse que 410 corpos foram encontrados em cidades recapturadas de forças russas em torno de Kiev como parte de uma investigação sobre possíveis crimes de guerra, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, acusou a Rússia de genocídio.
Enquanto Moscou nega as alegações de que suas forças mataram civis em Bucha, 37 quilômetros a noroeste de Kiev, a União Europeia planeja introduzir novas sanções, segundo informou no Twitter o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.
“Chocado por imagens assustadoras de atrocidades cometidas pelo exército russo na região libertada de Kiev. A UE está ajudando a Ucrânia e ONGs na coleta de provas necessárias para perseguição em tribunais internacionais. Outras sanções e apoio da UE estão a caminho”, afirmou Michel.
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
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